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Categoria: Notícias

O ator britânico, que vive um dos momentos mais versáteis da carreira, acaba de assinar com a histórica maison de relojoaria. Entre o novo Batman, produções autorais e um interesse recente por relógios, Pattinson vira o rosto da marca que une precisão, elegância e ousadia artística.

A Jaeger-LeCoultre anunciou oficialmente Robert Pattinson como seu novo embaixador global. A parceria une o universo da alta-relojoaria a um dos atores mais interessantes e imprevisíveis do cinema contemporâneo.

O anúncio oficial da Jaeger-LeCoultre

Onde a ousadia artística encontra a maestria silenciosa

A Jaeger-LeCoultre dá as boas-vindas a Robert Pattinson como seu novo Embaixador Global, reunindo o mundo da alta-relojoaria a um dos atores mais cativantes do cinema contemporâneo.“Robert Pattinson representa uma rara combinação de profundidade artística, curiosidade e autenticidade. Sua trajetória é definida por um compromisso incessante com a excelência e por um espírito independente que se alinha perfeitamente aos valores da nossa Maison. Estamos encantados em recebê-lo na família Jaeger-LeCoultre.” — Jérôme Lambert, CEO da Jaeger-LeCoultre

Uma força singular no cinema moderno

Robert Pattinson construiu uma das carreiras mais únicas do cinema contemporâneo por meio de escolhas artísticas corajosas e uma busca constante por reinvenção. Transitando entre o cinema de autor e grandes produções internacionais, ele aborda cada papel com profundidade, autenticidade e um instinto de transformação.

Seu espírito independente, liberdade criativa e elegância discreta ressoam naturalmente com os valores duradouros da Jaeger-LeCoultre. Enraizada em quase dois séculos de artesanato e inovação, a Maison compartilha a mesma crença de que a verdadeira excelência é alcançada por meio de integridade, precisão e um espírito de reinvenção constante.

Maestria técnica, elegância atemporal

Capturado no pulso de Robert Pattinson, o Master Control Chronomètre Perpetual Calendar — expressão de maestria técnica e elegância discreta — encontra seu perfeito correspondente no caráter singular e na sofisticação refinada do ator. Combinando engenhosidade relojoeira com design atemporal, o relógio reúne a complicação de calendário perpétuo ao Calibre 868 da Manufacture, testemunho do compromisso contínuo da Jaeger-LeCoultre com precisão, inovação e excelência.

A entrevista exclusiva à GQ

A GQ conversou com Pattinson sobre a nova parceria, o interesse recente por relógios, as filmagens da sequência de The Batman e muito mais. Confira a entrevista completa traduzida:

Quando Robert Pattinson tinha 14 anos, ele cortava as etiquetas das cuecas de grife do pai e costurava-as em seus casacos na tentativa de impressionar os colegas do ensino médio. Para completar o look “falso luxo”, ele usava uma peça bem real: o Jaeger-LeCoultre Reverso da mãe. “Eu estava usando o relógio da minha mãe e pensava: ‘Sim, eu sou um cara chique’”, conta o ator rindo.

A partir de agora, ele não precisa mais fingir: Pattinson foi anunciado como o mais novo embaixador global da Jaeger-LeCoultre, papel que ele inicia com uma grande campanha. A conquista da marca suíça começou no Oscar deste ano, quando Pattinson apareceu usando uma versão ainda não lançada do Master Control Chronomètre Perpetual Calendar em ouro rosa. Mais tarde, nas afterparties, a elite colecionadora de relógios de Hollywood correu até ele. “Todos esses outros atores com seus relógios caros me perguntavam: ‘Ei, o que você está usando?’”, lembra Pattinson. “Foi um daqueles momentos em que pensei: ‘É meio badass ter essa peça no pulso’.”

Embora admita que nunca foi muito de relógios antes daquela noite, a experiência despertou algo genuíno nele. “É legal quando você simplesmente tem um novo interesse que de repente se acende”, diz. Com a campanha estreando — na qual o astro de The Drama usa as versões em aço e ouro rosa do discreto modelo Master Control —, a GQ conversou com Pattinson sobre sua nascente coleção de relógios, as filmagens da tão aguardada sequência de The Batman e a forma inquietante como aperfeiçoou a voz de Chris Hansen para Primetime.

GQ: Onde você está no mundo agora?

Pattinson: Estou em Londres até o final do ano filmando a sequência do Batman.

Como está indo?

Está bom. Estou definitivamente sentindo a idade quando brigo muito. Literalmente penso: “Caramba, isso é significativamente mais difícil do que costumava ser”. Mas é realmente divertido. E acho que o filme vai ficar bem legal. Tem um elenco realmente muito divertido, mas é uma maratona.

Algumas fotos de alguém andando de moto vazaram do set. É você ou dublê?

Acho que é dublê. É algo em Liverpool ou Escócia ou algo assim?

Alguém está de moto na neve, e aparentemente é um alter ego do Batman chamado “the Drifter”.

Sim, sou eu! Sou eu. [Ri.]

Este tem sido um ano insano para você, com tantos filmes saindo. Você sente que está em ritmo contínuo?

Sim, nunca fiz nada parecido antes. Literalmente estou sem parar desde depois das greves de atores e roteiristas. Eu estava fazendo um filme com Adam McKay, que acabou não acontecendo, e acabei tendo um grande período sem trabalhar em que recalibrei o que queria fazer.

Die My Love, com a diretora Lynne Ramsay, com quem sempre quis trabalhar, surgiu. E desde então tem sido uma cascata de projetos. Eu simplesmente mudei a mentalidade, pensando: “Não me importo em fazer filmes grandes ou ser protagonista. Vou fazer só o que achar interessante”. E de alguma forma — não entendo como a agenda realmente funcionou —, eu literalmente saí de Die My Love e voei para The Drama. Terminei aquele e voei para Primetime basicamente no mesmo dia. Eu também estava produzindo [Primetime]. Estávamos preparando quatro filmes ao mesmo tempo. Mas acho que deu certo. No final disso, com certeza vou tirar umas férias.

Primetime é o próximo. O que te interessou nesse projeto?

Entrei inicialmente como produtor. Gostei muito da primeira versão do roteiro. Depois pensamos em Lance Oppenheim, com quem eu estava desenvolvendo um documentário, como diretor. Pensei: “Há algo no estilo dele que pode se conectar. Há uma versão meio Oliver Stone, Brian De Palma desse filme, e acho que o estilo dele é realmente perfeito para isso”.

Quando a segunda versão do roteiro chegou, pensei: “Ooh, eu realmente gosto disso”. É realmente incomum e ousado. Estou muito curioso para ver como as pessoas vão receber. É tão divertido trabalhar em algo que é o primeiro longa narrativo do Lance. Todo mundo se importava tanto. É a primeira coisa que produzi de verdade desde o começo. E estávamos fazendo realmente como uma equipe o tempo todo. Lembro que dois Natais atrás eu estava no Zoom no Dia de Natal por oito horas com o Lance e o Ajon [Singh], que estava escrevendo, porque começaríamos em janeiro. Foi uma daquelas coisas em que você pensa: “Ok, estamos jogando tudo nisso e tentando fazer funcionar”. Então estou curioso para ver como vai rolar.

Você é conhecido pelas escolhas que faz com a voz. Como foi se preparar para fazer Chris Hansen?

É uma voz tão única. Foi realmente incrivelmente difícil. Ele tem um podcast discutindo seus casos antigos, e eu ficava andando o tempo todo tentando imitar a voz dele, mas é um material bem sombrio. Eu andava pelas ruas falando o que ele fala, e as pessoas ficavam extremamente confusas com o que estava acontecendo. Mas a voz dele é realmente icônica para mim, e é muito difícil fazer.

Adoro a ideia de você andando por aí falando falas de To Catch a Predator — a última coisa que alguém quer ouvir. E agora estamos falando sobre o papel da vida… embaixador de campanha da JLC. O que te atraiu na marca e te animou com essa parceria?

Eu estava apresentando no Oscar, e meu empresário perguntou: “Você quer usar um relógio?”. Eu respondi: “Sim”. Não estava pensando em nenhuma parceria de relógio. Estava olhando fotos de relógios e apareceu o Master Control em ouro rosa. Pensei: “Ooh, esse é bonito”. Eu raramente uso relógio, mas quando experimentei, pensei: “Esse é o meu relógio favorito”. Eu queria simplesmente comprá-lo.

Depois do Oscar, voltei para Londres e acabei passando na frente da loja e olhando todos os outros relógios. Algo clicou na minha cabeça. Pensei: “Eles são tão lindos”. E acabei usando um no próximo Batman também. Parece uma parceria bem legal de ter, e parece muito adequada a mim também. Gosto muito desse estilo e da filosofia da empresa.

Que bom que você trouxe The Batman em conexão com a JLC, porque em todos os filmes de Batman do Christopher Nolan, Christian Bale usa a marca. Você sabia disso quando começou a se interessar por esses relógios?

Quando eu estava começando a pesquisar e tentando decidir qual modelo usar, percebi que o Christian também tinha. É estranho — assim que você coloca o Reverso, ele definitivamente tem uma vibe Bruce Wayne. Há algo que pareceu incrivelmente correto para isso, até a pulseira que escolhemos. É a última coisa que eu coloco quando visto o traje, e tem um cara cuidando do relógio, e tudo parece extremamente codificado como Bruce Wayne.

Então aquele relógio do Oscar te converteu, porque parece que você não era um grande fã de relógios antes disso.

Não, eu nunca realmente usava relógios. Agora, estou na ideia de ir ao arquivo e tudo isso. Gosto muito das pessoas que trabalham lá, então fico tipo: “Qual é aquela pecinha especial?”.

Mas o Master — acho que nunca mandei tantos e-mails importunando. Eu ficava: “Quando está pronto? Quando posso pegar aquele?”.

Em Hollywood, você sente que relógios se tornaram um assunto maior para atores e atrizes?

Cem por cento. Eu não percebia o quanto muitos caras são obcecados por eles — isso literalmente parecia ser o principal assunto de conversa na afterparty do Oscar. Todo mundo mostrando os relógios, que ninguém realmente possui. Na verdade, acho que alguns possuem. Mas é engraçado, eu estava olhando a última edição da GQ com a coleção de relógios do Jay-Z. Foi fascinante. Há algo incrível nisso. E o fato de você poder voltar tanto no tempo com essas peças é meio assombroso.

Agora que você é um cara de relógios, vai entrar em algum dos interesses que se cruzam? Carros, charutos, uísque? Você tem que pegar um desses agora que está no mundo dos relógios.

Quero dizer, a coisa dos carros — eu meio que já passei por isso. Quando estava fazendo Crepúsculo, peguei um Shelby Mustang, que era o carro que eu sempre quis quando era criança. Acho que era um GT350, talvez, ou um Fastback, como o de 60 Segundos.

Mas você não percebe que não é um carro que dá para dirigir todos os dias. O número de vezes que tive experiências humilhantes, em que ele simplesmente não ligava ou quebrava — sempre na frente de grupos enormes de turistas ou algo assim — e eu tinha que empurrá-lo pela esquina. Eu pensei: “Chega. Já tive o suficiente disso. Preciso de algo que simplesmente funcione”.

Eu gosto da coisa do uísque. Não posso dizer que meu gosto seja muito apurado, mas gosto do ritual. Tem um lugar perto do meu spot em Nova York chamado Brandy Library. Acho que meu gosto é provavelmente bem atroz. Charutos, a mesma coisa. Também gosto da ideia, mas sempre sinto que não sei particularmente o que estou fazendo.

Sim. É complicado. Surpreendentemente difícil.

Surpreendentemente difícil, e também lembro que quando parei de fumar, peguei um charuto e alguém que realmente fuma charutos apareceu e percebeu que eu estava fumando o mesmo charuto há cerca de quatro dias. E eu falei: “É, você pode simplesmente reacender”. E eles disseram: “Não é assim que se faz”.

Quando você se tornou consciente dos relógios quando era mais jovem? Tem alguma peça sentimental que chegou até você por causa de filmes ou que foi passada na família?

Meu pai deu um Reverso para minha mãe quando eu era adolescente. Eu tinha uns 14 anos. E lembro que quando entrei no ensino médio, usei ele pensando que impressionaria as pessoas.

Os únicos relógios que já tive por conta própria foram alguns relógios vintage dos anos 60, que eu sempre gostei muito. Ainda os tenho, mas são incrivelmente simples. Sempre que um relógio fica muito grosso e levanta a punho da camisa, eu não entendo muito o apelo. Muitos caras gostam muito disso, mas acho que não consigo puxar essa vibe. Preciso de só um meio revelar.

Conforme você foi entrando nisso, o que mais se destacou em termos de preferências?

Eu definitivamente gosto de relógios bem finos. Essa é a principal coisa. Em geral, provavelmente preferiria pulseira de couro, mas por alguma razão a pulseira de metal da coleção Master Control — há algo extremamente elegante nela, e acho que ela se encaixa muito bem no meu pulso. Gosto de ter o relógio quase todo de um material só também. Às vezes, quando tem muita coisa acontecendo, o relógio parece meio brinquedo para mim. Gosto que pareça adulto e limpo.

Quando me tornei pai, um relógio se tornou realmente importante porque significa que posso ver as horas sem ficar tirando o celular o tempo todo. Você é alguém intenso com tempo de tela e ficar longe do celular, ou é solto?

Quero dizer, eu sou o pior. Literalmente tenho zero autocontrole em qualquer coisa. A coisa com filhos, porém, é que eu adoro a ideia de passar [meus relógios] adiante. Há algo em um relógio que, de tudo na sua vida, você pensa: “Não vou perder. Não vou dar embora. Vou dar para o meu filho”. E quase não tem mais nada na vida com o que você possa fazer isso e o filho realmente apreciar. É uma coisa tão incrível poder dar para o seu filho quando ele atingir a idade. Eu gosto dessa narrativa.

Fontes: Jaeger e GQ

Robert Pattinson espera que Chris Hansen goste de Primetime e elogia Phoebe Bridgers em coletiva em Veneza

O ator falou sobre a construção do personagem, o magnetismo do apresentador real, memes, a rotina intensa de 2026 e a estreia da cantora no cinema.

Robert Pattinson desembarcou no Lido para apresentar Primetime, filme de Lance Oppenheim que disputa o Leão de Ouro na 83ª Mostra de Veneza. Na coletiva de imprensa deste sábado (5), o ator — que também assina a produção pela Icki Eneo Arlo — falou longamente sobre o papel inspirado em Chris Hansen, apresentador de To Catch a Predator, sobre o processo criativo e sobre o elenco. O filme estreou no mesmo dia com ovação de pé que durou entre sete e nove minutos.

Primetime se passa em 2006 e acompanha Hansen no auge do programa da NBC, em que operações policialescas e câmeras escondidas transformavam a caça a predadores sexuais em espetáculo televisivo. O roteiro de Ajon Singh parte de uma reportagem da Esquire. Pattinson não nasceu no projeto como protagonista.

“Eu nunca tinha tido essa experiência antes. Estávamos desenvolvendo o roteiro juntos há muito tempo, antes mesmo de eu atuar nele. Eu estava tentando moldar a parte para que fosse o melhor papel possível para outra pessoa, e depois fui me apegando cada vez mais”, contou. “Enquanto pesquisávamos o programa por meses, eu nem percebia que já estava pesquisando o personagem.” O sotaque de Hansen, segundo ele, foi particularmente difícil. “Mais do que qualquer outro papel que já fiz, foi trabalho braçal.”

A virada aconteceu quando uma versão do roteiro ganhou um elemento “quase sobrenatural”. “Achei genial e completamente inesperado. Aí o papel se tornou irresistível.”

Ele e os colaboradores não conseguiam evitar imitar Hansen. “Tem algo em Chris Hansen que você não consegue deixar de imitar. Éramos quatro sentados à mesa, imitando e fazendo nossas versões dele, tentando entender o que funcionava melhor e quais eram os momentos mais cinematográficos.”

“Espero que ele goste do filme”

Hansen criticou o trailer, classificou a interpretação como “excessivamente dramática” e recusou assinar o NDA da A24 para ver o filme com antecedência. Pattinson respondeu com tom conciliador.

“Obviamente, espero que ele goste do filme. Eu nunca parti para fazer um filme sobre o Chris Hansen. Nunca tinha pensado nisso, e então vi o roteiro e tem algo elétrico nisso. Eu esperaria, de alguma forma, que a quantidade de inspiração que o personagem dele deu a tanta gente envolvida neste projeto ao longo dos anos seja algum tipo de elogio.”

O ator descreveu o apresentador como uma figura magnética. “Tem algo magnético na presença dele. Assistia ao programa quando era mais jovem e não pensava nisso. Tem uma alquimia estranha — alguma coisa que ele faz é o motivo de as pessoas ainda falarem daquele show 20 anos depois. Não é só o tema. O programa era inovador, quebrava regras da televisão, mas é ele quem está no centro. Mesmo depois de assistir literalmente milhares de horas de tudo relacionado a ele, você ainda não consegue colocar o dedo no que é. Acho que o que tentamos capturar foi nosso entusiasmo coletivo por esse mistério. Ele sempre foi o personagem mais interessante para mim — tem uma energia que todo ator quer interpretar, aquele magnetismo vibrante.”

“Neste filme, tentamos capturar a energia dele quando fazia e ainda faz o trabalho.”

Sobre o tom moral da história, Pattinson foi direto: “Você pode se convencer de alguma coisa e depois transformá-la em uma arma. Acho que, em muitos casos, é o que as pessoas fazem com as fábulas morais: elas mudam conforme o ângulo de quem olha. Se você consegue focar em um aspecto do jeito certo, pode transformá-las em outra coisa.” Quando perguntado sobre o mal, resumiu: “Não se matam pessoas. É preciso ser gentil.”

Memes, A Odisseia e a paternidade

O ator também comentou a enxurrada de memes com o personagem e com outros trabalhos recentes. “Quando eu era mais novo e comecei a ir ao cinema, todo mundo na escola lembrava de falas específicas e fazia imitações. Senti que isso tinha desaparecido da cultura por anos, e então percebi que foi substituído pelos memes — e eu gosto bastante disso. É divertido reaproveitá-los. Você nunca pode dizer ao público como se sentir, mas pode dar coisas às quais eles se apeguem.”

A agenda de 2026 está lotada: O Drama, A Odisseia, Primetime, Duna: Parte Três e as filmagens de The Batman: Parte II.

“Quando você pega o embalo, estranhamente não é tão difícil. Quando começa a girar os pratos, fica viciante.” Ele brincou que dá para ouvir um pouco de Chris Hansen em The Odyssey: “Foram literalmente horas de diferença.”

A paternidade ajudou no ritmo. “Acabei de ter um bebê. Não tinha nenhum desejo de sair à noite, então de repente tive o dobro de tempo, o que foi muito útil.”

Elogios a Phoebe Bridgers — e o recíproco

Pattinson foi especialmente elogioso com a cantora Phoebe Bridgers, que estreia no cinema como uma das iscas do programa.

“Ela é inacreditável. Eu nem sabia que o Lance e a Phoebe eram amigos. Quando ele sugeriu o nome, eu pensei: ‘Phoebe Bridgers? Por que não chamamos a rainha?’ No primeiro dia ela já estava tão relaxada. Não parecia nervosa. Entendeu completamente o tom, e é um filme relativamente difícil.”

Bridgers retribuiu. Disse que a experiência foi “super intimidante” no começo (“quando o Lance me chamou, eu pensei: ‘de jeito nenhum, cara’”), mas que trabalhar com pessoas incríveis facilitou tudo. “Achei que ia murchar no meio desses caras. Em vez disso, foi só diversão e liberdade.” Em outra fala, ela afirmou ter se sentido “logo em ótimas mãos, tanto com Lance quanto com Robert, dois profissionais que estimo muito e a quem me confiei totalmente.”

O diretor Lance Oppenheim descreveu Hansen como jornalista, entertainer e também artista, e destacou o fascínio pela teatralidade do programa original. O elenco presente na mesa — Merritt Wever, Skyler Gisondo e Bokeem Woodbine — completou o painel.

Fora da sala de imprensa, a recepção foi ruidosa. Multidões gritavam “Robert! Robert! Robert!” no tapete vermelho. Na sessão de estreia, Suki Waterhouse foi uma das que mais aplaudiram e beijou o ator durante a ovação. O público também cantou o nome de Oppenheim e de Bridgers.

Primetime chega aos cinemas americanos em 25 de setembro pela A24. O filme segue na disputa pelo principal prêmio de Veneza.

Primetime estreou em competição na 83ª Mostra de Veneza e já colocou Robert Pattinson no centro da conversa da temporada. O filme, primeiro longa de ficção do documentarista Lance Oppenheim e produção da A24, é uma dramatização inspirada no fenômeno televisivo To Catch a Predator (“Pegue um Predador”), quadro do Dateline NBC apresentado por Chris Hansen entre 2004 e 2007. Pattinson interpreta o âncora que confrontava suspeitos de assédio a menores em operações filmadas para a TV — e também assina como produtor. O roteiro de Ajon Singh parte do artigo da Esquire “Tonight on Dateline This Man Will Die” (“Hoje no Dateline Este Homem Vai Morrer”), de Luke Dittrich. Estreia nos cinemas americanos em 25 de setembro.

A sessão na Sala Grande rendeu ovação de pé de cerca de sete a nove minutos. A recepção crítica ao filme é positiva, mas irregular: o que se repete, quase sem exceção, é o elogio à atuação de Pattinson. hollywoodreporter.com

No The Hollywood Reporter, David Rooney descreve o ator como “ao mesmo tempo rachado e gelado” no papel de Hansen, um caçador de audiência com complexo de grandiosidade. E acrescenta que Pattinson, “que só vem melhorando, é hipnotizante de se ver”. hollywoodreporter.com

Na BBC, Nicholas Barber foi além: a performance é “exagerada e teatral sem nunca ser afetada”. Pattinson estaria “completamente imerso na estranheza do personagem”, um “esquisitão escorregadio”, ora bufão, ora sinistro, ora à beira da loucura. Barber conclui que esta é “a melhor atuação até agora do ator mais intrigante de sua geração” — e que ele não pede simpatia; parece até confortável em ser odiado. bbc.com

A Vulture (Bilge Ebiri) falou em “demonstração impressionante de alcance”: Pattinson interpreta Hansen como alguém cuja voz e postura mudam à vontade, “um pântano ambicioso de contradições”. “Assistindo ao filme, você não imagina nenhum outro intérprete da geração dele dando conta.” A publicação também apontou o papel como possível primeiro tiro real do ator no Oscar. vulture.com

Entre as revistas mais ligadas à crítica de cinema, o consenso se aprofunda. A IndieWire vê Pattinson “esquisito desde o primeiro quadro” e o filme como sátira sórdida, mas “sombriamente revigorante”. A Variety, em texto de Jessica Kiang, admite que a abordagem suja poderia ser “ativamente repelente” se não fossem as atuações extraordinárias, “que fazem de Primetime uma coisa da qual você não consegue desgrudar”. A Little White Lies escreveu que Pattinson, “o principal fornecedor de tipos esquisitos de Hollywood, veste a pele de Chris Hansen como um terno” e que essa leitura “estranhamente precisa” é um ponto alto da carreira. A Screen Daily destaca a atuação “marcante” e o potencial de prêmios; The Film Stage descreveu o filme como uma “acusação eletrizante”. No The Telegraph, Robbie Collin deu nota máxima e chamou o trabalho de “estrondoso”: Pattinson capta não só as inflexões do Hansen real, mas o registro “debochado e em pânico” do telejornalismo americano. A TIME (Stephanie Zacharek) resumiu o efeito: “perturbador e, ao mesmo tempo, estranhamente sedutor”. A IGN falou em ator que “incendia a tela” como um Hansen exaltado e petulante. indiewire.com

A The Playlist comparou o trabalho ao de Jake Gyllenhaal em Nightcrawler: “a performance mais cravada desse tipo desde então.” A Vanity Fair chamou o resultado de monumental e o motivo pelo qual a estreia em Veneza foi um acontecimento. A Vogue falou em interpretação “hipnoticamente assistível”, da voz tensa à estoicidade do corpo. No Deadline, o diretor Oppenheim descreveu o Hansen de Pattinson como mistura de Jerry Maguire e Conde Drácula; o texto sugere que o ator pode estar entrando em seu “período Christian Bale”. vanityfair.com

Mesmo críticas mais reservadas ao filme, como a do The Guardian, reconhecem que Pattinson “parece e soa bem” no apresentador vaidoso, que saboreia o momento melodramático de descer as escadas e encostar no suspeito. O Hansen real criticou o projeto sem tê-lo visto. Em Veneza, Pattinson respondeu: “Espero que ele goste do filme.” O consenso da imprensa especializada, por enquanto, é outro: o filme pode dividir, mas a transformação do ator é o evento. theguardian.com

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Robert Pattinson compareceu muito bem acompanhado por Suki Waterhouse, na 83ª edição do “Festival de Cinema de Veneza” para o lançamento de “Primetime”, que aconteceu neste sábado (5). O filme foi aplaudido por 8 minutos e muito bem recebido pela crítica, alcançando a marca de 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. Confira abaixo fotos da première.

Chegada de Robert a conferência de imprensa.

Alguns momentos da conferência com a imprensa.

O suspense policial estrelado por Robert Pattinson ganhou seu primeiro trailer e um novo poster. Confira a seguir.

Primetime (2026) é um thriller psicológico e crime inspirado em fatos reais, dirigido por Lance Oppenheim (em sua estreia em longa de ficção) e estrelado por Robert Pattinson no papel de Chris Hansen.

Ambientado em 2006, o filme acompanha o jornalista e apresentador Chris Hansen enquanto ele busca fazer história na televisão com o programa To Catch a Predator (exibido no Dateline NBC). A produção retrata as operações de isca em que adultos são atraídos a uma casa-isca na expectativa de encontrar menores, para então serem confrontados por Hansen diante das câmeras e, em geral, presos pelas autoridades.

À medida que o formato se transforma em fenômeno de audiência, a narrativa explora o aparato por trás das câmeras — a coordenação com a polícia, a busca por exclusivas e ratings, as pressões da produção e as questões éticas de transformar investigações criminais reais em espetáculo televisivo. Pattinson também atua como produtor; no elenco estão Merritt Wever, Skyler Gisondo, Anna Faris, entre outros. A24 distribui o filme, com estreia prevista em setembro de 2026 (incluindo competição em Veneza).

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A produtora de Robert Pattinson, Icki Eneo Arlo, se junta à produção de documentário sobre primeiro time de futebol paralímpico para cegos nos EUA.

Artists Equity, Hidden Content, Ultraboom Media e Icki Eneo Arlo Se Juntam Para o Documentário Shot In The Dark (Um Tiro No Escuro – tradução livre), Seguindo O Primeiro Time de Futebol Paralímpico Para Cegos dos EUA

EXCLUSIVO: Artists Equity se juntou à Hidden Contet, UltraBoom e à Icki Eneo Arlo, produtora de Robert Pattinson, para produzir o documentário Shot In the Dark. A produção segue o primeiro time de Futebol Paralímpico Para Cegos dos EUA, desde suas raízes históricas em 2022 até sua tentativa de chocar o mundo e conquistar o ouro nos Jogos Paralímpicos de 2028. O filme está sendo codirigido por Jay Shapiro e Adam Donald.

“O que nos atraiu para Shot in the Dark, não foi apenas o nosso encanto absoluto pelo esporte, mas os próprios atletas extraordinários. A habilidade, confiança e coragem necessárias para competir nesse nível, é algo que muitos de nós mal pode imaginar,” diz Damon, Diretor de Criação da Artists Equity. “Contar histórias como essa é exatamente a razão da Artists Equity existir, e nós estamos muito animados para nos juntarmos à UltraBoom, Hidden Content e Icki Eneo Arlo para trazermos essa história para as telas.”

A Hidden Content tem filmado o time desde sua formação, acompanhando os primeiros testes de seleção no final de 2022 com a cooperação da organização dirigente do time, a United States Association of Blind Athletes (USABA) (Associação de Atletas Cegos dos Estados Unidos – tradução livre).

“É a oportunidade de uma vida acompanhar um time desde os primeiros dias de testes de seleção, por seis anos, até o maior palco imaginável,” diz Gentile, da Hidden Content. “Você vê a todos crescerem como jogadores, como um time, e indivíduos dentro e fora do campo.”

Donald, Ant Gentile e Jake Waaserman da Hidden Content estão produzindo conjuntamente com Ben Affleck, Matt Damon e Kyle Wheeler da Artists Equity; Erik Osterholm, Michael Simkin, Carrie Kaylor e Zach Kazin da UltraBoom; e Pattinson e Brighton McCloskey da Icki Eneo Arlo.

“Os treinamentos e jogos são muito emocionantes de se assistir. Ver esses jogadores em ação captura a inegável emoção das competições atléticas e uma verdadeira determinação triunfante, reiterando as muitas belas características do empenho humano,” diz Pattinson.

O futebol para cegos é um jogo eletrizante de cinco contra cinco, no qual quatro jogadores cegos e um goleiro não cego contam com o instinto, confiança e som. A bola produz um som de chocalho ao se mover, enquanto na lateral do campo guias e guardiões comunicam as estratégias em tempo real. As partidas ocorrem em um quase silêncio total, os torcedores segurando a própria respiração de modo que os jogadores possam identificar cada som, até que um gol quebre a quietude. Diante desse cenário carregado de tensão, o filme acompanha um time que enfrenta treinamentos exaustivos e torneios internacionais de grande importância, lutando para subir nos rankings mundiais. Fora de campo, suas vidas são tão dinâmicas quanto: alguns estão se tornando pais, outros estão passando por dificuldades pessoais, e todos estão redefinindo o que significa representar os Estados Unidos como atletas paralímpicos.

“Desde o momento em que ouvimos falar sobre esse time e seus jogadores, nós soubemos que essa era uma daquelas raras histórias esportivas que transcendem vitorias e derrotas, e exemplificam o espírito humano,” diz Osterholm da UltraBoom Media. “Essa jornada tem o poder de se conectar com o público, sendo você um fã ávido de esportes ou não.”

Matéria original: Deadline | Tradução: Amanda Agostinho – Equipe RPBR

Robert Pattinson será produtor executivo de uma peça de teatro através de sua produtora Icki Eneo Arlo, confira:

‘Job’: dramaturgo Max Wolf Friedlich anuncia nova peça, ‘The Holes’, com Robert Pattinson como produtor executivo (EXCLUSIVO)

O dramaturgo Max Wolf Friedlich, que fez sua estreia na Broadway com o aclamado thriller “Job”, está retornando aos palcos de Nova York. Sua nova peça, “The Holes”, estreia no circuito off-Broadway neste outono.

Robert Pattinson assina a produção executiva de “The Holes” ao lado de Brighton McCloskey, por meio da empresa Icki Eneo Arlo, marcando a primeira incursão da dupla no teatro.

A história se passa em um bar decadente de uma cidade do interior do estado de Nova York que passa por um acelerado processo de gentrificação. Nos fundos do estabelecimento, uma sala misteriosa, trancada com cadeado, promete prazer, alívio e, “talvez algo muito mais perigoso”, segundo a sinopse oficial.

Descrita como uma “exploração sombriamente cômica do nosso estranho novo mundo”, a peça abordará as tensões entre vergonha e desejo, tradição e progresso, comunidade e individualismo.

As pré-estreias começam em 8 de setembro no The Wild Project, no East Village, em Nova York. A estreia oficial acontece em 22 de setembro, e a temporada está prevista para durar seis semanas, encerrando-se em 18 de outubro.

Matéria original: Variety | Tradução: Gloria Mel – Equipe RPBR

Pattinson disse que sua síndrome do impostor voltou com força quando Christopher Nolan o convidou para integrar o elenco de ‘A Odisseia’.

A esta altura, todo mundo já ouviu falar do épico The Odyssey, de Christopher Nolan. Estreando nos cinemas na sexta-feira, 17 de julho, o novo filme está sendo considerado o maior blockbuster do verão e, talvez, o principal evento cinematográfico do ano.
Mesmo assim, Robert Pattinson, que interpreta Antínoo, um dos pretendentes de Penélope, revelou durante uma entrevista à correspondente do TODAY, Kaylee Hartung, que, quando Nolan o procurou pela primeira vez para integrar o elenco, ele hesitou antes de aceitar o papel.
“Meu primeiro pensamento com qualquer papel é sempre: ‘Não sei se consigo fazer alguma coisa.’ Mas, às vezes, fico ainda mais assustado quando alguém simplesmente chega e pergunta: ‘Você quer fazer isso?’. Minha síndrome do impostor aparece com muita, muita força.”
Conhecido principalmente por interpretar Edward Cullen na franquia Crepúsculo e o Cavaleiro das Trevas na franquia The Batman, Pattinson já havia trabalhado com Nolan anteriormente no filme de ficção científica Tenet (2020).
Apesar das dúvidas iniciais sobre voltar a trabalhar com o diretor, Pattinson acabou aceitando o convite para interpretar Antínoo, o pretendente ardiloso que planeja se casar com Penélope e destruir seu filho, Telêmaco, interpretados por Anne Hathaway e Tom Holland, respectivamente.
Caso seja necessário um contexto, The Odyssey é baseado no poema homônimo de Homero, com cerca de 12.100 versos, registrado aproximadamente no século VII a.C.
A história lendária acompanha a jornada de Odisseu, rei da ilha grega de Ítaca, que deixa sua esposa, Penélope, e seu filho, Telêmaco, para liderar a Guerra de Troia.
Após uma década de batalha, Odisseu sai vitorioso e inicia a longa viagem de volta para casa. É uma jornada que leva anos. Ao longo do caminho, ele enfrenta diversos desafios de vida ou morte impostos pelos deuses.
Durante sua ausência, dezenas de pretendentes oportunistas invadem seu reino, cada um esperando se casar com Penélope e tomar o trono.
Entre eles? O sinistro Antínoo. Embora o personagem seja, sem dúvida, um dos maiores vilões do filme, Pattinson não o enxerga exatamente dessa forma.
“É engraçado. Eu simplesmente acho que Antínoo não é tão ruim assim. Na verdade, estou um pouco preocupado agora, porque talvez, quando eu assistir ao filme com o público, eu fique horrorizado. Porque eu assisto e penso apenas: ‘Ele é só um cara.’”
Vilão ou não, Pattinson disse que vê seu personagem como alguém que possui um certo glamour e que, para entrar no papel, trabalhou com a equipe de figurino para garantir que os materiais usados em seu guarda-roupa transmitissem uma aparência de privilégio e riqueza para Antínoo — até mesmo na roupa íntima.
“Assim que li o roteiro, pensei: ‘Quero usar cuecas com estampa de guepardo.’ Acho que Antínoo é esse tipo de cara. Ele tem essa sensualidade, essa ideia de: ‘Eu simplesmente gosto do prazer.’ Então pensei que ele deveria usar a roupa íntima mais luxuosa possível.”
Deixando as cuecas de lado, Pattinson, cuja atuação em The Odyssey já vem sendo amplamente elogiada pela crítica, afirmou que, se Christopher Nolan o convidar para outro filme, desta vez não haverá hesitação.
“Ah, com certeza. Eu basicamente já disse ‘sim’.”

Fonte: Today | Tradução: Gloria Mel – Equipe RPBR

O The Guardian publicou um artigo super legal argumentando que Robert Pattinson vive o melhor momento de sua carreira e pode finalmente entrar na disputa pelo Oscar, graças ao destaque em A Odisseia, de Christopher Nolan. O site defende que Robert Pattinson deixou definitivamente para trás a imagem de astro de Crepúsculo se consolidou como um dos atores mais interessantes de sua geração, chegando a 2026 com uma combinação rara de prestígio artístico, sucesso comercial e chances reais de disputar o Oscar. Confira traduzido na íntegra:

Com um papel de destaque em A Odisséia, o ídolo de Crepúsculo que se tornou o principal ator para cineastas da Arte, se tornou um dos atores mais carismáticos e imprevisíveis da sua geração.

Hoje, o então ídolo adolescente não pode mais renegar aqueles projetos, não importa quão cafonas, que o transformou em estrela. Em uma época em que mesmo dramas pungentes são promovidos em reels nas mídias sociais com atores devorando asinhas de frango ou abraçando cachorrinhos, qualquer menção de um papel de destaque precisa ser corajosamente abraçada, antes que os agradecimentos sejam novamente dados aos fãs, pela oportunidade.

O que estrelas de elite almejando por prêmios não fazem, contudo, é ativamente invocar tais esqueletos. Leonardo DiCaprio não assegurou o seu Oscar por O Regresso com alusões à sua série televisiva dos anos 80, Tudo Em Família. Da mesma forma, Joaquim Phoenix raramente comenta Space Camp – Aventura No Espaço, e Jacob Elordi mantém os lábios bem fechados quanto à Barraca do Beijo 3.

Mas Robert Pattinson nem tanto. O ator britânico de 40 anos está agora sendo comentado como o grande destaque na versão de A Odisséia de Christopher Nolan. Além de ser a produção melhor estrelada montada em anos, o blockbuster de 250 milhões de dólares é facilmente o filme do ano mais antecipado e, de longe, o ganhador a se bater no Oscar de Melhor Filme.

A performance de Pattinson como Antinous, o vilão pretendente de Penélope (Anne Hathaway) na ausência de seu marido Odisseu (Matt Damon), foi coberta de elogios pelos críticos que compartilharam suas primeiras impressões antes que os embargos de críticas sejam retirados na próxima quarta-feira. “Para mim, ele absolutamente roubou o show,” escreveu o critico estadunidense Erik Davis, o definindo como “tão ardiloso, manipulador, e infinitamente divertido de se assistir”. A especulação para Melhor Ator Coadjuvante é grande, sendo o consenso de que esta é jogada mais acertada recente em uma carreira marcada por bolas curvas e ousadia artística de um homem que a muito se libertou de suas raízes.

Ainda assim, no tapete vermelho da estreia mundial do filme, na segunda-feira (06/07), Pattinson de alguma forma conseguiu correlacionar o poema épico Homérico de 3.000 anos – e sua versão cinematográfica pesada – com a Saga Crepúsculo, a série sobre vampiros adolescentes excitados a qual ele estrelou quase 20 anos atrás.

“Eu fico comparando,” ele diz “(Antinous) é como Jacob em Crepúsculo. É sobre o que é A Odisséia – Penelope não consegue se decidir entre dois caras. E eu só estou, tipo, tentando ajudá-la a se decidir. É tipo, ‘Tá tudo bem. Ele morreu, supera!’”

Nos quatro filmes da série Crepúsculo, Pattinson interpretou Edward Cullen: pálido, morto-vivo, e preso em um triângulo amoroso com uma estudante emo, Bella Swan (Kristen Stewart), e o lobisomem sarado Jacob Black (Taylor Lautner). Nascido em Barnes em 1986, Pattinson foi escalado para o papel em 2007 – apesar de não ter treinamento e pouca experiencia – depois dos produtores exigirem uma lista dos atores de Harry Potter que mais pontuaram no “estrelômetro” do IMDB, um reconhecimento que ele conquistou com sua participação como o jogador amaldiçoado de Quadribol Cedrico Giggory em Harry Potter e o Cálice de Fogo (seu primeiro crédito cinematográfico).

Chamado para um teste de química com uma Stewart de 17 anos na casa da diretora Catherine Hardwicke, o ator impressionou ambas as mulheres com um comprometimento tão intenso que ele chegou a cair da cama durante uma cena de beijo, fazendo Hardwicke sentir a necessidade de lembrá-lo das leis de idade de consentimento na Califórnia.

“Ele é uma estrela de verdade, e isso estava claro no minuto em que ele apareceu no primeiro Crepúsculo,” diz o jornalista cinematográfico veterano Steven Gaydos. “Hardwicke fez um grande favor ao mundo do cinema quando ela colocou Pattinson junto com Stewart, à medida que seu poder estelar mútuo obscureceu a maluquice lobisomens-e-vampiros boba da franquia, e manteve o foco no amor e calor entre duas grandes e carismáticas novas estrelas.”

Eventualmente, o par namorou por quatro anos, enquanto a série arrecadou 3.36 bilhões de dólares. Ambos os atores trilharam caminhos dramaticamente não convencionais desde então. “Por muito tempo,” diz Guy Lodge, crítico-chefe da Variety, “eles foram os exemplos máximos da indústria para a trajetória de ídolo adolescente que se transforma em ator sério. Quando, ao fim do último capítulo de Crepúsculo, ele se alinhou à filmes de David Cronenberg, Werner Herzog, os irmãos Safdie, James Gray, Claire Denis, e tantos outros, ele não poderia ter feito uma declaração mais enfática sobre suas aspirações artísticas.”

Seja tendo sua próstata examinada no passageiro de uma limusine (Cosmopolis), sendo constantemente clonado (Mickey17) ou sombriamente se masturbando por uma sereia de madeira antes ser bicado até a morte por gaivotas (O Farol), a constante tomada de decisões perversa de Pattinson permaneceu, diz Gaydos, de forma que ele nunca se acomodou na “zona de conforto nem se limitou a atender às expectativas do público e do negócio”. Ao invés disso, ele se provou “um ator talentoso e destemido, de enorme versatilidade. Sua atuação livre e ousada em The Drama, apresenta oscilações de personagem que derrotariam a maioria dos atores.”

“Lodge também destaca The Drama, uma comédia romântica com um casal controverso e badalado do inicio deste ano, a chamando de “o veículo perfeito para o equilíbrio de Pattinson entre habilidades de leveza e peso. Ele interpreta a comédia agitada e esquisita de forma requintada, mas é uma performance enraizada em uma dor profunda e ansiedade, e é, bem possivelmente, a sua melhor performance até agora.”

A ligação fácil e fraternal do ator com sua co-estrela, Zendaya, enquanto promovendo o filme, foi um eco da química relaxada e camarada que ele demonstrou no ano anterior com Jennifer Lawrence, sua co-estrela no drama extenuante sobre depressão pós-parto, Morra, Amor.

Sua própria vida privada – seguindo sua relação com Stewart, e outra com FKA Twigs, ele agora tem uma filha pequena com a namorada de longa data, Suki Waterhouse – contribui com a figura de Pattinson como um ator que, mesmo sem medo de abraçar o não convencional em seu trabalho, está aparentemente feliz em permanecer sem complicações em casa.

Como muitas das atuais estrelas quentes – Josh O’Connor, Brad Pitt, Seth Rogen -, ele é um ávido ceramista, bem como um inventor doméstico entusiasta, cujas ideias incluem um prato parecido com arancini, chamado piccolini cuscino (pequeno travesseiro), com o qual ele quase iniciou uma parceria com uma fabricante de comida congelada, e um sofá de quase três metros com apoios de braço tão largos quanto os assentos (“Ele pesa uma tonelada” – e ainda temos que achar um comprador).

Zendaya estrela em A Odisséia ao lado de Pattinson, bem como em Duna 3, que está marcada para ser a maior estréia deste Natal – e um dos maiores rivais de A Odisséia para os prêmios principais. Mais tarde este ano, Pattinson também estará em Primetime, um drama de baixo orçamento sobre o programa de TV estadunidense To Catch a Predator. Então, o começo de 2027 marcará a segunda vez que ele veste o traje preto e a capa como o Cavaleiro das Trevas, o Batman, na aclamada releitura da DC, dirigida por Matt Reeves.

“Ele boiou de volta para o cinema comercial,” diz Lodge, “mas agora ele é um ator mais solto e mais interessante por suas incursões pelo cinema da arte. Em Tenet (2020) e A Odisséia, ele traz perspicácia e ironia para a escrita severa de Nolan, e enquanto não havia muito a se fazer com a seriedade sombria de The Batman, ele deu ao super herói um raro lampejo de alma e sensualidade.”

E é essa perspicácia erótica, talvez, a chave para o apelo geral de Pattinson e seu triunfo em A Odisséia, um filme que abertamente valoriza a moralidade estoica e força sobre os prazeres da carne. Na sua prova de figurino para o filme, Pattinson contou recentemente à GQ, “Eu estava tipo, ‘Eu realmente quero usar cuecas de leopardo – eu quero que ela apareça por baixo da minha sai, um pouco de pele brilhante.’”

A veia subversiva é prontamente detectada em sua performance, diz o crítico de cinema do The Guardian, Peter Bradshaw, que a chama de “saturnina, levemente reptiliana e odiosa… e da cabeça aos pés do tipo bad guy, aos quais sua aparência aristocrática e altiva se prestam”. Enquanto Gaydos vê Pattinson “herdando as maçãs do rosto e costeletas de atores principais da era dourada de Hollywood, como Robert Taylor e Tyrone Power”, Bradshaw, por outro lado, opta por Alan Rickman: o mesmo senso de humor diabólico e sensualidade, acompanhados por uma reputação impecável de cara legal nos bastidores.

Dois dos filmes de Pattinson deste ano já se provaram grandes hits, e outros três no horizonte prometem ser favoráveis. Ainda assim, independentemente do seu futuro, o futuro de Pattinson como um dos atores mais bancáveis, carismáticos e imprevisíveis da sua geração, parece seguro. Se ele apenas tivesse aparecido um pouco mais cedo, diz Gaydos. “Se Alfred Hitchcock estivesse dirigindo filmes atualmente, só podemos imaginar as emoções e diversão que ele criaria com Pattinson na tela.”

Esse artigo foi alterado em 11 de julho de 2026. Uma versão anterior sugeriu incorretamente que Joaquim Phoenix apareceu como um jovem ator no filme S.O.S. – Tem um Louco Solto no Espaço. Ele esteve em Space Camp – Aventura No Espaço, de 1986.

Artigo original: The Guardian | Tradução: Amanda Agostinho – Tradutora da equipe Robert Pattinson Brasil