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Categoria: Entrevistas

No último sábado tivemos a primeira prémiere de The Lost City Of Z que encerrou o 54º New York Film Festival em grande estilo com a presença do diretor James Gray, e dos atores Robert Pattinson, Sienna Miller e Tom Holland. Robert concedeu algumas entrevistas durante o red carpet e uma delas foi para a WWD onde falou sobre o filme, confira à seguir o que o ator disse transcrito pela nossa equipe:

“As pessoas pareciam que iam literalmente morrer” Robert Pattinson disse em Alice Tully Hall em Manhattan no sábado à noite. Enquanto  muitos colegas de elenco de The Lost City of Z falavam de dietas extremas e regimes estritos para a preparação para o filme, o ator britânico em intensidade mais vaga. “Foi um dos filmes mais loucos que eu já trabalhei,” ele acrescentou. “A filmagem foi insana.”
“James me mandou o livro talvez uns seis, sete anos atrás,” Robert falou do livro de David Grann. “E foi um elenco totalmente diferente e um script diferente. Eu acho que passamos por três elencos diferentes desde que eu me envolvi. Eu sou o único que estava originalmente envolvido. Ele filma de um jeito que ninguém mais filma. O filme é tão lindo. Eu acho que os filmes de hoje em dia não são tão bonitos quanto os filme de James.”
“Teve um integrante da equipe que foi mordido no pescoço por uma arbor viper(cobra) que estava descendo uma árvore. Nós descobrimos que não tínhamos nenhum enfermeiro. Nós não tínhamos um médico no set de filmagens e nem antiveneno e nós estávamos à horas da cidade e todo mundo estava tipo ‘fuma um cigarro, vai dá tudo certo’. O cara dos adereços chupou o veneno do pescoço dele.”
Fonte – Tradução: Alexandra Barranco – Equipe Robert Pattinson Brasil

Com o lançamento de The Childhood Of A Leader no Reino Unido, o diretor Brady Corbet têm concedido muitas entrevistas e desta vez para o Eye For Film, Brady falou sobre Robert e de futuros projetos juntos. Confira alguns trechos da entrevista transcrita:

[…]

Considerando que ele (Brady) sente muito sobre a cultura dos fãs, é irônico que ele tenha contratado Pattinson para fazer parte do filme, já que o ator tem construído ardentes seguidores por anos desde os filmes de Crepúsculo, com um grande número de fãs-sites dedicados ao trabalho dele a até a abreviação amigável usada na internet Rpatz. Corbet disse que ele estava interessado em usar algumas expectativas em sua vantagem.
“É muito bizarro,” disse Corbet “ Tem duas coisas. Primeiramente, eu não sou muito conectado com a ideia do Rob como uma celebridade, porque eu conheço ele há muito tempo e eu não descobri ele desse jeito. Outra coisa que eu pensei é que seria muito, muito interessante ter um tipo de Janet Leigh em Psicose, onde você tem uma pessoa que é uma figura pública e as pessoa estão de olho nele, ele é interessante, ele é carismático, ele é atraente, ele é bonito. E eu pensei, que isso realmente iria dar um peso nos primeiros 20 minutos do filme. Então eu contratei ele por todas essas razões. Eu contratei ele porque o papel foi escrito para um homem jovem que é um pouco mais jovem que o personagem feminino, bonito e inglês, então eu pensei nele.”
“Qualquer pessoa que já passou algum tempo com o cara vai saber que ele trabalha duro e que ele nunca reclama. Eu estava conversando com os irmãos Safdie, que estão dirigindo um novo filme com ele [Good Time], e o Josh disse ‘Cara, nós estavamos gravando 19 horas por dia e ele não reclamou nenhuma vez.’ Eles estavam simplesmente maravilhados com a ética de trabalho dele e eu também. Eu acho que ele e eu vamos trabalhar juntos por um bom tempo.”
Corbet ainda não tem certeza se Pattinson vai participar do seu próximo filme Vox Luz ainda. “É um elenco grande e é uma peça conjunta e eu ainda tenho que descobrir qual idade todos vão ter em relação aos outros,” ele disse, mas a estrela britânica está trabalhando com a esposa e colaboradora do Corbet, Mona Fastvold, no seu próximo filme The Bleaching Yard.
“É um drama de época,” disse Corbet “A origem do material vem do famoso autor Norueguês chamado Tarjei Vesaas e ela se passa em uma comunidade baleeira nos anos 40, o que não está no livro. É realmente ótimo. Nós estamos fazendo isso com Chris Cohen que também produziu The Childhood of a Leader e os produtores dela de The Sleepwalker. Essa é a primeira vez como família que nós fizemos dois  projetos separados” 
Fonte – Tradução: Holly Pattz

o The Sunday Times esteve conversando com Robert Pattinson e o diretor Brady Corbert sobre The Childhood Of A Leader que está com a estréia marcada para o dia 19 de Agosto em Londres. Além de serem colegas no mundo profissional, ambos se tornaram amigos e falaram um pouco sobre o mundo hollywoodiano e seus filmes de super-herói, como é difícil conseguir financiamento para filmes independentes e mais. Confira os scans e outtakes liberados e também a matéria transcrita pela nossa equipe:


x SCANS > INTERNACIONAIS > 2016 > AGOSTO 2016 – THE SUNDAY TIMES

A estrela de “Twilight” e seu diretor, um velho amigo, em seu novo filme desafiador – um filme inteligente, que vai contra a natureza da Hollywood moderna.
Robert Pattinson e Brady Corbet: Irmãos de Guerra
O mais curioso sobre o novo filme de Robert Pattinson é, bem, é tudo estranho. Começando com a posição das câmeras que mal mostram os atores, que conta uma história sobre o fascismo que você precisa pensar muito para saber se é mesmo sobre o fascismo, é certo dizer que The Childhood of a Leader está muito distante do filme que o tornou conhecido como um vampiro, em ”Twilight”, tanto é, que não irá, absolutamente, ser compartilhado com os mesmos fãs.
É como Justin Bieber desistir amigavelmente de seus hits pop para gravar um álbum de música eletrônica na Indonésia. Assim, em um clube em Londres, durante o café da manhã, pergunto ao ator, por que fazer algo tão peculiar?
“Porque não existe mais nada!”, diz ele, rindo. Ele ri muito, um pouco nerd, como um adolescente em casa assistindo a um episódio particularmente bom de South Park. Os filmes maiores, explica ele, apenas não são interessantes. Na década de 1990, havia as opções de dramas tradicionais ou filmes de ação para adultos, mas agora… “Sua única opção é fazer um filme de super-herói”, diz ele, referindo-se as 71 adaptações de quadrinhos atualmente em desenvolvimento. “Você pode fazer um super-herói, ou você pode fazer filmes indepententes. É isso!” Ele parece exasperado. “Você não pode mais nem fazer filmes de Nicolas Cage”, diz ele. “Você não pode fazer nem um Con Air. Eu adoraria fazer Con Air”.
Como ele diz, porém, filmes como Con Air não existem mais. Então, ao invés disso, neste verão tão despretensioso, ele tem um papel em The Childhood of a Leader, feito por seu velho amigo – e diretor de primeira viagem – Brady Corbet. Ele também está aqui. Ambos estão usando azul escuro: o cineasta com um lenço, apesar de ser verão; a estrela com um jeans e uma camiseta que parece ter sido comprada na Gap, há pelo menos uns oito anos. Pattinson é discreto assim. Na verdade, eu tenho certeza que ele está com as mesmas roupas que ele usava quando nos conhecemos em 2014 no festival de cinema de Cannes. Eu digo que eu achava que ele estava curtindo uma ressaca naquele dia. “Não ficaria surpreso”, admite ele, sorrindo. Ele tinha muito a comemorar naquele ano, já que ele estava promovendo dois de seus filmes no maior evento do mundo para autores: uma pelo australiano David Michôd (The Rover), e o outro era o seu segundo filme com David Cronenberg (o ótimo, Mapas para as Estrelas). Ambos um grande salto de credibilidade para um jovem ator, até então, conhecido apenas por interpretar um vampiro morto-vivo em uma série adolescente e pelo término de seu romance com sua co-estrela, Kristen Stewart.
“Isso, você me viu em Cannes, no entanto,” diz Pattinson como discutiremos sua dramática mudança de carreira, “Brady tinha, tipo, oito filmes. Foi inacreditável. Eu estava tão orgulhoso de mim mesmo porque eu tinha dois, enquanto ele a cada 10 segundos, estava em um filme diferente.”
Corbet (rima com “sorbet”) se agita sem jeito. Ele não é remotamente arrogante, assim, confrontado por um sopro de Pattinson, o diretor recua. O ator tem um ponto, no entanto. Se você conhece Corbet bem, é mais provável, que você o tenha assistindo no melhor filme arthouse europeu dos últimos cinco anos. Ele estava em Melancholia (Lars von Trier), Sils Maria (Olivier Assayas) e Força Maior (comédia de humor negro, essencial sueco). “Quer dizer, eu nunca apareci em qualquer lugar com um bloco de notas”, diz ele, quando eu pergunto se ele estava usando essas funções para aprender a dirigir. “Eu estava curioso para ver como aqueles que eu realmente admirava trabalhavam. E quem não estaria? Não era a minha intenção parecer que eu tinha conseguido me perder em uma backlot europeia, dizendo ‘Hey!’ Por cinco minutos no filme dos outros”.
Eles são uma dupla divertida, com sagacidade seca e morbidez estridente, ocasionalmente. Eles são amigos há 10 anos, se conheceram quando Pattinson mudou para Los Angeles. Corbet saltou para a fama dos tabloides na adolescência no impulsionante Thirteen (2003), antes de partes muito diferentes em um remake Thunderbirds (“Eu o conheci em uma sessão de autógrafos para fãs”, brinca Pattinson), em seguida como um dos assassinos na reedição americana, Funny Games de Michael Haneke. Ele tem 27 anos agora e tem uma filha com sua esposa norueguesa (e co-escritora de The Childhood of a Leader), Mona Fastvold. Pattinson tem 30 anos e parece estar noivo da estrela pop experimental FKA Twigs, dependendo de qual dia você verificar isso na internet.
O filme é tão inescrutável como eles; tão culto, sua trilha sonora é de Scott Walker. O protagonista é um garoto (Tom Sweet), e o que acontece é que, em 1918, ele se muda para a França porque o pai (Liam Cunningham) é um diplomata que trabalha na elaboração do Tratado de Versalhes. Tudo o que acontece vai levando a se tornar um líder fascista décadas adiante. A estrela de Crepúsculo interpreta um jornalista influente e um papel surpresa muito bem guardado.
Tido estranhamente, como um filme de terror, transforma telespectadores em testemunhas de uma catástrofe futura, mas sem lhes dar muitas pistas. Ele realmente faz você pensar. “a alegoria do filme, não é um colapso literal de como dois mais dois é igual a quatro”, explica Corbet. “A coisa mais absurda com documentários sobre histórias de origem dos vilões do século 20 é que há sempre um ponto de partida que lhes definiu. O que é um absurdo – momentos aparentemente tão inconsequentes nos moldam, tanto quanto traumas. Eu me relaciono mais profundamente, às vezes, com o cheiro do perfume da minha mãe quando eu tinha cinco anos, do que eu em luto por um amigo que faleceu.” Claramente não é um homem para um afastamento rápido.
Pergunto a Pattinson como Corbet lhe vendeu seu filme. “Crescendo na Inglaterra”, explica ele, “você tem uma aversão natural a peças de época, especialmente se você foi para uma escola particular. Assim que você pega um script de época, você ficará tipo, ‘Ugh’. Mas eu li este e me senti estranhamente contemporâneo. Foi apenas muito incomum.” Corbet concorda que como um filme sobre o extremismo, tem ressonância no mundo moderno. “Infelizmente”, ele suspira: “Eu poderia fazer o filme em 100 anos e sempre seria relevante.”
Se o britânico atraente, chamado de R-Patz pelos fãs, fez fama fazendo charme, isto parece um jogo estranho para este americano pensativo que decidiu que Hollywood era insuficiente para seu cérebro, tais noções desaparecem rapidamente. Corbet tem uma espécie sarcástica de intelecto, e é rápido para ridicularizar certos financiadores de filmes por apenas patrocinarem dramas sociais sobre “um motorista de táxi deprimido e seu filho adotivo, que é um ex refugiado… Eles encontram a redenção juntos.” Pattinson pode dizer menos, mas o que ele diz, e, em uma metáfora esticada, essa eficiência também resume o que ele traz para seu novo filme.
Sem rodeios, sem ele, The Childhood of a Leader poderia nunca ter sido feito. Corbet tentou obter financiamento por anos, mas as opções de atores – especialmente os mais jovens – procuraram papeis pensando que vão fazer: dinheiro ao longo do processo. Mas Pattinson, ele insiste, não é assim.
“É a forma mais inteligente de usar o sucesso”, diz Corbet. “Porque é a forma que as vendas são feitas significa que os atores se tornam objetos com um determinado valor, e você efetivamente se torna um artista e produtor, porque você pode chamar um autor que está tendo uma fase difícil para seu filme ser feito e, bem, de repente… o envolvimento do Rob significa [para diretores] que pode estar no caminho certo para conseguir fazer seu filme. “
Pergunto a Pattinson se ele acha que sua base de fãs de seus vinte e poucos anos o acompanharam em seus novos caminhos. “Às vezes”, diz ele, sem saber. “Mas um monte desses trabalhos são obscuros. Eu duvido que alguém que tenha visto The Rover, ‘Ele está tentando encontrar coisas completamente novas.’ O ponto todo é ser desorientado, já eu estou tentando fazer isso por mim mesmo.”
Os filmes de Crepúsculo foram uma grande loucura, mas suas influências, como Daniel Radcliffe fez passando por Harry Potter, o fez usar bem essa oportunidade. Kristen Stewart é talvez a melhor atriz de cinema com menos de 30 anos; enquanto Radcliffe tomou impulso e dinheiro atuando como o menino bruxo, para agora passar o tempo em peças e fazendo seu novo filme sobre um cadáver flatulento. Estes atores ficaram extremamente famosos muito cedo, e em seguida, fugiram do convencional. Enquanto muitos (Ruffalo, Johansson, Cumberbatch, Adams, Leto) fizeram papéis menores no início da carreira e agora são superiores, estando em filmes de super-heróis, estes três têm procurado desafios. Pattinson fala de Cronenberg ao ser perguntado se o talento em filmes de quadrinhos eleva a qualidade do material, ao qual o diretor disse, não, “eles ainda são apenas os caras idiotas em um cabo”.
Corbet interrompe. É, diz ele, “um momento estranho” na cultura. “Há muito conteúdo, e é inacreditável como muita coisa é ruim”, diz ele, balançando a cabeça e sorrindo ao mesmo tempo. “Talvez seja só porque eu sou um rabugento, mas eu acho que é possível que tudo seja uma merda. Não há essa coisa estranha agora, quando você vai jantar com os amigos, e [todo mundo está falando] sobre prazeres culposos.”
“Mas você não pode apenas ter prazeres culposos”, diz Pattinson. “Porque, então, são apenas seus prazeres!”
Corbet é um pensador preocupado, típico de um jovem, independente, no cenário angustiado com tempo de sobra para leitura. Pattinson, porém, é a surpresa. Ninguém pensou que ele sumiria, já que jovens atores extremamente famosos que jogam o jogo da publicidade raramente encontram coragem para dar sua própria opinião. Mas ele tem seus pontos de vista sobre a TV. Ele diz que as pessoas são mais simpáticas para filmes feitos direto para a TV, pois é como ter alguém os visitando em suas casas. É fácil. “Mas o ato de ir ao cinema”, continua ele, “as pessoas pensam, ‘Paguei por isso. Eu tive que sair de casa. Agora eu quero ser entretido. Me entretenha.’ Com a TV, se você se comprometer a assistir qualquer coisa por 30 horas, você já não tem que descobrir como apresentar subtexto, como em um filme. As entrelinhas estão na superfície. Estende a qualquer desempenho e você vai criar o subtexto em sua própria cabeça como um espectador. Eles tem performances muito mais matizadas, como pontos da trama são muito mais elásticas.”
Talvez ele sempre foi uma pessoa estranha. Talvez seja por isso que ele era bom como o vampiro anti social Edward Cullen. Gostaria de saber se há uma razão para seguir em frente, talvez para evitar gigantescas viagens de divulgação globais. Ele dá de ombros. Ele gostava delas, diz ele. “Eu só tenho desperdiçado todo o meu tempo.”
Tem mais. Ele admite o primeiro trote de publicidade foi dar cerca de 80 entrevistas por dia – por semanas a fio. “Você se sente insano, mas eu acho que o estúdio cortou meus dias, porque eu comecei a falar toda vez a mesma coisa.” Sua dica para algum ator em uma situação tão chata similar? “Seja passivo.”
The Childhood of a Leader estreia em 19 de agosto no Reino Unido.
Tradução e transcrição: Equipe Robert Pattinson Brasil – Ana Paula

O site Robert Pattinson Worldwide conseguiu fazer uma entrevista exclusiva com o diretor de filmagem de The Childhood Of A Leader, David Jancso. Durante a entrevista, as meninas da equipe fizeram algumas perguntas sobre Robert Pattinson que você pode conferir à seguir transcrita pela nossa equipe:

Entrevistador: Teve alguma performance de algum dos atores que se destacou em sua opinião?
DAVID JANCSO: […] Eu também preciso mencionar Stacy Martin, que foi magnífica em todas as suas cenas, e, Robert Pattinson, que nas cenas com Liam Cunningham, foi o que se sonha para uma sala de edição. Todas as variações e permutações, de um texto muito difícil, é o que faz a cena.
Entrevistador: O que você acha da performance de Robert Pattinson no filme?
DAVID JANCSO:Era importante para Brady, escolher alguém para o papel, cujo a presença brilhasse através das cenas mesmo que estivesse ausente. O que Rob fez foi esperto, sutil e substancial. Ele é um ator fantástico e eu admiro a maioria das escolhas de filmes que ele faz. Ele é definitivamente alguém para se manter de olho, e eu não ficaria surpreso de ver ele, um dia, do outro lado da câmera. Ele é sensitivo, apaixonado e tem um ótimo gosto, então eu estou ansioso para ver o que ele pode criar.
Entrevistador: Você tem alguma história engraçada para compartilhar com os fãs do Robert Pattinson?
DAVID JANCSO:Contratualmente não, mas eu tenho que dizer que o pseudônimo do Rob, seria uma boa base, para um livro criminal ou até para comedias de palhaçada.
Muito obrigada RPWW – Tradução: Gabi Araujo

Recentemente, o fã-site inglês Robert Pattinson Worldwide fez uma entrevista exclusiva com o ator-mirim Tom Sweet de The Childhood Of A Leader e dentre as perguntas feitas na entrevista, o ator falou sobre Robert e você pode conferir à seguir:

 

Laura:E o que você pode nos dizer sobre Robert Pattinson, porque você atuou um pouco com ele…

Tom: Sim. Rob foi ótimo. Ele é um cara muito engraçado. Ele estava lá na primeira semana. E ele estava sempre feliz e um dos rostos familiares e ele é um ator muito bom. Eu só quero dizer, ele é ótimo.

Robert Pattinson é capa da edição de março da revista Numéro Homme, o ator além de ser a capa da revista, concedeu uma entrevista onde revelou mais sobre si mesmo, projetos futuros, pessoas que gostaria de trabalhar e muito mais. Confira à seguir os scans da revista e a entrevista transcrita pela nossa equipe:


x SCANS > INTERNACIONAIS > 2016 > MARÇO 2016 – NUMERO HOMME

Jogo duplo

Ele se tornou um dos atores mais rentáveis da sua geração por ganhar o coração de milhões de fãs loucas pelo vampiro da saga ‘Crepúsculo’. Longe dos Blockbuster Hollywoodianos, Robert Pattinson agora está investindo seu destino em algo que ninguém teria imaginado: Dior Homme Perfume égérie e Dior Homme Apparel Égérie está florescendo as exigências de sua performance atuando, algumas vezes radicalmente. Entrevista exclusiva.

Quando Robert Pattinson apareceu para os olhos do mundo, dez anos atrás, foi como um agitado estudante de Hogwarts em ‘Harry Potter e o Cálice de Fogo”. A ‘Saga Crepúsculo’ o consagrou depois, em apenas 5 filmes, como uma estrela de estupendo sucesso. Com a cara pálida, ele interpretou um vampiro charmoso e bad-boy, que nunca forçou as adolescentes a querer ele por perto. Por trás da ficção para garotas emotivas, um pouco de elegância surgiu. O que nós achamos de volta no garoto que vai celebrar seu trigésimo aniversário no verão, se perguntando milhares de questões. Como você acha sua auto-credibilidade? O que fazer quando tudo acontece tão rapidamente? Ele poderia ter capitalizado sobre os dólares que ele recebeu e ele poderia ter aceito mais papéis para ganhar sempre mais – o que foi proposto para ele várias e várias vezes – ou,de uma forma mais conhecida, ele poderia ter explorado o mundo da fama e se jogado nele, oferecendo aos fãs fofoqueiros mais uma triste história Hollywoodiana baseada nas drogas e no desaparecimento. Mesmo assim, Pattinson se manteve focado em algo que ninguém, mais além dele, poderia imaginar vindo: o desabrochar de um artista. Mesmo por trás dos blockbusters formatados, o coração pode bater.

O momento da virada começou em 2012. No último episódio de “Crepúsculo”, Robert Pattinson cruzou o tapete vermelho de Cannes, junto a um dos mais respeitados diretores dos últimos 30 anos, David Cronenberg. Abatendo os bilionários ultra-liberais  acostumados, ‘Cosmopolis'(baseado em um livro de Don DeLillo) abriu os olhos de algumas pessoas na audiência e mostrou a exploração do ator. Ele voltou para seus amores esquecidos ‘filmes adolescentes quando alugou o dvd de Godard e Bunuel na locadora local nos subúrbios de Londres. O filme indie voltou como um bumerangue na vida de Robert Pattinson e foi tudo menos perigoso. Mesmo que ele, mais do que ninguém, possa tomar quaisquer riscos (os projetos se auto criam financeiramente graças a seu nome), este tipo de atitude faz dele ainda mais intrigante.

Ao invés de buscar por papéis para Oscar da forma mais respeitada e mais valiosa no mundo do cinema, Pattinson procura por experiências alternativas. Ele filmou mais uma vez com David Cronenberg, em um feroz jogo de massacre dirigido pela indústria do cinema em Los Angeles (‘Maps To The Stars’),e ficou com o louco  mestre alemão Werner Herzog, com seu co-estrela James Franco (‘Queen Of The Desert’). Durante os 6 primeiros meses de 2016, ele vai realizar um golpe duplo completamente inesperado. Depois de filmar com os irmãos Safdie, ícones nova iorquinos dos filmes indies, o garoto britânico está se preparando para entrar no papel do novo filme de Claire Denis -a primeira tentativa da francesa na ficção cientifica. A era tem o símbolo que merece, mas o modelo de liberdade de Robert Pattinson representa algo maior.

 

Numéro Homme: Três ano atrás, depois de Crepúsculo, você trocou de ares, filmando com David Cronenberg. Você equilibrava entre o êxtase e angústia sobre sua carreira futura. Onde você está hoje?

Robert Pattinson: Eu aprendi que leva tempo para os projetos mais inimagináveis simplesmente existirem. As coisas mais loucas são as mais frágeis. Algumas vezes elas começam do zero. Eu estou procurando por diretores que eu queira profundamente trabalhar. Já faz um ano desde que eu realmente quis trabalhar com Claire Denis, e agora está se tornando realidade. Nós vamos filmar juntos essa ficção científica em maio. O técnico dinamarquês Olafur Eliasson vai criar naves espaciais e os buracos negros. Provavelmente vai ser louco!  Eu não sei e minha parte no filme vai ajudar financeiramente mas, mesmo assim, eu vou fazer o filme nos próximos dias, talvez tenha uma pequena possibilidade de eu influenciar isso um pouco. O projeto é assinado por Josh e Benny Safdie, diretores indies Nova iorquinos totalmente secretos, no melhor sentido do mundo. Josh me contou sobre como fez seu primeiro filme ‘O prazer de ser roubado’, com dinheiro de anúncios em sacolas plásticas. Graças a um simples anuncio ele fez um filme inteiro!

Numéro Homme: Os irmãos Safdie disseram em uma entrevista que você era um indomável. Um elogio muito bom vindo deles…

Robert Pattinson: Eu adoro eles. Eu encontrei a fotografia do filme deles ‘Haven Knows What’ mesmo antes do trailer sair. Estupefaço pela força desta imagem, instantaneamente  mandei um e-mail para Brady Corbert, com quem filmei, porque ele se tornou um diretor. Eu soube que ele tinha muitas conexões em Nova York. Evidentemente ele conhecia os irmãos Safdie. Eu conheci eles, e dois meses depois, eles me mandaram um dos melhores roteiros que eu já li. Com eles eu vou descobrir outro cinema. Os atores com quem eu vou atuar não são profissionais, porque Josh e Benny fazem audições selvagens. Eu não vou ser olhado como um ator clássico ali.

Numéro Homme: Ao migrar para um cinema exigente, você se sente como se tivesse encontrado o seu caminho? A era ‘Crepúsculo’ parece estar completamente acabada…

Robert Pattinson: Eu imagino que a audiência mantenha uma certa imagem de mim. Eu sempre senti que eu tinha que me provar. Eu não tinha papeis o suficiente para fazer eles me verem de forma diferente. Esperando por isso, eu segui meu caminho, sempre lembrando de diversificar a mim mesmo. Eu acabei de voltar das filmagens de James Gray na Colômbia (The Lost City City Of Z): um filme de aventura com costumes onde os personagens estão submetidos a fome. Eles se perdem na selva e acidentalmente acham ruínas. James Gray é um bajulador, aqui na França, certo? Ele é um cara perfeito. Eu nunca encontrei alguém tão nova iorquino como ele. Ele realmente é a melhor companhia para se estar em uma floresta (risos). Quando nós fomos para um rio, ele fez esfoliação como os cientistas fazem, para evitar contaminações.

Numéro Homme: essa locação no meio do nada, te ajudou?

Robert Pattinson: muito. Eu amo o desconfortável, atmosfera de surpresa que faz você entrar em outra dimensão. É mais simples do que eu estou acostumado mas ao mesmo tempo mais difícil. Eu tive uma progressão caótica, com momentos de explosão. Levo anos para digerir o que aconteceu comigo, o sucesso dos filmes, a fama… Quando era mais jovem eu não tinha um plano de carreira, nenhuma ambição particular. Eu as criei de tempo em tempo.

Numéro Homme: Sua família se mantem longe ou perto da indústria cinematográfica?

Robert Pattinson: De modo nenhum. Minha família realmente não vai ao cinema ou ver peças nos teatros. Meu pai vendia carros, minha mãe trabalhava em uma agência de modelos. Mas a ideia de atuar me interessou. Eu frequentei uma escola de teatro, então isso teve um efeito estranho em mim: os outros alunos estavam tão seguros de si mesmos se tornando atores e eu simplesmente desliguei de mim mesmo. Eu vim de uma criação muito rígida, onde eu fui expulso da escola, aí então que tudo mudou, porque a escola era mais liberal, eu acho. Realmente foi, mais tarde, que eu pode investir em uma companhia de teatro no meu distrito, em que eu estava confortável.

Numéro Homme: Quando adolescente, você assistia muitos filmes?

Robert Pattinson: Muitos. Mas o que eu via na tela era estrangeiro com relação a minha própria vida. Todo dia eu via filmes, mesmo sem nem pensar em fazer disso meu trabalho. Para mim, cinema representa uma forma proibida de viver. Eu queria ver o que eu supostamente não poderia ver na minha idade. E por isso, eu tive um cúmplice ideal: o atendente da locadora. Como ele tinha uma paixonite na minha irmã, ele me deixava alugar os mais audaciosos filmes, muitas vezes de classificação de 18 anos -e eu tinha 12- e como condição ele era o que escolhia qual eu assistiria. E foi assim que eu descobri os filmes indies como ‘The Killing of a Chinese Bookie” de John Cassavete. Ele na verdade esperava que minha irmã assistisse e ficasse impressionada com a escolha dele. Nunca aconteceu (risos).

Numéro Homme: E agora você é que está nos filmes indies. O ciclo está completo..

Robert Pattinson: Esses filmes representam meu gosto, com certeza. Quando eu olho minha coleção de DVDS dos meus 17 anos e os diretores com quem eu filmo hoje em dia, alguns fazem parte disso: Wener Herzog, Cronenberg, por exemplo… Eu continuei tendo dificuldades de acreditar.. Eu continuo vendo o nome de Werner como um nome da capa do DVD que se tornou uma pessoa real!

Numéro Homme: Os outros diretores da sua geração te interessam?

Robert Pattinson: Sim, mais e mais. Antes de ‘Childhood Of a Leader’, de Brady Corbert, que tem 27 anos, eu nunca tinha filmado com alguém tão jovem. Foi uma experiência completamente diferente de filmar com um master. Outra visão de cinema. Eu vejo claramente com os irmãos Safdie. eles estão acostumados a todos dizerem não para eles. Eles vivem em um mundo que eles não controlam então eles apenas vão com força. Algumas semanas atrás nós fizemos testes para o filme em um ponto de lava-carros em NY. Nós apenas fomos lá e filmamos umas coisas. Os empregados e os clientes olharam para nós como se fossemos loucos: “Apenas saiam caras. Mas que diabos vocês estão fazendo, credo”. Mas depois eles ligaram para a policia e nós terminamos de filmar a cena.

Numéro Homme: Você tem estado em colaboração com a Dior desde 2013. Você primeiro filmou para campanha de perfume da Dior Homme, dirigida por Romain Gavras. A mais recente foi dirigida por Peter Lindbergh. Como você vê essa colaboração?

Robert Pattinson: Desde o começo todos eles tem sido adoráveis comigo. Desde a primeira reunião, eles me disseram “faça o que você quiser fazer”. A decisão foi fácil de fazer, porque a Dior, nunca me forçou a nada. Eu acho que tem algumas cláusulas no contrato que eles nunca me disseram a respeito (risos)! Aparências publicas por exemplo… É bem legal. Nossa colaboração se estendeu para a campanha de roupas desse ano, que estreia em abril. Eu realmente me sinto em uma atmosfera não corporativa.

Numéro Homme: Se sucesso não pode ser negado, de qualquer forma você quase não fala sobre suas dúvidas, o que é um elemento de transição…

Robert Pattinson: Eu ainda tenho um monte de dúvidas sobre mim mesmo. As pessoas que trabalham comigo sabem disso. Três semanas antes de filmar, eu tenho um ataque de pânico e ligo pra minha família ou para meus amigos dizendo para eles que eu nunca vou ser capaz de fazer isso… Nesse momento eu realmente acho que isso é verdade, minha confiança me deixa para trás, se reduz à farrapos. E depois volta quando estou no set. Mesmo sabendo disso, na próxima vez vai acontecer de novo. As pessoas que me cercam nem me dão ouvidos mais…

Numéro Homme: O que você faz no seu tempo livre quando não está filmando? Você também toca desde que era pequeno mesmo sem ter trabalhado em um álbum…

Robert Pattinson: Eu apenas me permito respirar. É como nos relacionamentos amorosos, se entrar nele dando tudo sem qualquer perspectiva, as coisas estão condenadas desde o início. Poluído. Adoro deixar outro domínio dentro da minha vida, na área criativa. Sair de Los Angeles contribuiu para o meu equilíbrio também. Quando estamos lá, o cérebro funciona estranhamente, imaginamos que sair da cidade por uma semana nos fará desaparecer dos radares. Na Inglaterra, para onde voltei, todas as pessoas que conheço não trabalham na indústria do cinema.

Numéro Homme: Você não pensa em escrever (roteiros) ou dirigir?

Robert Pattinson: Eu comecei a criar roupas. Há dois anos atrás, eu me encontrei com fabricantes e artesãos. Tem muitas peças prontas já. Meu estilo é influenciado pelas cidades que eu vou, a origem dos materiais também vão de acordo com as competências. Em Los Angeles é realmente fácil de trabalhar com demanda e roupas inspiradas em vestuário para trabalho. Na Inglaterra se da mais com lãs e pulôveres. O que eu faço é mais uma multi forma, roupas para homens e mulheres, coisas que eu crio com amigos… Mas eu não quero entrar em detalhes, eu não quero me trazer azar…

Numéro Homme: Possivelmente poderemos ouvir mais sobre isso logo?

Robert Pattinson: Sim, talvez… (risos)

Numéro Homme: Quando digitamos ‘Robert Pattinson’ no Google, a primeira coisa que sempre aparece é sobre sua vida amorosa. Você acha que isso vai mudar em algum momento?

Robert Pattinson: As vezes eu volto pro tempo que isso me deixava completamente bravo. Eu me pergunto o que as pessoas estão procurando quando elas digitam meu nome. Certamente fofocas. Eles estão sozinhos em casa? Dito isso, minha carreira não sofre disso, eu não estou na lista negra em qualquer lugar ainda. Eu estou trabalhando com quem eu quiser em universos interessantes para mim. Então, eu não tenho a intenção de forçar a audiência a mudar o ponto de vista deles. Eu preciso de coisas que funcionem de um jeito orgânico. Talvez um dia eu veja diferente. Bem, eu devo admitir eu continuo caindo na armadilha, caindo na prisão da internet para olhar o que dizem sobre mim. Pelo menos eu nunca senti necessidade de deixar comentários!

Numéro Homme: A regra de ouro das celebridades é nunca responder esses trolls…

Robert Pattinson: Algumas vezes, eu gostaria de responder e gostaria de ter uma conta de twitter para fazer isso. Mas eu sei que eu passaria muito tempo nisso. Eu ia me perder dentro disso noites a fora. De qualquer forma, eu espero evitar esse tipo de vida. Essa é a razão de eu não ter entrado (no twitter)! (risos)

Numéro Homme: O que você não consegue evitar é o tempo passar. Você vai ter 30 anos em maio. Como você vê essa passagem?

Robert Pattinson: Honestamente, é assustador! Faz apenas uma semana que eu pensei sobre isso estar aconteceu, o resultado é, hoje, pela primeira vez em semanas, eu me barbeei com precisão antes de um photoshoot. Eu experimentei algumas roupas ontem, e o modelo que fez a propaganda da roupa, deve ter uns 14 anos. E me olhando no espelho eu me perguntei “Mas por que minha bunda se parece com essa?” (risos)

Numéro Homme: Você tem um foco para os próximos 10 anos? Tem uma meta?

Robert Pattinson: Todos os trabalhos que eu aceito abrem novas portas para mim e perspectivas inesperadas. O tempo todo eu estou atônito por isso, e eu quero ser mais e mais surpreendido. É por isso que eu não foco em uma meta particular. Eu apenas continuo com a mente aberta para tudo que possa surgir para mim.

Numéro Homme: Quando o primeiro ‘Crepúsculo’ foi lançado, algumas pessoas em Hollywood,  te viram chegar com sua atitude britânica, tentando controlar seu comportamento. Eles te pediram para não beber álcool nas premieres por exemplo. E você se rebelou contra isso. Você ainda sente como se estivesse em rebelião?

Robert Pattinson: Não, eu me sinto adormecido, eu fui quebrado pelo sistema. (Risos) Para ser honesto eu não me coloco em situações onde as pessoas ao me redor me dão ordens ou tentam mudar a maneira que eu sou. A liberdade que eu tenho para escolher as pessoas que eu trabalho para produzir algo produz algo realmente interessante: aqueles que me querem fazendo parte dos seus filmes não me dão uma falsa ideia de mim. Então, eles não tentam me torcer ou me mudar. Eu não me arrependo de ter sido rebelde no passando quando era tempo de ser. Se nós tentarmos ser parte de um monde quando somos jovens, isso com certeza vai desencadear um desastre. Nós apenas acabamos não sabendo quem nós somos e começamos a destruir quartos de hotel! (riso) Eu sei quem eu sou. Pelo menos, quase.  Tudo reside no quase.

Fonte – Tradução: Gabi Araujo

Recentemente, o diretor de um dos próximos projetos do Robert, Harmony Korine concedeu uma entrevista para a Dazed onde disse sobre a previsão das filmagens de The Trap, filme que também tem no elenco James Franco, Idris Elba. Confira o trecho transcrito à seguir:

Q: Seu próximo filme é The Trap. Já está filmando?

Harmony Korine:Não, mas ainda estou imaginando isto. Eu tinha suposto que seria filmado ano passado. Nós estávamos na pré-produção por duas semanas. Estive perto do que poderia ser, e então eu tive problemas com um dos atores. Nós tivemos que colocar o filme em pausa e depois as filmagens foram adiadas novamente. Eu realmente não quero entrar em detalhes, mas teve algo com a personalidade de um dos atores.

E então colocamos o filme em pausa e reformulamos o elenco. Nós temos que esperar até final de Maio para começar. Eu tenho essa coisa de perder o interesse nas coisas depois de um tempo. Mesmo que esse filme esteja pronto para ir, eu tenho essa outra ideia para um filme. Uma ideia que fez barulho dentro de mim e continua a fazer. Passei o último par de meses escrevendo essa coisa, e eu tenho praticamente o script feito. Eu sinto que talvez vou fazer este novo primeiro.

Fonte – Tradução: Barbara Juliany

Recentemente, o ator Dane DeHaan que interpreta James Dean no filme Life junto com Robert concedeu algumas entrevistas. Neste post contém trechos da entrevista de Dane para o Huffington Post e The Wrap onde ele fala como foi trabalhar com Pattinson. Confira a transcrição à seguir feita pela nossa equipe:

Para Huffington Post:

Q: O que você e Robert Pattinson fizeram para criar esse vínculo compartilhado entre James e Dennis?
Dane: É uma ligação interessante, porque eu realmente não olho para eles como amigos. Eu olho para eles como dois artistas que foram dois lutadores de maneiras diferentes, porque eles trabalham de formas diferentes, e eles se depararam um com o outro e se influenciaram mutuamente como artistas. Enquanto um monte de pessoas estão dizendo que é um filme sobre a amizade, eu realmente não vejo a parte de amizade nele. Não é porque Rob e eu não éramos amigos, eu apenas sentia que foi o relacionamento que nós tivemos, provavelmente por causa do filme. Nós saímos algumas vezes do set, mas diferente do que seria se apresentar em um set e realmente conhecer um ao outro enquanto fazíamos o filme como dois artistas que fazem as coisas de duas maneiras diferentes. E eu acho que, dessa forma você não tem que “atuar” na relação, você só permiti que isso aconteça na tela.

…

Q: Você já trabalhou com alguns atores com bases de fãs enormes, como Daniel Radcliffe e Rob Pattinson. Você viu tudo o que entram em jogo quando você estava em conjunto com eles? E você está com medo de que tipo de fama terá daqui para frente?
Dane: Eu trabalhei com Shia LaBeouf também, e isto se manifesta de forma diferente para todos esses caras. É interessante, porque todos os filmes têm um público-alvo diferente. As pessoas adoram Dan de forma que eles querem abraça-lo, já com os fãs do Rob, eles só querem saltar sobre ele e transar com ele – há essa sexualidade que acompanha os fãs de Rob com a qual eles estão apenas vendo ele como um ser sexual. E então os fãs de Shia são como, “Você é o herói Transformer!”. Todos eles lidam com isso de diferentes maneiras. Suas vidas são todas mais loucas do que a minha é. Mas eu estou com medo de que isso aconteça?

Q: Sim, como por exemplo, você pode andar por aí sem que as pessoas percebam que você?
Dane: Sim, bem, eles não não me notam, mas…

Q: Não é como você ser atacado.
Dane: Certo. Eu posso ir ao supermercado e as pessoas são como, “Oi, eu realmente gosto de você.” E eu estou como, “Obrigado!” … Quando estávamos filmando “Life”, eu me lembro de um dia no set Rob disse, “Fui ao supermercado pela primeira vez em muito tempo.” E eu era como, “OK?” Eu não sei. Eu realmente não penso muito sobre essas coisas porque é tipo fora do meu controle e eu estou realmente grato que eu tenho que fazer o que eu faço.

Para The Wrap:

Q: Como foi protagonista ao lado de Robert Pattinson?
Dane: Foi bom! Ele escolhe desafiar a si mesmo e trabalha com grandes cineastas. Eu provavelmente não teria tido a oportunidade de fazer este filme se Rob não quisesse fazê-lo bem.

Robert concedeu mais uma entrevista e foi para a F Magazine. O ator falou sobre como era sua vida privada durante os filmes da Saga Crepúsculo, os seus novos filmes Life e The Lost City Of Z e muito mais. Confira à seguir os scans e a entrevista transcrita pela nossa equipe:


x SCANS > INTERNACIONAIS > 2015 > OUTUBRO 2015 – F MAGAZINE

“Não é culpa de ninguém quando uma história de amor chega ao fim. Eu percebi isso e agora eu posso seguir em frente”

Parece que passou a época de Crepúsculo, quando Robert Pattinson mal podia sair para caminhar. “Tinha um monte de pessoas apenas sentadas na minha porta todo dia, e eu estava enlouquecendo. Eu não fui ao supermercado por 6 anos” ele disse recentemente. Os fãs estão deixando ele ser quem é agora, mas os websites, blogs e revistas estão selvagens. Tudo e mais um pouco é sobre ele: desde sua absência no festival de filme de Venice, não encontrando sua ex Kristen Stewart (ele continua sofrendo, mas ele não que falar sobre isso), no seu novo filme…
Uma sequencia de Crepúsculo? O mundo está lá fora, enquanto os fãs de Crepúsculo comemoram os 10 anos desde que Stephenie Meyer lançou nos EUA o primeiro livro. Tem os rumores sobre um romance com Sienna Miller, sua co-estrela em The Lost City Of Z, agora sendo filmado na Irlanda, e rumores sobre FKA Twigs organizando um casamento ou acabando o romance ao mesmo tempo… Ele não comenta e parece relaxado enquanto ele fala sobre Life, que está agora nos teatros Italianos.

Q: O que você tem que está parecendo tão em paz? É um novo amor ou um novo trabalho?
Robert: Os dois. Eu estava com medo de que as pessoas pudessem olhar para mim apenas como um vampiro pelo resto da minha vida, mas eu estou envolvido em projetos muito interessantes agora e eu me sinto muito sortudo de viver um momento tão positivo na minha vida privada também. Se apaixonar te da uma percepção diferente do mundo ao redor.
Q: O quão importante é ter alguém próximo para se sentir completo?
Robert: Eu sou realmente romântico com isso… um bom trabalho não é o suficiente para ser realmente feliz, mesmo sendo uma estrela de Hollywood. Eu realmente preciso de alguém com quem eu possa compartilhar tudo para estar completo.
Q: Que tipo de homem é você, no momento?
Robert: Um cara de fora, um homem fazendo suas próprias coisas, um rebelde sem causa. Eu não tenho medo de aceitar o desafio e eu sou imprevisível, então fique pronto para surpresas!
Q:Um James Dean moderno? Como você se conecta com ele?
Robert: James Dean foi extremamente talentoso, ele sofria junto com seu personagem. Ele corria atrás. Quando eu era jovem, eu tive minha fase James Dean também: eu assisti à todos os seus filmes e lia todas as suas entrevistas.
Q: Você acha que você é selvagem como ele?
Robert: Sim, eu acho, mas eu gostaria de ser mais! É um tempo diferente agora e um ator não consegue ter a liberdade de ser tão excêntrico, a ponto de não ir a uma premiere importante… Os estúdios podem te deixar de fora pra sempre.
Q: Você quer dizer que poderia fazer algo assim?  Você parece um cara confiável…
Robert: Eu sou, eu gostaria de me apresentar para pessoas que eu amo e que confiam em mim. Eu não quero desaponta-las, mas eu sou um homem apaixonado, e um pouco selvagem também.
Q: Você tem medo de falhar?
Robert: Eu sempre tenho, aliás até mesmo nesse momento. A pressão é alta. você tem que se manter no seu próprio ritmo e isso não é fácil.
Q: Como você controla isso?
Robert: Eu tento lembrar quem eu sou e de onde eu vim, manter o contato com as pessoas que eu amo e que realmente me amam, e isso me ajuda a me fundamentar e me sentir melhor.
Q: Qual é o segredo para ter sucesso no show business?
Robert: Não ter expectativas… Você tem que fazer o que você acredita sem ilusões, você tem que ser concreto e lembrar que tanto os momentos negativos quando e os positivos podem estar na porta.
Q: Você tem medo da comparação?
Robert: Sim, eu tenho. Para um artista comparação com o público é essencial. Eu ganhei experiência, mas a ansiedade é sempre a mesma, eu senti como se tivesse 12 anos quando eu encarei o público pela primeira vez.
Q: “Life” lida com a inveja também. Você já sofreu com a inveja dos colegas?
Robert: Com sorte, não. Eu fico muito feliz quando algo feliz acontece com meus amigos ou colegas, ou se eu me dou conta de que eles atuam bem.
Q: Você também é músico. Você toca e compõem, não é ?
Robert:Eu me encontro muito na minha musica, porque expressa tudo que eu sinto. Eu toco piano e violão, e canto também. Eu ja me apresentei em alguns Pubs… Música é um tipo de “plano B”, se eu falhar como ator!
Q: O seu próximo filme The Lost City Of Z, você será um explorador. Você pode se descrever como um aventureiro?
Robert: Eu amo viajar, estar em contato com a natureza, explorar diferentes culturas… Então sim, eu sou um aventureiro.
Q: Você sente nostalgia de casa?
Robert: Eu aprendi que casa não é um lugar físico… Onde eu nasci, ou onde eu li eu vivo no momento. Minha casa são meus amigos verdadeiros que vão comigo aonde for.
Q: Nenhum arrependimento dos romances passados?
Robert: A verdade é que não é culpa de ninguém quando uma história de amor chega ao fim. O que realmente importa é manter as boas memórias e seguir em frente. Eu fiz isso.

Fonte – Tradução: Gabi Araujo