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O suspense policial estrelado por Robert Pattinson ganhou seu primeiro trailer e um novo poster. Confira a seguir.

Primetime (2026) é um thriller psicológico e crime inspirado em fatos reais, dirigido por Lance Oppenheim (em sua estreia em longa de ficção) e estrelado por Robert Pattinson no papel de Chris Hansen.

Ambientado em 2006, o filme acompanha o jornalista e apresentador Chris Hansen enquanto ele busca fazer história na televisão com o programa To Catch a Predator (exibido no Dateline NBC). A produção retrata as operações de isca em que adultos são atraídos a uma casa-isca na expectativa de encontrar menores, para então serem confrontados por Hansen diante das câmeras e, em geral, presos pelas autoridades.

À medida que o formato se transforma em fenômeno de audiência, a narrativa explora o aparato por trás das câmeras — a coordenação com a polícia, a busca por exclusivas e ratings, as pressões da produção e as questões éticas de transformar investigações criminais reais em espetáculo televisivo. Pattinson também atua como produtor; no elenco estão Merritt Wever, Skyler Gisondo, Anna Faris, entre outros. A24 distribui o filme, com estreia prevista em setembro de 2026 (incluindo competição em Veneza).

Confira mais notícias sobre PRIMETIME aqui.

A produtora de Robert Pattinson, Icki Eneo Arlo, se junta à produção de documentário sobre primeiro time de futebol paralímpico para cegos nos EUA.

Artists Equity, Hidden Content, Ultraboom Media e Icki Eneo Arlo Se Juntam Para o Documentário Shot In The Dark (Um Tiro No Escuro – tradução livre), Seguindo O Primeiro Time de Futebol Paralímpico Para Cegos dos EUA

EXCLUSIVO: Artists Equity se juntou à Hidden Contet, UltraBoom e à Icki Eneo Arlo, produtora de Robert Pattinson, para produzir o documentário Shot In the Dark. A produção segue o primeiro time de Futebol Paralímpico Para Cegos dos EUA, desde suas raízes históricas em 2022 até sua tentativa de chocar o mundo e conquistar o ouro nos Jogos Paralímpicos de 2028. O filme está sendo codirigido por Jay Shapiro e Adam Donald.

“O que nos atraiu para Shot in the Dark, não foi apenas o nosso encanto absoluto pelo esporte, mas os próprios atletas extraordinários. A habilidade, confiança e coragem necessárias para competir nesse nível, é algo que muitos de nós mal pode imaginar,” diz Damon, Diretor de Criação da Artists Equity. “Contar histórias como essa é exatamente a razão da Artists Equity existir, e nós estamos muito animados para nos juntarmos à UltraBoom, Hidden Content e Icki Eneo Arlo para trazermos essa história para as telas.”

A Hidden Content tem filmado o time desde sua formação, acompanhando os primeiros testes de seleção no final de 2022 com a cooperação da organização dirigente do time, a United States Association of Blind Athletes (USABA) (Associação de Atletas Cegos dos Estados Unidos – tradução livre).

“É a oportunidade de uma vida acompanhar um time desde os primeiros dias de testes de seleção, por seis anos, até o maior palco imaginável,” diz Gentile, da Hidden Content. “Você vê a todos crescerem como jogadores, como um time, e indivíduos dentro e fora do campo.”

Donald, Ant Gentile e Jake Waaserman da Hidden Content estão produzindo conjuntamente com Ben Affleck, Matt Damon e Kyle Wheeler da Artists Equity; Erik Osterholm, Michael Simkin, Carrie Kaylor e Zach Kazin da UltraBoom; e Pattinson e Brighton McCloskey da Icki Eneo Arlo.

“Os treinamentos e jogos são muito emocionantes de se assistir. Ver esses jogadores em ação captura a inegável emoção das competições atléticas e uma verdadeira determinação triunfante, reiterando as muitas belas características do empenho humano,” diz Pattinson.

O futebol para cegos é um jogo eletrizante de cinco contra cinco, no qual quatro jogadores cegos e um goleiro não cego contam com o instinto, confiança e som. A bola produz um som de chocalho ao se mover, enquanto na lateral do campo guias e guardiões comunicam as estratégias em tempo real. As partidas ocorrem em um quase silêncio total, os torcedores segurando a própria respiração de modo que os jogadores possam identificar cada som, até que um gol quebre a quietude. Diante desse cenário carregado de tensão, o filme acompanha um time que enfrenta treinamentos exaustivos e torneios internacionais de grande importância, lutando para subir nos rankings mundiais. Fora de campo, suas vidas são tão dinâmicas quanto: alguns estão se tornando pais, outros estão passando por dificuldades pessoais, e todos estão redefinindo o que significa representar os Estados Unidos como atletas paralímpicos.

“Desde o momento em que ouvimos falar sobre esse time e seus jogadores, nós soubemos que essa era uma daquelas raras histórias esportivas que transcendem vitorias e derrotas, e exemplificam o espírito humano,” diz Osterholm da UltraBoom Media. “Essa jornada tem o poder de se conectar com o público, sendo você um fã ávido de esportes ou não.”

Matéria original: Deadline | Tradução: Amanda Agostinho – Equipe RPBR

Robert Pattinson será produtor executivo de uma peça de teatro através de sua produtora Icki Eneo Arlo, confira:

‘Job’: dramaturgo Max Wolf Friedlich anuncia nova peça, ‘The Holes’, com Robert Pattinson como produtor executivo (EXCLUSIVO)

O dramaturgo Max Wolf Friedlich, que fez sua estreia na Broadway com o aclamado thriller “Job”, está retornando aos palcos de Nova York. Sua nova peça, “The Holes”, estreia no circuito off-Broadway neste outono.

Robert Pattinson assina a produção executiva de “The Holes” ao lado de Brighton McCloskey, por meio da empresa Icki Eneo Arlo, marcando a primeira incursão da dupla no teatro.

A história se passa em um bar decadente de uma cidade do interior do estado de Nova York que passa por um acelerado processo de gentrificação. Nos fundos do estabelecimento, uma sala misteriosa, trancada com cadeado, promete prazer, alívio e, “talvez algo muito mais perigoso”, segundo a sinopse oficial.

Descrita como uma “exploração sombriamente cômica do nosso estranho novo mundo”, a peça abordará as tensões entre vergonha e desejo, tradição e progresso, comunidade e individualismo.

As pré-estreias começam em 8 de setembro no The Wild Project, no East Village, em Nova York. A estreia oficial acontece em 22 de setembro, e a temporada está prevista para durar seis semanas, encerrando-se em 18 de outubro.

Matéria original: Variety | Tradução: Gloria Mel – Equipe RPBR

Pattinson disse que sua síndrome do impostor voltou com força quando Christopher Nolan o convidou para integrar o elenco de ‘A Odisseia’.

A esta altura, todo mundo já ouviu falar do épico The Odyssey, de Christopher Nolan. Estreando nos cinemas na sexta-feira, 17 de julho, o novo filme está sendo considerado o maior blockbuster do verão e, talvez, o principal evento cinematográfico do ano.
Mesmo assim, Robert Pattinson, que interpreta Antínoo, um dos pretendentes de Penélope, revelou durante uma entrevista à correspondente do TODAY, Kaylee Hartung, que, quando Nolan o procurou pela primeira vez para integrar o elenco, ele hesitou antes de aceitar o papel.
“Meu primeiro pensamento com qualquer papel é sempre: ‘Não sei se consigo fazer alguma coisa.’ Mas, às vezes, fico ainda mais assustado quando alguém simplesmente chega e pergunta: ‘Você quer fazer isso?’. Minha síndrome do impostor aparece com muita, muita força.”
Conhecido principalmente por interpretar Edward Cullen na franquia Crepúsculo e o Cavaleiro das Trevas na franquia The Batman, Pattinson já havia trabalhado com Nolan anteriormente no filme de ficção científica Tenet (2020).
Apesar das dúvidas iniciais sobre voltar a trabalhar com o diretor, Pattinson acabou aceitando o convite para interpretar Antínoo, o pretendente ardiloso que planeja se casar com Penélope e destruir seu filho, Telêmaco, interpretados por Anne Hathaway e Tom Holland, respectivamente.
Caso seja necessário um contexto, The Odyssey é baseado no poema homônimo de Homero, com cerca de 12.100 versos, registrado aproximadamente no século VII a.C.
A história lendária acompanha a jornada de Odisseu, rei da ilha grega de Ítaca, que deixa sua esposa, Penélope, e seu filho, Telêmaco, para liderar a Guerra de Troia.
Após uma década de batalha, Odisseu sai vitorioso e inicia a longa viagem de volta para casa. É uma jornada que leva anos. Ao longo do caminho, ele enfrenta diversos desafios de vida ou morte impostos pelos deuses.
Durante sua ausência, dezenas de pretendentes oportunistas invadem seu reino, cada um esperando se casar com Penélope e tomar o trono.
Entre eles? O sinistro Antínoo. Embora o personagem seja, sem dúvida, um dos maiores vilões do filme, Pattinson não o enxerga exatamente dessa forma.
“É engraçado. Eu simplesmente acho que Antínoo não é tão ruim assim. Na verdade, estou um pouco preocupado agora, porque talvez, quando eu assistir ao filme com o público, eu fique horrorizado. Porque eu assisto e penso apenas: ‘Ele é só um cara.’”
Vilão ou não, Pattinson disse que vê seu personagem como alguém que possui um certo glamour e que, para entrar no papel, trabalhou com a equipe de figurino para garantir que os materiais usados em seu guarda-roupa transmitissem uma aparência de privilégio e riqueza para Antínoo — até mesmo na roupa íntima.
“Assim que li o roteiro, pensei: ‘Quero usar cuecas com estampa de guepardo.’ Acho que Antínoo é esse tipo de cara. Ele tem essa sensualidade, essa ideia de: ‘Eu simplesmente gosto do prazer.’ Então pensei que ele deveria usar a roupa íntima mais luxuosa possível.”
Deixando as cuecas de lado, Pattinson, cuja atuação em The Odyssey já vem sendo amplamente elogiada pela crítica, afirmou que, se Christopher Nolan o convidar para outro filme, desta vez não haverá hesitação.
“Ah, com certeza. Eu basicamente já disse ‘sim’.”

Fonte: Today | Tradução: Gloria Mel – Equipe RPBR

O The Guardian publicou um artigo super legal argumentando que Robert Pattinson vive o melhor momento de sua carreira e pode finalmente entrar na disputa pelo Oscar, graças ao destaque em A Odisseia, de Christopher Nolan. O site defende que Robert Pattinson deixou definitivamente para trás a imagem de astro de Crepúsculo se consolidou como um dos atores mais interessantes de sua geração, chegando a 2026 com uma combinação rara de prestígio artístico, sucesso comercial e chances reais de disputar o Oscar. Confira traduzido na íntegra:

Com um papel de destaque em A Odisséia, o ídolo de Crepúsculo que se tornou o principal ator para cineastas da Arte, se tornou um dos atores mais carismáticos e imprevisíveis da sua geração.

Hoje, o então ídolo adolescente não pode mais renegar aqueles projetos, não importa quão cafonas, que o transformou em estrela. Em uma época em que mesmo dramas pungentes são promovidos em reels nas mídias sociais com atores devorando asinhas de frango ou abraçando cachorrinhos, qualquer menção de um papel de destaque precisa ser corajosamente abraçada, antes que os agradecimentos sejam novamente dados aos fãs, pela oportunidade.

O que estrelas de elite almejando por prêmios não fazem, contudo, é ativamente invocar tais esqueletos. Leonardo DiCaprio não assegurou o seu Oscar por O Regresso com alusões à sua série televisiva dos anos 80, Tudo Em Família. Da mesma forma, Joaquim Phoenix raramente comenta Space Camp – Aventura No Espaço, e Jacob Elordi mantém os lábios bem fechados quanto à Barraca do Beijo 3.

Mas Robert Pattinson nem tanto. O ator britânico de 40 anos está agora sendo comentado como o grande destaque na versão de A Odisséia de Christopher Nolan. Além de ser a produção melhor estrelada montada em anos, o blockbuster de 250 milhões de dólares é facilmente o filme do ano mais antecipado e, de longe, o ganhador a se bater no Oscar de Melhor Filme.

A performance de Pattinson como Antinous, o vilão pretendente de Penélope (Anne Hathaway) na ausência de seu marido Odisseu (Matt Damon), foi coberta de elogios pelos críticos que compartilharam suas primeiras impressões antes que os embargos de críticas sejam retirados na próxima quarta-feira. “Para mim, ele absolutamente roubou o show,” escreveu o critico estadunidense Erik Davis, o definindo como “tão ardiloso, manipulador, e infinitamente divertido de se assistir”. A especulação para Melhor Ator Coadjuvante é grande, sendo o consenso de que esta é jogada mais acertada recente em uma carreira marcada por bolas curvas e ousadia artística de um homem que a muito se libertou de suas raízes.

Ainda assim, no tapete vermelho da estreia mundial do filme, na segunda-feira (06/07), Pattinson de alguma forma conseguiu correlacionar o poema épico Homérico de 3.000 anos – e sua versão cinematográfica pesada – com a Saga Crepúsculo, a série sobre vampiros adolescentes excitados a qual ele estrelou quase 20 anos atrás.

“Eu fico comparando,” ele diz “(Antinous) é como Jacob em Crepúsculo. É sobre o que é A Odisséia – Penelope não consegue se decidir entre dois caras. E eu só estou, tipo, tentando ajudá-la a se decidir. É tipo, ‘Tá tudo bem. Ele morreu, supera!’”

Nos quatro filmes da série Crepúsculo, Pattinson interpretou Edward Cullen: pálido, morto-vivo, e preso em um triângulo amoroso com uma estudante emo, Bella Swan (Kristen Stewart), e o lobisomem sarado Jacob Black (Taylor Lautner). Nascido em Barnes em 1986, Pattinson foi escalado para o papel em 2007 – apesar de não ter treinamento e pouca experiencia – depois dos produtores exigirem uma lista dos atores de Harry Potter que mais pontuaram no “estrelômetro” do IMDB, um reconhecimento que ele conquistou com sua participação como o jogador amaldiçoado de Quadribol Cedrico Giggory em Harry Potter e o Cálice de Fogo (seu primeiro crédito cinematográfico).

Chamado para um teste de química com uma Stewart de 17 anos na casa da diretora Catherine Hardwicke, o ator impressionou ambas as mulheres com um comprometimento tão intenso que ele chegou a cair da cama durante uma cena de beijo, fazendo Hardwicke sentir a necessidade de lembrá-lo das leis de idade de consentimento na Califórnia.

“Ele é uma estrela de verdade, e isso estava claro no minuto em que ele apareceu no primeiro Crepúsculo,” diz o jornalista cinematográfico veterano Steven Gaydos. “Hardwicke fez um grande favor ao mundo do cinema quando ela colocou Pattinson junto com Stewart, à medida que seu poder estelar mútuo obscureceu a maluquice lobisomens-e-vampiros boba da franquia, e manteve o foco no amor e calor entre duas grandes e carismáticas novas estrelas.”

Eventualmente, o par namorou por quatro anos, enquanto a série arrecadou 3.36 bilhões de dólares. Ambos os atores trilharam caminhos dramaticamente não convencionais desde então. “Por muito tempo,” diz Guy Lodge, crítico-chefe da Variety, “eles foram os exemplos máximos da indústria para a trajetória de ídolo adolescente que se transforma em ator sério. Quando, ao fim do último capítulo de Crepúsculo, ele se alinhou à filmes de David Cronenberg, Werner Herzog, os irmãos Safdie, James Gray, Claire Denis, e tantos outros, ele não poderia ter feito uma declaração mais enfática sobre suas aspirações artísticas.”

Seja tendo sua próstata examinada no passageiro de uma limusine (Cosmopolis), sendo constantemente clonado (Mickey17) ou sombriamente se masturbando por uma sereia de madeira antes ser bicado até a morte por gaivotas (O Farol), a constante tomada de decisões perversa de Pattinson permaneceu, diz Gaydos, de forma que ele nunca se acomodou na “zona de conforto nem se limitou a atender às expectativas do público e do negócio”. Ao invés disso, ele se provou “um ator talentoso e destemido, de enorme versatilidade. Sua atuação livre e ousada em The Drama, apresenta oscilações de personagem que derrotariam a maioria dos atores.”

“Lodge também destaca The Drama, uma comédia romântica com um casal controverso e badalado do inicio deste ano, a chamando de “o veículo perfeito para o equilíbrio de Pattinson entre habilidades de leveza e peso. Ele interpreta a comédia agitada e esquisita de forma requintada, mas é uma performance enraizada em uma dor profunda e ansiedade, e é, bem possivelmente, a sua melhor performance até agora.”

A ligação fácil e fraternal do ator com sua co-estrela, Zendaya, enquanto promovendo o filme, foi um eco da química relaxada e camarada que ele demonstrou no ano anterior com Jennifer Lawrence, sua co-estrela no drama extenuante sobre depressão pós-parto, Morra, Amor.

Sua própria vida privada – seguindo sua relação com Stewart, e outra com FKA Twigs, ele agora tem uma filha pequena com a namorada de longa data, Suki Waterhouse – contribui com a figura de Pattinson como um ator que, mesmo sem medo de abraçar o não convencional em seu trabalho, está aparentemente feliz em permanecer sem complicações em casa.

Como muitas das atuais estrelas quentes – Josh O’Connor, Brad Pitt, Seth Rogen -, ele é um ávido ceramista, bem como um inventor doméstico entusiasta, cujas ideias incluem um prato parecido com arancini, chamado piccolini cuscino (pequeno travesseiro), com o qual ele quase iniciou uma parceria com uma fabricante de comida congelada, e um sofá de quase três metros com apoios de braço tão largos quanto os assentos (“Ele pesa uma tonelada” – e ainda temos que achar um comprador).

Zendaya estrela em A Odisséia ao lado de Pattinson, bem como em Duna 3, que está marcada para ser a maior estréia deste Natal – e um dos maiores rivais de A Odisséia para os prêmios principais. Mais tarde este ano, Pattinson também estará em Primetime, um drama de baixo orçamento sobre o programa de TV estadunidense To Catch a Predator. Então, o começo de 2027 marcará a segunda vez que ele veste o traje preto e a capa como o Cavaleiro das Trevas, o Batman, na aclamada releitura da DC, dirigida por Matt Reeves.

“Ele boiou de volta para o cinema comercial,” diz Lodge, “mas agora ele é um ator mais solto e mais interessante por suas incursões pelo cinema da arte. Em Tenet (2020) e A Odisséia, ele traz perspicácia e ironia para a escrita severa de Nolan, e enquanto não havia muito a se fazer com a seriedade sombria de The Batman, ele deu ao super herói um raro lampejo de alma e sensualidade.”

E é essa perspicácia erótica, talvez, a chave para o apelo geral de Pattinson e seu triunfo em A Odisséia, um filme que abertamente valoriza a moralidade estoica e força sobre os prazeres da carne. Na sua prova de figurino para o filme, Pattinson contou recentemente à GQ, “Eu estava tipo, ‘Eu realmente quero usar cuecas de leopardo – eu quero que ela apareça por baixo da minha sai, um pouco de pele brilhante.’”

A veia subversiva é prontamente detectada em sua performance, diz o crítico de cinema do The Guardian, Peter Bradshaw, que a chama de “saturnina, levemente reptiliana e odiosa… e da cabeça aos pés do tipo bad guy, aos quais sua aparência aristocrática e altiva se prestam”. Enquanto Gaydos vê Pattinson “herdando as maçãs do rosto e costeletas de atores principais da era dourada de Hollywood, como Robert Taylor e Tyrone Power”, Bradshaw, por outro lado, opta por Alan Rickman: o mesmo senso de humor diabólico e sensualidade, acompanhados por uma reputação impecável de cara legal nos bastidores.

Dois dos filmes de Pattinson deste ano já se provaram grandes hits, e outros três no horizonte prometem ser favoráveis. Ainda assim, independentemente do seu futuro, o futuro de Pattinson como um dos atores mais bancáveis, carismáticos e imprevisíveis da sua geração, parece seguro. Se ele apenas tivesse aparecido um pouco mais cedo, diz Gaydos. “Se Alfred Hitchcock estivesse dirigindo filmes atualmente, só podemos imaginar as emoções e diversão que ele criaria com Pattinson na tela.”

Esse artigo foi alterado em 11 de julho de 2026. Uma versão anterior sugeriu incorretamente que Joaquim Phoenix apareceu como um jovem ator no filme S.O.S. – Tem um Louco Solto no Espaço. Ele esteve em Space Camp – Aventura No Espaço, de 1986.

Artigo original: The Guardian | Tradução: Amanda Agostinho – Tradutora da equipe Robert Pattinson Brasil

Robert Pattinson brilha na première de “A Odisseia” em Londres: elegância, Batman e muito carisma! O astro britânico Robert Pattinson mais uma vez provou por que é um dos atores mais requisitados e estilosos de Hollywood. Nesta segunda-feira (6 de julho de 2026), ele participou da première mundial de A Odisseia (The Odyssey), o épico de Christopher Nolan, que tomou conta da Leicester Square, em Londres.

Com um visual impecável e cabelos escurecidos para interpretar Bruce Wayne na sequência de ‘The Batman’ de Matt Reeves, Robert chegou ao tapete (que ganhou uma temática arenosa em referência à obra de Homero) vestindo um terno Dior, destacando sua habitual sofisticação e presença marcante. O ator, que interpreta Antinous no filme, foi um dos grandes destaques da noite ao lado de nomes como Matt Damon (Odysseus), Tom Holland (Telêmaco), Anne Hathaway (Penelope), Zendaya, Charlize Theron e Lupita Nyong’o.

Direto do set de “The Batman: Parte II”
O que tornou a aparição ainda mais especial foi o fato de Robert Pattinson ter chegado à première diretamente das gravações da sequência de The Batman. O ator brincou com a imprensa dizendo que estava gravando o Batman nesta manhã. Mesmo com a agenda intensa das filmagens, ele não deixou de prestigiar o projeto de Nolan, com quem já havia trabalhado em Tenet.

Recepção calorosa dos fãs britânicos
Como era de se esperar, os fãs londrinos receberam Pattinson com muito carinho e empolgação. Morador de Londres e um dos atores britânicos mais queridos da atualidade, Robert foi ovacionado ao longo da tarde. A première contou ainda com um enorme cavalo de Troia como decoração, criando uma atmosfera épica condizente com o filme, que chega aos cinemas em 17 de julho.

Photocall no dia anterior: mais um momento de elegância
Um dia antes, em 5 de julho, Pattinson já havia encantado durante o photocall oficial do filme no IET Building, em Londres. Ao lado do elenco principal, o ator posou para os fotógrafos com o mesmo charme discreto e intenso que o consagrou, gerando ainda mais expectativa para a première. As imagens do photocall rapidamente viralizaram entre os fãs.

A Odisseia promete ser um dos maiores blockbusters de 2026, e a presença de Robert Pattinson no elenco só aumenta o hype. Fãs do ator mal podem esperar para vê-lo novamente em ação, seja como o vilanesco Antinous ou retornando ao icônico manto de Batman.

Robert Pattinson Brasil acompanha todos os passos do nosso eterno Edward Cullen, Batman e agora vilão mitológico! Fiquem ligados para mais fotos, vídeos e atualizações sobre o astro.

O universo de Duna ganhou um novo capítulo eletrizante. Nesta quarta-feira (8 de julho de 2026), a Warner Bros. Pictures lançou o trailer oficial de Duna: Parte Três, dirigido mais uma vez por Denis Villeneuve. O filme, previsto para estrear em 18 de dezembro de 2026, adapta os eventos de Messias de Duna, de Frank Herbert, e promete ser a conclusão épica da trilogia. Enquanto Timothée Chalamet retorna como o imperador Paul Atreides, cercado por Zendaya (Chani), Anya Taylor-Joy (Alia), Florence Pugh (Irulan) e outros, um nome rouba a cena: Robert Pattinson. Assista a seguir:

Scytale: O Vilão Mutante que Desestabiliza o Império
No trailer, Pattinson surge com uma transformação radical e quase irreconhecível. Cabelo loiro platinado curto, sobrancelhas raspadas e um visual pálido e inquietante — características que remetem ao Face Dancer Scytale, um dos membros mais perigosos do Bene Tleilax. Scytale é um mestre da manipulação genética e da troca de formas, capaz de assumir identidades alheias com perfeição. No livro, ele representa uma ameaça sutil, conspirando nos bastidores contra o poder de Paul Muad’Dib, que agora lida com as consequências de sua jihad galáctica.

Villeneuve e o elenco destacam que Pattinson traz uma camada de ambiguidade ao personagem. Não se trata de um vilão caricatural como Feyd-Rautha (Austin Butler em Parte Dois), mas de uma figura enigmática, cujas lealdades são difíceis de decifrar. “Você não consegue realmente saber de que lado ele está, e isso é o que o torna tão interessante”, comentou o ator em entrevistas recentes. Essa complexidade encaixa perfeitamente no tom mais “thriller político” que Villeneuve prometeu para o terceiro filme.

O que o trailer revela sobre Pattinson
Mesmo com poucas cenas, a presença de Pattinson já gera burburinho. Ele aparece em momentos carregados de tensão, trocando olhares enigmáticos e possivelmente interagindo com Paul e os poderes por trás do trono. A maquiagem e o design de produção reforçam o aspecto alienígena e perturbador do Tleilaxu — um contraste marcante com o visual sombrio e carismático que Pattinson trouxe para Batman ou para personagens mais introspectivos como em O Farol ou The Batman.Fãs notam que o ator, conhecido por imersão total em papéis, filmou no deserto real e descreveu a experiência como algo que “desligou” seu cérebro, obedecendo apenas às direções de Villeneuve. Essa dedicação promete render uma performance intensa, explorando o lado manipulador e quase sobrenatural de Scytale.

Por que isso importa para o universo de Duna
Duna: Parte Três avança cerca de 17 anos após os eventos de Parte Dois. Paul é um imperador assolado por dúvidas, guerras santas e intrigas políticas. Scytale, como agente dos Tleilaxu, introduz elementos de clonagem, conspiração e questionamentos existenciais sobre identidade — temas que enriquecem o debate filosófico já presente na saga. A adição de Pattinson eleva o nível de estrelas do elenco e traz um antagonista à altura do carisma de Chalamet.O trailer também reforça a grandiosidade visual: sandworms gigantes, batalhas épicas, a trilha poderosa de Hans Zimmer e o tom mais maduro e reflexivo. Enquanto Paul pede “perdão por tudo o que fiz”, Scytale surge como o catalisador de novas ameaças.

Expectativas altas
Com Robert Pattinson adicionando mistério, perigo e imprevisibilidade, Duna: Parte Três tem tudo para superar as expectativas. Se Parte Dois foi um sucesso colossal de crítica e bilheteria, esta conclusão promete fechar o arco de Paul Atreides com força emocional e visual inesquecível.Fique de olho: o Face Dancer chegou para dançar com o destino do império. Duna: Parte Três chega aos cinemas em dezembro — prepare-se para mais uma jornada épica pelo deserto.

Fontes consultadas:
Variety
The Independent

Robert Pattinson, Matt Damon e Tom Holland estampam as três capas diferentes da edição da conceituada revista “GQ” deste mês, que tem como destaque o novo filme de Christopher Nolan, “A Odisseia”. Além de um ensaio fotográfico pra lá de lindo, a publicação também teve a oportunidade de ter uma longa conversa com o trio de atores e o aclamado diretor, que contaram detalhes sobre os desafios que enfrentaram durante as filmagens do filme, que percorreu 7 países diferentes em apenas 91 dias. Veja à seguir as fotos do ensaio e a entrevista traduzida pela Equipe RPBR. Vale muito a pena ler!

Por Dentro da Produção de “A Odisseia” com Matt Damon, Tom Holland, Robert Pattinson e Christopher Nolan.

Como três dos maiores astros de Hollywood lideraram uma equipe de centenas de pessoas para ajudar Nolan a criar seu blockbuster mais épico e ambicioso até hoje. No oeste da Sicília existe uma ilha chamada Favignana, muito popular entre turistas italianos durante o verão. Antigamente ela era conhecida como Aegusa, ou “ilha das cabras”. Acredita-se que Odisseu e sua tripulação tenham passado por lá antes do fatídico encontro com o Ciclope. Hoje, a ilha abriga uma antiga fábrica de atum abandonada e as ruínas do Castello di Santa Caterina, um local que o diretor Christopher Nolan escalou a pé no final de 2024, subindo cerca de 270 metros de altitude.

Nos filmes de Nolan, é comum vermos mundos alternativos ou realidades ampliadas — A Origem, Interestelar, Tenet e a trilogia de Batman. Mas ele também é um grande defensor da autenticidade. Segundo o diretor: “Em algum nível, vejo meu trabalho como uma longa tentativa de encontrar um momento de magia em um lugar real — um pôr do sol real, um castelo real.” O Castello di Santa Caterina era um castelo real perfeito para representar Ítaca, a terra natal de Odisseu e um dos cenários centrais de A Odisseia. Mas havia um problema. A trilha que levava até o topo da montanha era estreita demais para acomodar toda a estrutura necessária para uma produção desse porte. O caminho levava cerca de 45 minutos para ser percorrido e não podia ser facilitado. A produção chegou a discutir a construção de uma nova estrada. “Teríamos usado veículos 4×4 para levar toda a equipe até lá”, contou Nolan. Mas, perto do início das filmagens, ficou claro que a estrada jamais seria construída.

Resolver problemas em escala gigantesca
Todo diretor precisa resolver problemas. Nolan faz isso em uma escala diferente. Robert Pattinson relembrou uma situação durante as gravações de Tenet, na Estônia. Uma cena exigia que carros se movessem para trás utilizando um equipamento especial chamado “pod”, que permitia que um motorista dublê escondido controlasse o veículo. O problema? O equipamento não funcionava com os carros disponíveis naquele dia. A solução foi simples e absurda ao mesmo tempo. Segundo Pattinson: “O coordenador de dublês disse: ‘Já usei BMWs com esse equipamento antes. Vamos simplesmente à concessionária BMW agora e comprar dois carros.’” E foi exatamente o que fizeram. Em menos de uma hora, o problema estava resolvido.

Como filmar em um castelo no topo de uma montanha
No caso do castelo de Favignana, a solução foi simplesmente aceitar a dificuldade. Quem pudesse subir a pé, subiria. Quem não pudesse, utilizaria helicópteros. Os helicópteros também serviriam para transportar equipamentos. A equipe construiu ainda uma plataforma suspensa na lateral da montanha para servir de área de almoço. A estrutura precisava suportar aproximadamente 200 pessoas ao mesmo tempo. No fim das contas, durante duas semanas inteiras de filmagem, toda a equipe começou cada dia na base da montanha e subiu cerca de 270 metros até o local das gravações. Para atores como Robert Pattinson, que interpreta Antínoo — um dos pretendentes da esposa de Odisseu — e Tom Holland, que vive Telêmaco, filho de Odisseu, isso significava fazer a subida usando figurinos da Grécia Antiga e sandálias. Para Nolan, significava observar Tom Holland, então com 29 anos e em ótima forma física, desaparecer montanha acima muito antes dele. Matt Damon, intérprete de Odisseu e veterano de aproximadamente 80 produções cinematográficas, resumiu a situação: “Cada locação deste filme teria sido a mais difícil de qualquer outro filme em que já trabalhei. E elas vieram uma atrás da outra.”

Uma equipe exausta
Quando Pattinson chegou a Favignana, em abril de 2025, foi para o resort onde ficaria hospedado. O lugar estava praticamente vazio. As filmagens já aconteciam havia mais de um mês e a equipe começava a sentir o desgaste. “Eu estava sozinho no bar do hotel”, contou Pattinson. Pouco a pouco, membros da equipe começaram a aparecer. E todos pareciam estar completamente exaustos. “Nunca vi tantas pessoas parecerem tão cansadas.” Naquele momento, a produção ainda nem havia chegado à metade. A equipe já tinha passado por diversos países. Segundo Pattinson: “No final de cada dia as pessoas estavam destruídas.” Seis países, 91 dias e mais de 600 quilômetros de filme IMAX ao todo, A Odisseia foi filmado durante 91 dias em 2025. As gravações passaram por: Marrocos, Grécia, Itália, Islândia, Escócia e Estados Unidos. Christopher Nolan utilizou mais de 2 milhões de pés de película IMAX, uma quantidade gigantesca de filme físico.

Tom Holland, mesmo acostumado às superproduções da Marvel, ficou impressionado ao chegar ao set no Marrocos. Ele se lembra de caminhar durante quase meia hora pela praia vendo apenas: soldados gregos, navios gregos, soldados gregos, mais navios gregos. Segundo ele: “Parecia mais uma reconstituição histórica do que um set de filmagem.”

Matt Damon teve uma reação semelhante: “Cheguei àquelas locações pensando: quem foi o maluco que achou que dava para filmar um filme aqui?” Trabalhar com Christopher Nolan exige um tipo raro de dedicação. Em determinado momento da produção, Matt Damon observava a equipe construir rapidamente uma plataforma na lateral de uma montanha para sustentar um enorme guindaste de câmera. Enquanto admirava a cena, o assistente de direção Nilo Otero comentou algo que ficou marcado em sua memória: “O interessante é que todas as pessoas aqui poderiam estar trabalhando em um filme mais fácil e ganhando mais dinheiro.” Segundo Damon: “E isso é verdade.”

Nolan prospera no caos. Hoje, Nolan encara desafios gigantescos com uma naturalidade impressionante. Mas isso não aconteceu da noite para o dia. Ele relembrou que A Origem (2010) foi o primeiro filme em que decidiu filmar em sete países diferentes. Na época, isso parecia inviável. “Era supostamente impossível. Mas pensamos: vamos descobrir um jeito.” Foi nesse momento que Nolan percebeu que gostava justamente do que era mais complicado. Segundo ele, a constante mudança de países, paisagens e desafios mantém toda a equipe energizada. “Ir da Islândia para a Escócia e depois para o Marrocos dá um novo fôlego para todo mundo.” Para ele, isso é muito mais estimulante do que passar meses filmando sempre no mesmo lugar.

Um filme de 250 milhões de dólares
“A Odisseia” custou aproximadamente 250 milhões de dólares. Mesmo assim, os estúdios costumam dar liberdade a Nolan porque sabem que ele entrega resultados. Matt Damon comparou o tamanho da produção a surfar uma onda gigante: “Uma onda duas vezes maior não é apenas duas vezes mais poderosa. Ela é exponencialmente mais poderosa.” Segundo ele, trabalhar em um filme dessa escala é algo completamente diferente.

O paradoxo Christopher Nolan
Nolan ocupa uma posição curiosa em Hollywood. Seus filmes são enormes, caros e destinados ao grande público. Mas também costumam ser complexos, cheios de conceitos difíceis e estruturas narrativas desafiadoras. Muitas vezes nem mesmo os próprios atores entendem completamente o que está acontecendo. Robert Pattinson relembrou as gravações de Tenet. Perto do final da produção, ele comentou com John David Washington: “Acho que estou morto. Acho que sempre estive morto.” Washington respondeu: “Você não está morto. Do que você está falando?” O homem que transformou um físico teórico em um sucesso de bilheteria.

Apesar de fugir das fórmulas tradicionais dos blockbusters, Nolan continua obtendo enormes sucessos comerciais. O exemplo mais recente foi Oppenheimer. O filme arrecadou quase 1 bilhão de dólares, recebeu 13 indicações ao Oscar e venceu 7 estatuetas, incluindo: Melhor Filme e Melhor Diretor. Além disso, Nolan possui um feito raro. Praticamente não há fracassos em sua filmografia. Ele nunca dirigiu um filme amplamente considerado ruim. E nenhum de seus projetos arrecadou menos do que custou para ser produzido.

O que o público realmente quer
Quando questionado sobre o motivo de seu sucesso, Nolan evita respostas definitivas. Mas ofereceu uma teoria. Segundo ele: “Se você ama cinema e entende a história de Hollywood, percebe que o público quer algo novo.” E continuou: “As pessoas querem algo que nem elas mesmas sabem que querem.” Por isso, para Nolan, a única aposta realmente segura é justamente aquilo que parece arriscado. “A única certeza é algo que não é uma certeza.” Ele admite que isso assusta os estúdios. Mas acredita que filmes só podem ser feitos dessa forma: “Você precisa arriscar tudo em cada projeto.”

Dentro da sala de montagem
Quando a revista visitou Nolan, em fevereiro de 2026, ele estava trabalhando na mixagem final de “A Odisseia”. O encontro aconteceu em um estúdio da Warner Bros. Mesmo após sua mudança para a Universal, Nolan continua utilizando o local para finalizar seus filmes. Na sala estavam: Christopher Nolan, Jennifer Lame (montadora), Equipe de som, Equipe de diálogos, Equipe musical. Na tela era exibida uma cena envolvendo: Tom Holland como Telêmaco, Jon Bernthal como Menelau, e Nolan observava atentamente os sons de fundo da sequência. Em determinado momento, percebeu uma gargalhada particularmente alta. Calmamente comentou: “Um pouco arriscado.” E explicou: “Você não quer que alguém na plateia pense que as pessoas estão rindo da cena.” A equipe ajustou os níveis de áudio. Ouviram novamente. Depois de alguns segundos, Nolan sorriu. “Acho que gostei.” Um dos técnicos perguntou: “Estavam bagunçando demais?” Nolan respondeu: “Sim, mas era uma bagunça boa.”

O diretor que intimida seus próprios atores
Nolan é conhecido por ser reservado. Mas também inspira uma mistura de admiração e medo entre seus colaboradores. Robert Pattinson contou que recebeu uma ligação do diretor sobre “A Odisseia”.
Sua reação foi: “Mal posso esperar para ler o roteiro.” Nolan respondeu: “Você quer ler?” E completou: “E todos os envolvidos simplesmente disseram que sim.”

O telefonema que Tom Holland não queria fazer
Quando Nolan ofereceu o papel de Telêmaco a Tom Holland, surgiu um problema. As datas de filmagem coincidiam exatamente com as de Spider-Man: Um Novo dia. Holland tinha contrato com a Sony e a Marvel. Ele sabia que teria uma conversa difícil pela frente. Segundo o ator: “Eu disse ao Chris: quero fazer este filme, mas vou precisar ligar para a Sony e ter uma conversa muito desconfortável.” E foi exatamente o que aconteceu. E não era qualquer compromisso. Holland é o Homem-Aranha de uma das franquias mais valiosas de Hollywood. Mesmo assim, ele queria trabalhar com Nolan. Então decidiu ligar diretamente para Tom Rothman, presidente da Sony Pictures. A conversa prometia ser desconfortável. Mas o resultado surpreendeu. A Sony aceitou adiar as filmagens de Homem Aranha. Segundo Holland, a decisão aconteceu não apenas por respeito a ele, mas também pela confiança que a indústria deposita em Nolan. “Uma das razões pelas quais a Sony concordou em mudar as datas é porque Chris tem a reputação de alguém que não vai atrasar um filme em cinco meses nem prender um ator por dois anos.” Holland acredita que com outro diretor a conversa poderia ter sido completamente diferente.

E os números provam isso. A Odisseia começou exatamente na data planejada. E terminou nove dias antes do cronograma previsto.

Um homem obcecado pelo tempo
Durante a entrevista, o jornalista percebeu algo curioso. Tudo ao redor de Nolan parecia funcionar como um relógio. Organização. Precisão. Pontualidade. Era como se o mundo inteiro se movesse no ritmo dele. Talvez isso não seja coincidência. Afinal, o tempo é o grande tema da carreira de Christopher Nolan. Desde Amnésia (Memento), lançado em 2000, até Interestelar, A Origem e Tenet, o diretor retorna constantemente à mesma questão: o que o tempo faz com as pessoas. Quando perguntado sobre isso, Nolan respondeu: “Costumam me perguntar por que faço filmes sobre o tempo.” E então explicou: “Minha resposta mais simples é que eu sempre vivi dentro dele.” Para ele, o tempo é: “o motor da vida humana.” Aquilo contra o qual todos lutam;
aquilo que atormenta todos nós. Segundo Nolan: “É a coisa que nos persegue o tempo todo.”

A vida pessoal influenciando seus filmes
Nolan raramente fala sobre si mesmo. Mas admite que sua vida influencia diretamente seus projetos. Ele relembrou que, quando se casou, costumava criar histórias em que a motivação principal era uma esposa perdida ou falecida. Depois vieram os filhos. E seus filmes começaram a falar cada vez mais sobre paternidade. Matt Damon contou que sentiu isso profundamente ao ler o roteiro de Interestelar. Na época, seus filhos ainda eram pequenos. Ele estava longe deles trabalhando. Ao terminar a leitura, ligou para Nolan. “O que é essa sua obsessão com isso?” Afinal, o filme fala justamente sobre um pai que perde a infância dos próprios filhos enquanto está distante deles. Nolan e sua esposa, Emma Thomas, têm quatro filhos. E ele admite que existe um conflito constante em sua vida. “O desejo de estar com a família e as responsabilidades que me puxam para longe dela.” Segundo ele, essa tensão aparece repetidamente em seus filmes.

O sucesso de “Oppenheimer” abriu uma nova porta
Depois do enorme sucesso de “Oppenheimer”, Nolan sentiu que precisava fazer algo ainda mais ousado. Ele acredita que diretores têm uma responsabilidade quando alcançam esse nível de sucesso.
Segundo ele: “Se você tem a sorte de fazer um projeto bem-sucedido, precisa se perguntar: o que posso fazer agora que antes não poderia?” Ele relembrou que foi exatamente isso que aconteceu após “Batman: O Cavaleiro das Trevas”. O sucesso daquele filme abriu caminho para “A Origem”. Da mesma forma, o sucesso de Oppenheimer abriu caminho para “A Odisseia”. Nolan pensou: “Precisamos usar essa oportunidade para fazer a coisa mais ambiciosa possível.”

Por que adaptar Homero?
A resposta acabou sendo surpreendente. Nolan decidiu adaptar A Odisseia, de Homero. Ao revisitar o poema, percebeu algo curioso. A obra é composta quase inteiramente por grandes momentos de recompensa emocional. Mas oferece poucos preparativos para esses momentos. Ele usou o exemplo de Argos, o cachorro de Odisseu. No poema original, quando Odisseu retorna para casa, Argos o reconhece imediatamente. É um dos momentos mais emocionantes da história. Mas Homero praticamente não prepara o público para isso. Não há construção. Não há antecipação. Isso acontece porque os espectadores da época já conheciam a história. Segundo Nolan: “As preparações já existiam na cabeça do público.” Para um filme moderno, porém, isso não funciona da mesma forma. Então ele percebeu que seu trabalho seria justamente criar esses preparativos sem perder a essência do poema. Foi aí que o projeto finalmente se abriu para ele.

Nolan pediu uma câmera nova para a IMAX
Desde o início, Nolan sabia exatamente como queria filmar “A Odisseia”. Mas havia um problema técnico. As câmeras IMAX são enormes e extremamente barulhentas. Elas funcionam perfeitamente para paisagens gigantescas. Mas não para cenas íntimas de diálogo. Nolan queria as duas coisas. Então fez um pedido incomum à IMAX: criar uma solução que permitisse filmar conversas próximas usando câmeras IMAX. A empresa desenvolveu uma cobertura especial para reduzir o barulho. Mas surgiu um novo problema. A proteção bloqueava parcialmente a visão dos atores. Mais uma vez, Nolan improvisou. Ele criou um sistema de espelhos para projetar o rosto do ator que estava contracenando ao lado da lente. Tom Holland ficou impressionado. “Chris não falsifica nada.” E completou: “Tudo é real. Tudo aquilo ao que você está vendo é exatamente o que ele quer que você veja.”

Matt Damon chutando uma tigela a 60 metros de distância
Robert Pattinson relembrou uma cena curiosa. Seu personagem precisava reagir a um som distante. Ele perguntou a Nolan: “Você vai colocar o efeito sonoro depois?” Nolan respondeu:
“Não. O Matt vai fazer isso.” Matt Damon e Anne Hathaway estavam filmando a cena real a aproximadamente 60 metros de distância. Pattinson mal conseguia vê-los. Mas Nolan insistiu que tudo acontecesse de verdade. Segundo Pattinson: “Matt estava literalmente fazendo a cena inteira só para chutar uma tigela.” E concluiu: “É completamente maluco.” Quando o jornalista encontrou Tom Holland na primavera de 2026, em Los Angeles, o ator estava vivendo um momento de transição. Em breve ele iniciaria a divulgação de dois dos maiores filmes de sua carreira recente: “A Odisseia” e “Homem Aranha: Um novo dia”. Mas havia algo diferente nele. O próprio Holland sentia isso.

O fim de um capítulo
O jornalista havia entrevistado Holland pela primeira vez em 2019. Na época, ele tinha apenas 23 anos. Morava perto de Londres com os irmãos e alguns amigos. Segundo o próprio ator, aquela fase foi marcada por diversão, trabalho intenso e pelo início de seu relacionamento com Zendaya. Relembrando aquele período, Holland comentou: “Eu estava me divertindo muito.” Mas também admitiu: “Eu bebia naquela época.” Nos anos seguintes, ele decidiu parar completamente de beber. Hoje, considera esse período uma espécie de reinício. “Sinto que apertei o botão de reset.” Segundo Holland, ele finalmente encerrou o capítulo de ser apenas “uma criança em Hollywood”.

Matt Damon virou fã de Tom Holland
Matt Damon não economizou elogios ao colega. Ele acredita que Holland lida com um nível de exposição pública muito maior do que aquele que sua própria geração enfrentou. Principalmente por causa da fama global dele e de Zendaya. Damon comentou: “Eu adoro aquele cara.” E acrescentou: “Ele e Zendaya lidam com muito mais atenção do que eu jamais precisei enfrentar.” Segundo Damon, os dois fazem isso com enorme elegância.

O período longe das filmagens
Nos últimos anos, Holland praticamente desapareceu dos sets por um tempo. Foi uma decisão consciente. Ele sentia que precisava parar. Segundo o ator: “Eu estava trabalhando demais.” Além disso, queria amadurecer fora da indústria. Durante essa pausa, ele: jogou muito golfe; construiu uma casa em Londres; passou mais tempo com a família; tentou descobrir quem era além de ser uma estrela de cinema. Ele também queria ter certeza de que ainda amava atuar. “Somos muito sortudos por fazer esse trabalho.” E completou: “Quando ele vira apenas uma obrigação, algo está errado.”

Robert Pattinson acha que Tom viveu os anos loucos rápido demais
Robert Pattinson conhece Holland há bastante tempo. Os dois já trabalharam juntos em três produções diferentes. Segundo Pattinson: “Parece que ele viveu todos os anos malucos que uma pessoa deveria viver em oito anos.” Então brincou: “Enquanto eu tentei estender os meus até os 39.” O ator também comentou que a geração de Holland parece muito mais responsável do que a dele. “Eu não era exatamente um festeiro” Quando ouviu o comentário de Pattinson, Holland riu. Mas fez um esclarecimento. Segundo ele, sua juventude não foi exatamente uma sequência de festas. Na verdade, era quase o contrário. “Eu não era o tipo de pessoa que ficava indo para baladas.” O problema, segundo ele, era outro. “Eu ficava sozinho no quarto do hotel, acabava com o minibar e ia trabalhar no dia seguinte.” Ele resumiu a situação assim: “Eu sempre fui bastante responsável. Eu só bebia demais.”

O telefonema de Christopher Nolan mudou tudo
O que finalmente trouxe Holland de volta ao trabalho foi uma combinação de fatores. Havia o compromisso com “Homem Aranha”. Mas também houve um telefonema de Christopher Nolan. Segundo o ator, participar de “A Odisseia” acabou ajudando até mesmo o novo filme do Homem-Aranha. Como a Sony precisou adiar as filmagens, a equipe ganhou mais tempo para desenvolver o roteiro. Holland acredita que isso melhorou muito o resultado. “A Odisseia praticamente salvou Homem aranha.” Ele explicou que sem esse adiamento o diretor Destin Daniel Cretton talvez nem tivesse conseguido assumir o projeto.

A maior lição que Nolan lhe ensinou
Durante as gravações de A Odisseia, Holland ficou impressionado com a preparação de Nolan. Segundo ele: “O nível de preparação dele é algo que nunca vi antes.” O ator afirmou que não existe uma pergunta que Nolan não consiga responder imediatamente. Mais do que isso. Tudo é planejado. Tudo tem uma razão. Em determinado momento, uma sequência que deveria levar dois dias para ser filmada foi concluída em apenas um. Na hora do almoço, Nolan simplesmente anunciou: “Vamos terminar hoje.” E terminou.

“Não vamos descobrir isso no set”
Depois de trabalhar com Nolan, Holland levou essa mentalidade para Homem Aranha. Ele passou a pressionar o estúdio por mais preparação. Segundo ele: “Não vamos chegar ao set para descobrir o filme lá.” Holland queria que todos soubessem exatamente por que aquela história precisava existir. Não apenas porque era o quarto filme do Homem-Aranha. “Precisávamos saber por que estávamos fazendo esse filme.”

Zendaya também está em A Odisseia
Embora Tom Holland e Zendaya estejam juntos no elenco de A Odisseia, os personagens dos dois não dividem cenas. Mesmo assim, Holland fez questão de visitar o set no primeiro dia de trabalho da atriz. “Eu só queria estar lá.” A frase resume bem o momento atual da vida dele. Menos correria. Mais presença. Mais escolhas conscientes. Quando o jornalista encontrou Robert Pattinson em Los Angeles, ele parecia estar vivendo uma fase muito diferente daquela que o público costumava associar a ele. Nada de festas intermináveis. Nada da energia caótica dos tempos de “Crepúsculo”. Agora havia: uma casa alugada em Beverly Hills; sua parceira, Suki Waterhouse; uma filha de dois anos; e uma rotina surpreendentemente doméstica.

“Talvez eu tenha virado burguês”
Durante anos Pattinson se considerou um típico morador do lado leste de Los Angeles. Era o território dos artistas independentes, músicos e pessoas que evitavam Beverly Hills. Mas as coisas mudaram. Agora ele mora justamente em Beverly Hills. E admitiu, rindo: “Talvez eu tenha ficado meio burguês.” Segundo ele, antes só ia ao bairro para reuniões com agentes ou compromissos profissionais. Hoje vê o local de outra forma. “Na verdade, tudo é bem agradável.”

A filha que já viajou mais do que muita gente
Poucos dias antes da entrevista, Pattinson e Suki Waterhouse haviam comemorado o segundo aniversário da filha. E a menina já acumulava um currículo de viagens impressionante. Segundo o ator:
“Ela já foi para mais lugares do que muita gente.” A criança acompanhou os pais em turnês, gravações e viagens internacionais. Pattinson citou: Boston; sets de filmagem; eventos; até mesmo o Mardi Gras. Tudo antes dos dois anos de idade.

Como a paternidade mudou sua vida
Pattinson acredita que ter uma filha o transformou. Segundo ele: “Estou muito mais relaxado em relação a várias coisas.” Quando a filha nasceu, ele sentiu uma explosão de energia. Mas, ao mesmo tempo, sua rotina mudou completamente. Antes, trabalhava alguns meses por ano e passava o restante do tempo vivendo sem grandes responsabilidades. Agora? Vai dormir cedo. Muito cedo. Tão cedo que virou motivo de piada. Ele contou que viu um vídeo no TikTok em que as pessoas falavam sobre dormir cedo como se fosse um vício. “Você já tentou dormir às sete da noite?”. Segundo Pattinson: “É realmente divertido.”

“Batman Parte II” está chegando
Embora estivesse aproveitando a vida familiar, Pattinson já se preparava para voltar ao papel de Bruce Wayne. Batman: Parte II estava prestes a começar as filmagens. Recentemente, o coordenador de dublês entrou em contato com ele. A notícia não foi exatamente animadora. “Onze semanas de gravações noturnas.” A reação de Pattinson: “Com licença?” Ele sequer havia recebido o cronograma completo ainda.

A eterna discussão sobre seu físico de Batman
Pattinson também voltou a brincar com uma polêmica antiga. Quando Batman foi lançado, muita gente comentou que ele parecia menos musculoso do que outros intérpretes do personagem. Isso o incomoda até hoje. Porque, segundo ele: “Eu treinava todos os dias.” Na verdade, treinava duas vezes por dia. Muitas vezes às três da manhã. Mas acredita que algumas entrevistas que concedeu acabaram piorando a situação. Especialmente uma em que afirmou que academia não era algo particularmente interessante. Hoje ele ri da repercussão. “Eu estava só tentando parecer legal.”

Hogwarts pode ser a primeira escola da filha dele
As filmagens de Batman Parte II acontecerão perto dos estúdios Leavesden, no Reino Unido. Por coincidência, é o mesmo local onde está sendo produzida a nova série de Harry Potter. Durante uma visita ao complexo, Pattinson descobriu algo curioso. Existe uma escola utilizada pelas crianças do elenco. E ele começou a cogitar a ideia de matricular sua filha lá. Brincando, comentou: “É para lá que você vai. Para Hogwarts.” Depois admitiu: “Sinceramente, pode acabar sendo mesmo a primeira escola dela.”

Seis filmes seguidos
Enquanto Batman Parte II era adiado repetidamente, Pattinson continuava aceitando novos trabalhos. O resultado? Uma sequência impressionante de produções. Entre elas: The Drama; Die My Love;
Duna: Parte III; A Odisseia. Segundo ele: “Eu pensava: vou fazer só mais um filme enquanto espero.” E então acabava fazendo vários.

O produtor que descobriu que não manda em nada
Além de atuar, Pattinson também começou a produzir. Mas descobriu rapidamente que a função não era exatamente o que imaginava. Segundo ele: “Você acha que, sendo produtor, terá autoridade total.” Então percebe a realidade. “Você não tem autoridade nenhuma.” Ele resumiu a experiência da seguinte forma: “Você tem toda a responsabilidade e nenhum poder.” Depois completou, rindo: “Você vira basicamente um ombro para as pessoas chorarem.”

Seu personagem em “A Odisseia”
Em “A Odisseia”, Pattinson interpreta Antínoo. Um dos pretendentes que ocupam o palácio de Penélope enquanto Odisseu está desaparecido. O ator descreve o personagem como: “meio nojento” e revelou sua principal inspiração: James Woods em Cassino (1995). Segundo Pattinson, ele queria trazer uma energia parecida para o personagem. Inclusive sugeriu algo bastante específico durante as provas de figurino. “Eu queria usar cuecas de oncinha.” Ele imaginava que elas aparecessem discretamente por baixo da roupa grega. Infelizmente, a matéria não confirma se Nolan aprovou a ideia.

O astro que desistiu de se reinventar
Quando o jornalista lembrou a Pattinson que, anos atrás, ele queria reconstruir sua carreira após “Crepúsculo”, perguntou se o plano havia funcionado. A resposta foi surpreendente. “Não.” Pattinson explicou que, depois de um grande sucesso, as pessoas imaginam que todas as portas se abrem automaticamente. Mas isso não acontece. “Não existe uma porta secreta.” Ele percebeu que Hollywood continua difícil para todos. Mesmo para alguém como ele. Hoje, seu objetivo é mais simples. Parar de tentar controlar a narrativa. Parar de tentar se reinventar o tempo todo. “Só existe um número limitado de vezes que você pode reinventar sua imagem pública.” E concluiu: “Minhas previsões sobre o que o público quer normalmente são um desastre.” As filmagens principais de A Odisseia terminaram em 5 de agosto de 2025, nos estúdios da Universal. Mesmo assim, o encerramento da produção não foi simples. A última semana aconteceu em Falls Lake, um enorme tanque de água usado em diversas produções de Hollywood. Foi lá que Nolan afundou uma réplica do navio de Odisseu.

Nem no estúdio foi fácil
Ao longo das filmagens, a equipe criou uma espécie de piada interna. Sempre que chegavam a uma nova locação, alguém dizia: “A próxima vai ser mais fácil.” Mas nunca era. Matt Damon lembrou que na Islândia todos imaginavam que finalmente teriam um pouco de tranquilidade. Em vez disso encontraram: chuva horizontal; frio extremo; ventos violentos. Segundo Damon: “A Islândia: ‘Fácil? Segura minha cerveja.’” Quando finalmente chegaram ao estúdio em Los Angeles, todos acreditaram que o sofrimento tinha acabado. Mas Christopher Nolan tinha outros planos.
Damon contou: “Chegamos lá e o Chris colocou dois motores de avião jogando água em cima da gente.” Resultado? Até o ambiente controlado do estúdio era: frio; molhado; desconfortável. segundo Damon: “Foi um encerramento perfeito.”

O telefonema após o fim das filmagens
No dia seguinte ao término de A Odisseia, Matt Damon ligou para o jornalista. Ele estava olhando pela janela para um belo dia ensolarado na Califórnia. Mas parecia emocionalmente abalado. Não por exaustão. Por nostalgia. Segundo ele: “Foi uma experiência muito estranha.” Durante toda a produção, Damon sentiu como se estivesse voltando ao passado. Ao período em que começou sua carreira. A uma forma de fazer cinema que praticamente não existe mais.

“Eu sabia que talvez fosse a última vez”
Foi nesse momento que Damon fez uma das declarações mais marcantes da matéria. Segundo ele: “Eu sabia que provavelmente seria a última oportunidade da minha vida de participar de algo assim.” O ator acredita que Hollywood está mudando rapidamente. Produções gigantescas filmadas em dezenas de locações reais, utilizando película física e recursos praticamente ilimitados, estão se tornando cada vez mais raras. E ele tem consciência de que sua própria carreira também está entrando em outra fase.

Matt Damon aos 55 anos
Quando o jornalista voltou a encontrá-lo meses depois, Damon estava em Los Angeles visitando universidades com uma das filhas. Agora aos 55 anos, ele parecia refletir muito sobre o tempo.
Durante o encontro, os dois passearam pelo Chateau Marmont procurando uma fotografia antiga do ator. Quando finalmente encontraram a imagem, Damon apareceu ao lado de Ben Affleck e Casey Affleck em uma festa de aniversário. Ele olhou para a foto e comentou: “Nem me lembro disso.”

O medo que nunca desaparece
A conversa então chegou a um tema curioso. Segurança profissional. Ou a falta dela. Mesmo após décadas de sucesso, Damon disse que ainda sente a insegurança típica dos atores. Ele relembrou uma conversa que teve com Tom Cruise logo após o sucesso de Gênio Indomável. Na época, Cruise já era uma das maiores estrelas do planeta. Mesmo assim, Damon percebeu algo. Tom Cruise também se preocupava com o próximo trabalho. Também se perguntava o que viria depois. Depois daquela conversa, Damon comentou com Ben Affleck: “Tom Cruise não tem segurança profissional.” A conclusão o chocou. Se nem Tom Cruise tinha, quem teria?

Menos trabalho, mais família
Hoje, Damon trabalha muito menos do que no início da carreira. Além de atuar, dedica parte do tempo à Artists Equity, produtora fundada por ele e Ben Affleck. Também tenta ficar mais tempo com a família. Sua filha mais nova acabou de entrar na faculdade. E ele sabe que esse período passa rápido. Segundo Damon: “Já vivi isso algumas vezes e sei como esses anos desaparecem depressa.”

“Talvez seja a vez de outra pessoa”
Outra mudança é sua relação com a atuação. No passado, aceitava praticamente tudo. Hoje é mais seletivo. Ele citou uma frase de Clint Eastwood: “Você acaba ficando cansado de se ver na tela.” Damon entende perfeitamente o sentimento. Segundo ele: “Talvez seja a vez de outra pessoa.” Isso não significa que perdeu o amor pelo trabalho. Significa apenas que agora escolhe projetos com muito mais cuidado.

O futuro do cinema
No fim da entrevista, a conversa voltou para A Odisseia. Damon acredita que o filme representa algo que está desaparecendo. Uma superprodução: filmada em película; feita em locações reais;
sem depender excessivamente de estúdios virtuais; construída fisicamente diante das câmeras. Segundo ele: “Não acho que as pessoas continuarão recebendo recursos para fazer filmes assim por muito mais tempo.” Claro, alguns diretores ainda conseguirão. Ele citou especificamente: Christopher Nolan; Denis Villeneuve; Steven Spielberg. Mas acredita que esse tipo de oportunidade está se tornando cada vez mais rara.

A última reflexão
Ao final da matéria, fica claro que A Odisseia é mais do que apenas um novo blockbuster de Christopher Nolan. Para Tom Holland, representa o início de uma nova fase da vida adulta. Para Robert Pattinson, é mais um capítulo de uma carreira que ele já não tenta controlar. Para Nolan, é a realização do projeto mais ambicioso que poderia fazer depois de Oppenheimer. E para Matt Damon, talvez seja a despedida de uma maneira de fazer cinema que ele ama. Uma forma de produção gigantesca, física, arriscada e quase impossível. Justamente o tipo de coisa que Christopher Nolan sempre acreditou que valia a pena tentar. Esse trecho final é um dos mais bonitos da matéria. Mas esse conhecimento — fazer tudo aquilo sabendo que estava chegando ao fim — acabou sendo estranhamente libertador, disse Damon. “Penso muito nisso, especialmente agora que meus filhos estão ficando mais velhos: tentar realmente estar presente no momento”, afirmou. “E isso é difícil para mim. Acho que tem a ver com a minha própria natureza. Mas também tem a ver com essa carreira, em que você está sempre tentando descobrir o que vem pela frente, porque é uma indústria muito incerta e bastante cruel. Tudo isso acabou me afastando do lugar onde eu estou agora mais do que eu gostaria.” Mas, segundo Damon, A Odiseia foi diferente. “Foi uma experiência em que eu estava totalmente presente todos os dias e amando cada momento.” E então aconteceu algo inesperado: “Todas as coisas que talvez tivessem sido difíceis para mim em outro momento da minha vida deixaram de ser difíceis. Elas se tornaram divertidas. Estar molhado e com frio não era um sofrimento. Na verdade, eu me sentia muito sortudo por estar vivendo aquilo. Parecia algo temporário, quase como um presente. Foi muito estranho. Nunca tinha experimentado algo assim antes.
E concluiu: “É por isso que pareço alguém que acabou de se converter. Mas é um sentimento que eu procurava há muito tempo e que finalmente encontrei.”

Fonte | Tradução: Gloria Mel

Suki Waterhouse, aos 34 anos, mãe de uma filha de dois anos com Robert Pattinson, relembra com nostalgia sua juventude selvagem em Notting Hill enquanto lança o álbum Loveland, que equilibra a saudade da vida impulsiva com a realização da maternidade e do amor maduro. Durante a entrevista com a Variety, ela celebra a transformação pessoal pós-parto, o reencontro com o parceiro e planeja mais filhos, mantendo a privacidade da família enquanto continua sua carreira musical e turnês. Confira!

Suki Waterhouse está se sentindo nostálgica. Em uma tarde cinzenta de primavera, a atriz, cantora e modelo de 34 anos me encontra em um aconchegante pub em Notting Hill, em Londres, bem em frente ao apartamento onde morou durante grande parte dos seus 20 anos. Seu empresário reservou uma mesa usando um pseudônimo, mas às 14h30 o local está praticamente vazio, exceto por alguns senhores tomando Guinness. “Isso foi completamente desnecessário”, brinca Waterhouse ao me cumprimentar. Vestindo um elegante casaco de Vivienne Westwood, ela acrescenta: “Mas talvez tenha me dado um ar de mistério.”

Na verdade, Suki está longe de ser misteriosa. Ela chegou antes de mim ao pub e já havia pedido uma Coca-Cola e uma porção de batatas fritas para dividir. Nos acomodamos em um canto mais reservado. Há um pedaço de papel de canudo sobre a mesa, mas ela simplesmente o afasta sem se incomodar e se encolhe na poltrona como um gato.

Uma semana digna de estrela. A semana já havia sido agitada. Tudo começou no Met Gala, onde Suki chamou atenção usando um vestido rosa decotado de Michael Kors inspirado em esculturas gregas esculpidas em mármore rosado. A escolha foi apropriada. Pessoalmente, ela parece uma deusa. Sua pele parece retocada digitalmente, exceto por algumas sardas no nariz. O cabelo loiro-mel, cortado em um estilo shag que inspirou inúmeras mulheres (inclusive a jornalista), é incrivelmente brilhante. Suki comenta: “Desde que tive minha filha, talvez tenha saído para apenas duas grandes noites.” Ela divide uma filha de dois anos com o parceiro, o ator Robert Pattinson, com quem se relaciona desde 2018. Os dois se conheceram durante uma famosa noite de jogos entre celebridades em Los Angeles.

Sobre o Met Gala, ela ri: “E sim, ficamos acordados até as sete da manhã.” Uma estrela em ascensão e uma mudança ainda maior. Enquanto sua carreira musical crescia, outra transformação acontecia. No início de 2024, Suki deu à luz sua filha. Pouco mais de um mês depois… ela estava se apresentando no Coachella. Hoje, olhando para trás, ela mal consegue acreditar. “Foi como um sonho.” Ou talvez um estado de transe. Ela descreve aquele período como um turbilhão emocional. “Quando ela nasceu, tantas coisas incríveis estavam acontecendo ao mesmo tempo.”

Suki acredita que, se tiver outro filho no futuro, talvez a experiência seja mais tranquila. Mas daquela vez não havia escolha. Tudo aconteceu de uma vez. A maternidade mudou profundamente sua percepção da vida. Segundo ela: “Tudo ficou tão real que chega a doer.” Ao mesmo tempo, descreve a experiência como: divertida; delicada; frágil; emocionante; engraçada. Uma mistura de sentimentos impossíveis de separar. Entre a liberdade e o lar.

Musicalmente, Loveland foi inspirado por artistas como: The Stone Roses, PJ Harvey The Replacements. Mas, emocionalmente, o álbum gira em torno de duas forças opostas. Por um lado: a nostalgia dos anos mais selvagens da juventude. Por outro: o desejo de estar em casa com a família.

“Existe esse lado impulsivo e despreocupado que eu sempre quero perseguir.” Mas também: “Existe uma parte de mim que sente falta dos momentos íntimos e aconchegantes.” Segundo ela, ambas as versões são igualmente verdadeiras.

A música sobre Notting Hill. Uma das faixas do álbum se chama simplesmente: Notting Hill. A canção é uma homenagem aos seus vinte e poucos anos. Às ressacas. Às corridas pelas ruas do bairro. E aos sonhos românticos inspirados no filme clássico estrelado por Hugh Grant. Mas existe outro motivo para a música ser especial. Foi naquele apartamento de Notting Hill que ela se apaixonou por Robert Pattinson. Ao mencionar isso durante a entrevista, Suki cora. “Foi realmente lá que eu me apaixonei pelo Rob.” De corações partidos a um amor diferente.

Grande parte das músicas que Suki escreveu no início da carreira falava sobre: relacionamentos tóxicos; desilusões amorosas; dores da juventude. Ela define aquele período como: “A montanha-russa dolorosa da feminilidade.” Mas Loveland é diferente. Agora seu coração está aberto por outros motivos. “Foi interessante ter meu coração partido de uma forma diferente desta vez.” Não pela dor.

Mas pelo amor. Robert Pattinson é a musa de Loveland. Ou melhor… o muso. É impossível ouvir o álbum sem perceber a influência de Pattinson. A faixa de abertura e primeiro single, “Back in Love”, celebra tanto a recuperação emocional de Suki após o parto quanto a nova fase do relacionamento dos dois. Ela explica: “Minha identidade parecia ter sido completamente desmontada quando me tornei mãe.” Vieram dúvidas. Inseguranças. Mudanças hormonais intensas. “Os hormônios depois de ter um bebê são extremamente fortes.” A música fala sobre reencontrar a confiança em si mesma. E também sobre redescobrir o relacionamento. “Não é que eu tenha deixado de amar meu parceiro.” Mas tudo mudou. Segundo ela: “O relacionamento antigo desaparece.” E então um novo relacionamento precisa ser construído. “É uma celebração da beleza disso tudo. Nós sobrevivemos.”

Suki também não quer que a filha cresça sentindo a pressão de ter pais famosos. Durante a entrevista, ela faz uma reflexão simples: “E se ela quiser ser uma cientista incrível?” Ela acredita que a criança deve ter liberdade para escolher o próprio caminho. “Daqui a vinte anos veremos se ela vai querer fazer algo público ou não.” Mas admite, rindo, que existe um detalhe preocupante. “Infelizmente, ela é bastante teatral.”

A música que fala diretamente sobre Robert. Uma das faixas mais pessoais de Loveland é “Tiny Raisin”. Na música, Suki canta: “Esse é o nome dele no meu pingente / Essa é minha filha nos braços dele.” A canção mistura amor, humor e os desafios do pós-parto. Segundo ela: “Existe muita angústia pós-parto ali, mas também muito amor.” O refrão, porém, deixa pouco espaço para dúvidas sobre quem inspirou a música. Ela canta: “Esse é o meu homem / Meu Deus.” Ciúmes? Nem pensar. Outra faixa importante do álbum é “Morals”. A inspiração surgiu durante uma conversa sobre os desafios de namorar um ator. Quando perguntada se sente ciúmes de Pattinson trabalhando com outras atrizes, Suki parece genuinamente surpresa. “Meu Deus.” E então responde: “Se eu me preocupasse com isso, estaria deitada no chão neste momento.” Ela ri. “Eu nem conseguiria sair da cama.”

A música mais importante do álbum. Apesar das faixas românticas e divertidas, Suki diz que o coração de Loveland está na última música: “Weirdo”. A canção fala sobre sentir falta de Pattinson enquanto ambos estão trabalhando. Logo no início ela canta: “Você está em um set de filmagem / Isso é a Roma Antiga?” Uma referência direta às gravações de The Odyssey, de Christopher Nolan, que Pattinson filmava durante a criação do álbum. No refrão, ela canta: “Sonhos se realizam / Mas eles me levam para longe de você.”

Amor à distância. Segundo Suki, a música não é uma reclamação. Pelo contrário. É uma aceitação da realidade que vivem. Os dois estão realizando sonhos profissionais enormes. Mas isso frequentemente significa passar longos períodos separados. Ela resume o sentimento de forma divertida: “Faz tempo que não escovo os dentes ao seu lado.” Para ela, a música fala sobre maturidade. “Não é sobre dizer que isso é horrível.” É sobre entender que essas fases passam. E confiar que o relacionamento permanece forte. Londres virou a base da família. Pelo menos por enquanto.

Enquanto Pattinson grava The Batman: Parte II, Suki está se preparando para sua nova turnê norte-americana. Isso significa que a família passará boa parte de 2026 em Londres. Uma raridade para dois artistas que vivem constantemente viajando. Casamento? Talvez. A entrevista também aborda um tema que os fãs acompanham há anos. O casamento.

Embora Suki e Robert nunca tenham anunciado oficialmente um noivado, ela foi vista usando um anel de noivado pouco depois de revelar sua gravidez. O anel continua lá. Brilhando em sua mão. Quando questionada sobre o assunto, ela ri. “Nada é mais assustador do que planejar um casamento, certo?” E então faz uma revelação divertida. “Vou ao casamento da Taylor e talvez encontre alguma inspiração.” Ela acrescenta: “Vai ser incrível.” Mais filhos? Sim. Definitivamente!

Ao final da entrevista, Suki diz que sente que finalmente encontrou seu lugar. Hoje, sua vida gira em torno da criação. Criar música. Criar arte. Criar uma família. Quando pensa no futuro, ela tem um objetivo bastante claro: “Quero continuar criando.” E depois acrescenta: “E talvez ter uma família maior.” Quantos filhos? Ela já tem a resposta. “No máximo mais dois.” E conclui, sorrindo: “Seria legal.”

Fonte: Variety | Tradução: Glória Mel – RPBR