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Autor: Ana Paula

Robert Pattinson, Matt Damon e Tom Holland estampam as três capas diferentes da edição da conceituada revista “GQ” deste mês, que tem como destaque o novo filme de Christopher Nolan, “A Odisseia”. Além de um ensaio fotográfico pra lá de lindo, a publicação também teve a oportunidade de ter uma longa conversa com o trio de atores e o aclamado diretor, que contaram detalhes sobre os desafios que enfrentaram durante as filmagens do filme, que percorreu 7 países diferentes em apenas 91 dias. Veja à seguir as fotos do ensaio e a entrevista traduzida pela Equipe RPBR. Vale muito a pena ler!

Por Dentro da Produção de “A Odisseia” com Matt Damon, Tom Holland, Robert Pattinson e Christopher Nolan.

Como três dos maiores astros de Hollywood lideraram uma equipe de centenas de pessoas para ajudar Nolan a criar seu blockbuster mais épico e ambicioso até hoje. No oeste da Sicília existe uma ilha chamada Favignana, muito popular entre turistas italianos durante o verão. Antigamente ela era conhecida como Aegusa, ou “ilha das cabras”. Acredita-se que Odisseu e sua tripulação tenham passado por lá antes do fatídico encontro com o Ciclope. Hoje, a ilha abriga uma antiga fábrica de atum abandonada e as ruínas do Castello di Santa Caterina, um local que o diretor Christopher Nolan escalou a pé no final de 2024, subindo cerca de 270 metros de altitude.

Nos filmes de Nolan, é comum vermos mundos alternativos ou realidades ampliadas — A Origem, Interestelar, Tenet e a trilogia de Batman. Mas ele também é um grande defensor da autenticidade. Segundo o diretor: “Em algum nível, vejo meu trabalho como uma longa tentativa de encontrar um momento de magia em um lugar real — um pôr do sol real, um castelo real.” O Castello di Santa Caterina era um castelo real perfeito para representar Ítaca, a terra natal de Odisseu e um dos cenários centrais de A Odisseia. Mas havia um problema. A trilha que levava até o topo da montanha era estreita demais para acomodar toda a estrutura necessária para uma produção desse porte. O caminho levava cerca de 45 minutos para ser percorrido e não podia ser facilitado. A produção chegou a discutir a construção de uma nova estrada. “Teríamos usado veículos 4×4 para levar toda a equipe até lá”, contou Nolan. Mas, perto do início das filmagens, ficou claro que a estrada jamais seria construída.

Resolver problemas em escala gigantesca
Todo diretor precisa resolver problemas. Nolan faz isso em uma escala diferente. Robert Pattinson relembrou uma situação durante as gravações de Tenet, na Estônia. Uma cena exigia que carros se movessem para trás utilizando um equipamento especial chamado “pod”, que permitia que um motorista dublê escondido controlasse o veículo. O problema? O equipamento não funcionava com os carros disponíveis naquele dia. A solução foi simples e absurda ao mesmo tempo. Segundo Pattinson: “O coordenador de dublês disse: ‘Já usei BMWs com esse equipamento antes. Vamos simplesmente à concessionária BMW agora e comprar dois carros.’” E foi exatamente o que fizeram. Em menos de uma hora, o problema estava resolvido.

Como filmar em um castelo no topo de uma montanha
No caso do castelo de Favignana, a solução foi simplesmente aceitar a dificuldade. Quem pudesse subir a pé, subiria. Quem não pudesse, utilizaria helicópteros. Os helicópteros também serviriam para transportar equipamentos. A equipe construiu ainda uma plataforma suspensa na lateral da montanha para servir de área de almoço. A estrutura precisava suportar aproximadamente 200 pessoas ao mesmo tempo. No fim das contas, durante duas semanas inteiras de filmagem, toda a equipe começou cada dia na base da montanha e subiu cerca de 270 metros até o local das gravações. Para atores como Robert Pattinson, que interpreta Antínoo — um dos pretendentes da esposa de Odisseu — e Tom Holland, que vive Telêmaco, filho de Odisseu, isso significava fazer a subida usando figurinos da Grécia Antiga e sandálias. Para Nolan, significava observar Tom Holland, então com 29 anos e em ótima forma física, desaparecer montanha acima muito antes dele. Matt Damon, intérprete de Odisseu e veterano de aproximadamente 80 produções cinematográficas, resumiu a situação: “Cada locação deste filme teria sido a mais difícil de qualquer outro filme em que já trabalhei. E elas vieram uma atrás da outra.”

Uma equipe exausta
Quando Pattinson chegou a Favignana, em abril de 2025, foi para o resort onde ficaria hospedado. O lugar estava praticamente vazio. As filmagens já aconteciam havia mais de um mês e a equipe começava a sentir o desgaste. “Eu estava sozinho no bar do hotel”, contou Pattinson. Pouco a pouco, membros da equipe começaram a aparecer. E todos pareciam estar completamente exaustos. “Nunca vi tantas pessoas parecerem tão cansadas.” Naquele momento, a produção ainda nem havia chegado à metade. A equipe já tinha passado por diversos países. Segundo Pattinson: “No final de cada dia as pessoas estavam destruídas.” Seis países, 91 dias e mais de 600 quilômetros de filme IMAX ao todo, A Odisseia foi filmado durante 91 dias em 2025. As gravações passaram por: Marrocos, Grécia, Itália, Islândia, Escócia e Estados Unidos. Christopher Nolan utilizou mais de 2 milhões de pés de película IMAX, uma quantidade gigantesca de filme físico.

Tom Holland, mesmo acostumado às superproduções da Marvel, ficou impressionado ao chegar ao set no Marrocos. Ele se lembra de caminhar durante quase meia hora pela praia vendo apenas: soldados gregos, navios gregos, soldados gregos, mais navios gregos. Segundo ele: “Parecia mais uma reconstituição histórica do que um set de filmagem.”

Matt Damon teve uma reação semelhante: “Cheguei àquelas locações pensando: quem foi o maluco que achou que dava para filmar um filme aqui?” Trabalhar com Christopher Nolan exige um tipo raro de dedicação. Em determinado momento da produção, Matt Damon observava a equipe construir rapidamente uma plataforma na lateral de uma montanha para sustentar um enorme guindaste de câmera. Enquanto admirava a cena, o assistente de direção Nilo Otero comentou algo que ficou marcado em sua memória: “O interessante é que todas as pessoas aqui poderiam estar trabalhando em um filme mais fácil e ganhando mais dinheiro.” Segundo Damon: “E isso é verdade.”

Nolan prospera no caos. Hoje, Nolan encara desafios gigantescos com uma naturalidade impressionante. Mas isso não aconteceu da noite para o dia. Ele relembrou que A Origem (2010) foi o primeiro filme em que decidiu filmar em sete países diferentes. Na época, isso parecia inviável. “Era supostamente impossível. Mas pensamos: vamos descobrir um jeito.” Foi nesse momento que Nolan percebeu que gostava justamente do que era mais complicado. Segundo ele, a constante mudança de países, paisagens e desafios mantém toda a equipe energizada. “Ir da Islândia para a Escócia e depois para o Marrocos dá um novo fôlego para todo mundo.” Para ele, isso é muito mais estimulante do que passar meses filmando sempre no mesmo lugar.

Um filme de 250 milhões de dólares
“A Odisseia” custou aproximadamente 250 milhões de dólares. Mesmo assim, os estúdios costumam dar liberdade a Nolan porque sabem que ele entrega resultados. Matt Damon comparou o tamanho da produção a surfar uma onda gigante: “Uma onda duas vezes maior não é apenas duas vezes mais poderosa. Ela é exponencialmente mais poderosa.” Segundo ele, trabalhar em um filme dessa escala é algo completamente diferente.

O paradoxo Christopher Nolan
Nolan ocupa uma posição curiosa em Hollywood. Seus filmes são enormes, caros e destinados ao grande público. Mas também costumam ser complexos, cheios de conceitos difíceis e estruturas narrativas desafiadoras. Muitas vezes nem mesmo os próprios atores entendem completamente o que está acontecendo. Robert Pattinson relembrou as gravações de Tenet. Perto do final da produção, ele comentou com John David Washington: “Acho que estou morto. Acho que sempre estive morto.” Washington respondeu: “Você não está morto. Do que você está falando?” O homem que transformou um físico teórico em um sucesso de bilheteria.

Apesar de fugir das fórmulas tradicionais dos blockbusters, Nolan continua obtendo enormes sucessos comerciais. O exemplo mais recente foi Oppenheimer. O filme arrecadou quase 1 bilhão de dólares, recebeu 13 indicações ao Oscar e venceu 7 estatuetas, incluindo: Melhor Filme e Melhor Diretor. Além disso, Nolan possui um feito raro. Praticamente não há fracassos em sua filmografia. Ele nunca dirigiu um filme amplamente considerado ruim. E nenhum de seus projetos arrecadou menos do que custou para ser produzido.

O que o público realmente quer
Quando questionado sobre o motivo de seu sucesso, Nolan evita respostas definitivas. Mas ofereceu uma teoria. Segundo ele: “Se você ama cinema e entende a história de Hollywood, percebe que o público quer algo novo.” E continuou: “As pessoas querem algo que nem elas mesmas sabem que querem.” Por isso, para Nolan, a única aposta realmente segura é justamente aquilo que parece arriscado. “A única certeza é algo que não é uma certeza.” Ele admite que isso assusta os estúdios. Mas acredita que filmes só podem ser feitos dessa forma: “Você precisa arriscar tudo em cada projeto.”

Dentro da sala de montagem
Quando a revista visitou Nolan, em fevereiro de 2026, ele estava trabalhando na mixagem final de “A Odisseia”. O encontro aconteceu em um estúdio da Warner Bros. Mesmo após sua mudança para a Universal, Nolan continua utilizando o local para finalizar seus filmes. Na sala estavam: Christopher Nolan, Jennifer Lame (montadora), Equipe de som, Equipe de diálogos, Equipe musical. Na tela era exibida uma cena envolvendo: Tom Holland como Telêmaco, Jon Bernthal como Menelau, e Nolan observava atentamente os sons de fundo da sequência. Em determinado momento, percebeu uma gargalhada particularmente alta. Calmamente comentou: “Um pouco arriscado.” E explicou: “Você não quer que alguém na plateia pense que as pessoas estão rindo da cena.” A equipe ajustou os níveis de áudio. Ouviram novamente. Depois de alguns segundos, Nolan sorriu. “Acho que gostei.” Um dos técnicos perguntou: “Estavam bagunçando demais?” Nolan respondeu: “Sim, mas era uma bagunça boa.”

O diretor que intimida seus próprios atores
Nolan é conhecido por ser reservado. Mas também inspira uma mistura de admiração e medo entre seus colaboradores. Robert Pattinson contou que recebeu uma ligação do diretor sobre “A Odisseia”.
Sua reação foi: “Mal posso esperar para ler o roteiro.” Nolan respondeu: “Você quer ler?” E completou: “E todos os envolvidos simplesmente disseram que sim.”

O telefonema que Tom Holland não queria fazer
Quando Nolan ofereceu o papel de Telêmaco a Tom Holland, surgiu um problema. As datas de filmagem coincidiam exatamente com as de Spider-Man: Um Novo dia. Holland tinha contrato com a Sony e a Marvel. Ele sabia que teria uma conversa difícil pela frente. Segundo o ator: “Eu disse ao Chris: quero fazer este filme, mas vou precisar ligar para a Sony e ter uma conversa muito desconfortável.” E foi exatamente o que aconteceu. E não era qualquer compromisso. Holland é o Homem-Aranha de uma das franquias mais valiosas de Hollywood. Mesmo assim, ele queria trabalhar com Nolan. Então decidiu ligar diretamente para Tom Rothman, presidente da Sony Pictures. A conversa prometia ser desconfortável. Mas o resultado surpreendeu. A Sony aceitou adiar as filmagens de Homem Aranha. Segundo Holland, a decisão aconteceu não apenas por respeito a ele, mas também pela confiança que a indústria deposita em Nolan. “Uma das razões pelas quais a Sony concordou em mudar as datas é porque Chris tem a reputação de alguém que não vai atrasar um filme em cinco meses nem prender um ator por dois anos.” Holland acredita que com outro diretor a conversa poderia ter sido completamente diferente.

E os números provam isso. A Odisseia começou exatamente na data planejada. E terminou nove dias antes do cronograma previsto.

Um homem obcecado pelo tempo
Durante a entrevista, o jornalista percebeu algo curioso. Tudo ao redor de Nolan parecia funcionar como um relógio. Organização. Precisão. Pontualidade. Era como se o mundo inteiro se movesse no ritmo dele. Talvez isso não seja coincidência. Afinal, o tempo é o grande tema da carreira de Christopher Nolan. Desde Amnésia (Memento), lançado em 2000, até Interestelar, A Origem e Tenet, o diretor retorna constantemente à mesma questão: o que o tempo faz com as pessoas. Quando perguntado sobre isso, Nolan respondeu: “Costumam me perguntar por que faço filmes sobre o tempo.” E então explicou: “Minha resposta mais simples é que eu sempre vivi dentro dele.” Para ele, o tempo é: “o motor da vida humana.” Aquilo contra o qual todos lutam;
aquilo que atormenta todos nós. Segundo Nolan: “É a coisa que nos persegue o tempo todo.”

A vida pessoal influenciando seus filmes
Nolan raramente fala sobre si mesmo. Mas admite que sua vida influencia diretamente seus projetos. Ele relembrou que, quando se casou, costumava criar histórias em que a motivação principal era uma esposa perdida ou falecida. Depois vieram os filhos. E seus filmes começaram a falar cada vez mais sobre paternidade. Matt Damon contou que sentiu isso profundamente ao ler o roteiro de Interestelar. Na época, seus filhos ainda eram pequenos. Ele estava longe deles trabalhando. Ao terminar a leitura, ligou para Nolan. “O que é essa sua obsessão com isso?” Afinal, o filme fala justamente sobre um pai que perde a infância dos próprios filhos enquanto está distante deles. Nolan e sua esposa, Emma Thomas, têm quatro filhos. E ele admite que existe um conflito constante em sua vida. “O desejo de estar com a família e as responsabilidades que me puxam para longe dela.” Segundo ele, essa tensão aparece repetidamente em seus filmes.

O sucesso de “Oppenheimer” abriu uma nova porta
Depois do enorme sucesso de “Oppenheimer”, Nolan sentiu que precisava fazer algo ainda mais ousado. Ele acredita que diretores têm uma responsabilidade quando alcançam esse nível de sucesso.
Segundo ele: “Se você tem a sorte de fazer um projeto bem-sucedido, precisa se perguntar: o que posso fazer agora que antes não poderia?” Ele relembrou que foi exatamente isso que aconteceu após “Batman: O Cavaleiro das Trevas”. O sucesso daquele filme abriu caminho para “A Origem”. Da mesma forma, o sucesso de Oppenheimer abriu caminho para “A Odisseia”. Nolan pensou: “Precisamos usar essa oportunidade para fazer a coisa mais ambiciosa possível.”

Por que adaptar Homero?
A resposta acabou sendo surpreendente. Nolan decidiu adaptar A Odisseia, de Homero. Ao revisitar o poema, percebeu algo curioso. A obra é composta quase inteiramente por grandes momentos de recompensa emocional. Mas oferece poucos preparativos para esses momentos. Ele usou o exemplo de Argos, o cachorro de Odisseu. No poema original, quando Odisseu retorna para casa, Argos o reconhece imediatamente. É um dos momentos mais emocionantes da história. Mas Homero praticamente não prepara o público para isso. Não há construção. Não há antecipação. Isso acontece porque os espectadores da época já conheciam a história. Segundo Nolan: “As preparações já existiam na cabeça do público.” Para um filme moderno, porém, isso não funciona da mesma forma. Então ele percebeu que seu trabalho seria justamente criar esses preparativos sem perder a essência do poema. Foi aí que o projeto finalmente se abriu para ele.

Nolan pediu uma câmera nova para a IMAX
Desde o início, Nolan sabia exatamente como queria filmar “A Odisseia”. Mas havia um problema técnico. As câmeras IMAX são enormes e extremamente barulhentas. Elas funcionam perfeitamente para paisagens gigantescas. Mas não para cenas íntimas de diálogo. Nolan queria as duas coisas. Então fez um pedido incomum à IMAX: criar uma solução que permitisse filmar conversas próximas usando câmeras IMAX. A empresa desenvolveu uma cobertura especial para reduzir o barulho. Mas surgiu um novo problema. A proteção bloqueava parcialmente a visão dos atores. Mais uma vez, Nolan improvisou. Ele criou um sistema de espelhos para projetar o rosto do ator que estava contracenando ao lado da lente. Tom Holland ficou impressionado. “Chris não falsifica nada.” E completou: “Tudo é real. Tudo aquilo ao que você está vendo é exatamente o que ele quer que você veja.”

Matt Damon chutando uma tigela a 60 metros de distância
Robert Pattinson relembrou uma cena curiosa. Seu personagem precisava reagir a um som distante. Ele perguntou a Nolan: “Você vai colocar o efeito sonoro depois?” Nolan respondeu:
“Não. O Matt vai fazer isso.” Matt Damon e Anne Hathaway estavam filmando a cena real a aproximadamente 60 metros de distância. Pattinson mal conseguia vê-los. Mas Nolan insistiu que tudo acontecesse de verdade. Segundo Pattinson: “Matt estava literalmente fazendo a cena inteira só para chutar uma tigela.” E concluiu: “É completamente maluco.” Quando o jornalista encontrou Tom Holland na primavera de 2026, em Los Angeles, o ator estava vivendo um momento de transição. Em breve ele iniciaria a divulgação de dois dos maiores filmes de sua carreira recente: “A Odisseia” e “Homem Aranha: Um novo dia”. Mas havia algo diferente nele. O próprio Holland sentia isso.

O fim de um capítulo
O jornalista havia entrevistado Holland pela primeira vez em 2019. Na época, ele tinha apenas 23 anos. Morava perto de Londres com os irmãos e alguns amigos. Segundo o próprio ator, aquela fase foi marcada por diversão, trabalho intenso e pelo início de seu relacionamento com Zendaya. Relembrando aquele período, Holland comentou: “Eu estava me divertindo muito.” Mas também admitiu: “Eu bebia naquela época.” Nos anos seguintes, ele decidiu parar completamente de beber. Hoje, considera esse período uma espécie de reinício. “Sinto que apertei o botão de reset.” Segundo Holland, ele finalmente encerrou o capítulo de ser apenas “uma criança em Hollywood”.

Matt Damon virou fã de Tom Holland
Matt Damon não economizou elogios ao colega. Ele acredita que Holland lida com um nível de exposição pública muito maior do que aquele que sua própria geração enfrentou. Principalmente por causa da fama global dele e de Zendaya. Damon comentou: “Eu adoro aquele cara.” E acrescentou: “Ele e Zendaya lidam com muito mais atenção do que eu jamais precisei enfrentar.” Segundo Damon, os dois fazem isso com enorme elegância.

O período longe das filmagens
Nos últimos anos, Holland praticamente desapareceu dos sets por um tempo. Foi uma decisão consciente. Ele sentia que precisava parar. Segundo o ator: “Eu estava trabalhando demais.” Além disso, queria amadurecer fora da indústria. Durante essa pausa, ele: jogou muito golfe; construiu uma casa em Londres; passou mais tempo com a família; tentou descobrir quem era além de ser uma estrela de cinema. Ele também queria ter certeza de que ainda amava atuar. “Somos muito sortudos por fazer esse trabalho.” E completou: “Quando ele vira apenas uma obrigação, algo está errado.”

Robert Pattinson acha que Tom viveu os anos loucos rápido demais
Robert Pattinson conhece Holland há bastante tempo. Os dois já trabalharam juntos em três produções diferentes. Segundo Pattinson: “Parece que ele viveu todos os anos malucos que uma pessoa deveria viver em oito anos.” Então brincou: “Enquanto eu tentei estender os meus até os 39.” O ator também comentou que a geração de Holland parece muito mais responsável do que a dele. “Eu não era exatamente um festeiro” Quando ouviu o comentário de Pattinson, Holland riu. Mas fez um esclarecimento. Segundo ele, sua juventude não foi exatamente uma sequência de festas. Na verdade, era quase o contrário. “Eu não era o tipo de pessoa que ficava indo para baladas.” O problema, segundo ele, era outro. “Eu ficava sozinho no quarto do hotel, acabava com o minibar e ia trabalhar no dia seguinte.” Ele resumiu a situação assim: “Eu sempre fui bastante responsável. Eu só bebia demais.”

O telefonema de Christopher Nolan mudou tudo
O que finalmente trouxe Holland de volta ao trabalho foi uma combinação de fatores. Havia o compromisso com “Homem Aranha”. Mas também houve um telefonema de Christopher Nolan. Segundo o ator, participar de “A Odisseia” acabou ajudando até mesmo o novo filme do Homem-Aranha. Como a Sony precisou adiar as filmagens, a equipe ganhou mais tempo para desenvolver o roteiro. Holland acredita que isso melhorou muito o resultado. “A Odisseia praticamente salvou Homem aranha.” Ele explicou que sem esse adiamento o diretor Destin Daniel Cretton talvez nem tivesse conseguido assumir o projeto.

A maior lição que Nolan lhe ensinou
Durante as gravações de A Odisseia, Holland ficou impressionado com a preparação de Nolan. Segundo ele: “O nível de preparação dele é algo que nunca vi antes.” O ator afirmou que não existe uma pergunta que Nolan não consiga responder imediatamente. Mais do que isso. Tudo é planejado. Tudo tem uma razão. Em determinado momento, uma sequência que deveria levar dois dias para ser filmada foi concluída em apenas um. Na hora do almoço, Nolan simplesmente anunciou: “Vamos terminar hoje.” E terminou.

“Não vamos descobrir isso no set”
Depois de trabalhar com Nolan, Holland levou essa mentalidade para Homem Aranha. Ele passou a pressionar o estúdio por mais preparação. Segundo ele: “Não vamos chegar ao set para descobrir o filme lá.” Holland queria que todos soubessem exatamente por que aquela história precisava existir. Não apenas porque era o quarto filme do Homem-Aranha. “Precisávamos saber por que estávamos fazendo esse filme.”

Zendaya também está em A Odisseia
Embora Tom Holland e Zendaya estejam juntos no elenco de A Odisseia, os personagens dos dois não dividem cenas. Mesmo assim, Holland fez questão de visitar o set no primeiro dia de trabalho da atriz. “Eu só queria estar lá.” A frase resume bem o momento atual da vida dele. Menos correria. Mais presença. Mais escolhas conscientes. Quando o jornalista encontrou Robert Pattinson em Los Angeles, ele parecia estar vivendo uma fase muito diferente daquela que o público costumava associar a ele. Nada de festas intermináveis. Nada da energia caótica dos tempos de “Crepúsculo”. Agora havia: uma casa alugada em Beverly Hills; sua parceira, Suki Waterhouse; uma filha de dois anos; e uma rotina surpreendentemente doméstica.

“Talvez eu tenha virado burguês”
Durante anos Pattinson se considerou um típico morador do lado leste de Los Angeles. Era o território dos artistas independentes, músicos e pessoas que evitavam Beverly Hills. Mas as coisas mudaram. Agora ele mora justamente em Beverly Hills. E admitiu, rindo: “Talvez eu tenha ficado meio burguês.” Segundo ele, antes só ia ao bairro para reuniões com agentes ou compromissos profissionais. Hoje vê o local de outra forma. “Na verdade, tudo é bem agradável.”

A filha que já viajou mais do que muita gente
Poucos dias antes da entrevista, Pattinson e Suki Waterhouse haviam comemorado o segundo aniversário da filha. E a menina já acumulava um currículo de viagens impressionante. Segundo o ator:
“Ela já foi para mais lugares do que muita gente.” A criança acompanhou os pais em turnês, gravações e viagens internacionais. Pattinson citou: Boston; sets de filmagem; eventos; até mesmo o Mardi Gras. Tudo antes dos dois anos de idade.

Como a paternidade mudou sua vida
Pattinson acredita que ter uma filha o transformou. Segundo ele: “Estou muito mais relaxado em relação a várias coisas.” Quando a filha nasceu, ele sentiu uma explosão de energia. Mas, ao mesmo tempo, sua rotina mudou completamente. Antes, trabalhava alguns meses por ano e passava o restante do tempo vivendo sem grandes responsabilidades. Agora? Vai dormir cedo. Muito cedo. Tão cedo que virou motivo de piada. Ele contou que viu um vídeo no TikTok em que as pessoas falavam sobre dormir cedo como se fosse um vício. “Você já tentou dormir às sete da noite?”. Segundo Pattinson: “É realmente divertido.”

“Batman Parte II” está chegando
Embora estivesse aproveitando a vida familiar, Pattinson já se preparava para voltar ao papel de Bruce Wayne. Batman: Parte II estava prestes a começar as filmagens. Recentemente, o coordenador de dublês entrou em contato com ele. A notícia não foi exatamente animadora. “Onze semanas de gravações noturnas.” A reação de Pattinson: “Com licença?” Ele sequer havia recebido o cronograma completo ainda.

A eterna discussão sobre seu físico de Batman
Pattinson também voltou a brincar com uma polêmica antiga. Quando Batman foi lançado, muita gente comentou que ele parecia menos musculoso do que outros intérpretes do personagem. Isso o incomoda até hoje. Porque, segundo ele: “Eu treinava todos os dias.” Na verdade, treinava duas vezes por dia. Muitas vezes às três da manhã. Mas acredita que algumas entrevistas que concedeu acabaram piorando a situação. Especialmente uma em que afirmou que academia não era algo particularmente interessante. Hoje ele ri da repercussão. “Eu estava só tentando parecer legal.”

Hogwarts pode ser a primeira escola da filha dele
As filmagens de Batman Parte II acontecerão perto dos estúdios Leavesden, no Reino Unido. Por coincidência, é o mesmo local onde está sendo produzida a nova série de Harry Potter. Durante uma visita ao complexo, Pattinson descobriu algo curioso. Existe uma escola utilizada pelas crianças do elenco. E ele começou a cogitar a ideia de matricular sua filha lá. Brincando, comentou: “É para lá que você vai. Para Hogwarts.” Depois admitiu: “Sinceramente, pode acabar sendo mesmo a primeira escola dela.”

Seis filmes seguidos
Enquanto Batman Parte II era adiado repetidamente, Pattinson continuava aceitando novos trabalhos. O resultado? Uma sequência impressionante de produções. Entre elas: The Drama; Die My Love;
Duna: Parte III; A Odisseia. Segundo ele: “Eu pensava: vou fazer só mais um filme enquanto espero.” E então acabava fazendo vários.

O produtor que descobriu que não manda em nada
Além de atuar, Pattinson também começou a produzir. Mas descobriu rapidamente que a função não era exatamente o que imaginava. Segundo ele: “Você acha que, sendo produtor, terá autoridade total.” Então percebe a realidade. “Você não tem autoridade nenhuma.” Ele resumiu a experiência da seguinte forma: “Você tem toda a responsabilidade e nenhum poder.” Depois completou, rindo: “Você vira basicamente um ombro para as pessoas chorarem.”

Seu personagem em “A Odisseia”
Em “A Odisseia”, Pattinson interpreta Antínoo. Um dos pretendentes que ocupam o palácio de Penélope enquanto Odisseu está desaparecido. O ator descreve o personagem como: “meio nojento” e revelou sua principal inspiração: James Woods em Cassino (1995). Segundo Pattinson, ele queria trazer uma energia parecida para o personagem. Inclusive sugeriu algo bastante específico durante as provas de figurino. “Eu queria usar cuecas de oncinha.” Ele imaginava que elas aparecessem discretamente por baixo da roupa grega. Infelizmente, a matéria não confirma se Nolan aprovou a ideia.

O astro que desistiu de se reinventar
Quando o jornalista lembrou a Pattinson que, anos atrás, ele queria reconstruir sua carreira após “Crepúsculo”, perguntou se o plano havia funcionado. A resposta foi surpreendente. “Não.” Pattinson explicou que, depois de um grande sucesso, as pessoas imaginam que todas as portas se abrem automaticamente. Mas isso não acontece. “Não existe uma porta secreta.” Ele percebeu que Hollywood continua difícil para todos. Mesmo para alguém como ele. Hoje, seu objetivo é mais simples. Parar de tentar controlar a narrativa. Parar de tentar se reinventar o tempo todo. “Só existe um número limitado de vezes que você pode reinventar sua imagem pública.” E concluiu: “Minhas previsões sobre o que o público quer normalmente são um desastre.” As filmagens principais de A Odisseia terminaram em 5 de agosto de 2025, nos estúdios da Universal. Mesmo assim, o encerramento da produção não foi simples. A última semana aconteceu em Falls Lake, um enorme tanque de água usado em diversas produções de Hollywood. Foi lá que Nolan afundou uma réplica do navio de Odisseu.

Nem no estúdio foi fácil
Ao longo das filmagens, a equipe criou uma espécie de piada interna. Sempre que chegavam a uma nova locação, alguém dizia: “A próxima vai ser mais fácil.” Mas nunca era. Matt Damon lembrou que na Islândia todos imaginavam que finalmente teriam um pouco de tranquilidade. Em vez disso encontraram: chuva horizontal; frio extremo; ventos violentos. Segundo Damon: “A Islândia: ‘Fácil? Segura minha cerveja.’” Quando finalmente chegaram ao estúdio em Los Angeles, todos acreditaram que o sofrimento tinha acabado. Mas Christopher Nolan tinha outros planos.
Damon contou: “Chegamos lá e o Chris colocou dois motores de avião jogando água em cima da gente.” Resultado? Até o ambiente controlado do estúdio era: frio; molhado; desconfortável. segundo Damon: “Foi um encerramento perfeito.”

O telefonema após o fim das filmagens
No dia seguinte ao término de A Odisseia, Matt Damon ligou para o jornalista. Ele estava olhando pela janela para um belo dia ensolarado na Califórnia. Mas parecia emocionalmente abalado. Não por exaustão. Por nostalgia. Segundo ele: “Foi uma experiência muito estranha.” Durante toda a produção, Damon sentiu como se estivesse voltando ao passado. Ao período em que começou sua carreira. A uma forma de fazer cinema que praticamente não existe mais.

“Eu sabia que talvez fosse a última vez”
Foi nesse momento que Damon fez uma das declarações mais marcantes da matéria. Segundo ele: “Eu sabia que provavelmente seria a última oportunidade da minha vida de participar de algo assim.” O ator acredita que Hollywood está mudando rapidamente. Produções gigantescas filmadas em dezenas de locações reais, utilizando película física e recursos praticamente ilimitados, estão se tornando cada vez mais raras. E ele tem consciência de que sua própria carreira também está entrando em outra fase.

Matt Damon aos 55 anos
Quando o jornalista voltou a encontrá-lo meses depois, Damon estava em Los Angeles visitando universidades com uma das filhas. Agora aos 55 anos, ele parecia refletir muito sobre o tempo.
Durante o encontro, os dois passearam pelo Chateau Marmont procurando uma fotografia antiga do ator. Quando finalmente encontraram a imagem, Damon apareceu ao lado de Ben Affleck e Casey Affleck em uma festa de aniversário. Ele olhou para a foto e comentou: “Nem me lembro disso.”

O medo que nunca desaparece
A conversa então chegou a um tema curioso. Segurança profissional. Ou a falta dela. Mesmo após décadas de sucesso, Damon disse que ainda sente a insegurança típica dos atores. Ele relembrou uma conversa que teve com Tom Cruise logo após o sucesso de Gênio Indomável. Na época, Cruise já era uma das maiores estrelas do planeta. Mesmo assim, Damon percebeu algo. Tom Cruise também se preocupava com o próximo trabalho. Também se perguntava o que viria depois. Depois daquela conversa, Damon comentou com Ben Affleck: “Tom Cruise não tem segurança profissional.” A conclusão o chocou. Se nem Tom Cruise tinha, quem teria?

Menos trabalho, mais família
Hoje, Damon trabalha muito menos do que no início da carreira. Além de atuar, dedica parte do tempo à Artists Equity, produtora fundada por ele e Ben Affleck. Também tenta ficar mais tempo com a família. Sua filha mais nova acabou de entrar na faculdade. E ele sabe que esse período passa rápido. Segundo Damon: “Já vivi isso algumas vezes e sei como esses anos desaparecem depressa.”

“Talvez seja a vez de outra pessoa”
Outra mudança é sua relação com a atuação. No passado, aceitava praticamente tudo. Hoje é mais seletivo. Ele citou uma frase de Clint Eastwood: “Você acaba ficando cansado de se ver na tela.” Damon entende perfeitamente o sentimento. Segundo ele: “Talvez seja a vez de outra pessoa.” Isso não significa que perdeu o amor pelo trabalho. Significa apenas que agora escolhe projetos com muito mais cuidado.

O futuro do cinema
No fim da entrevista, a conversa voltou para A Odisseia. Damon acredita que o filme representa algo que está desaparecendo. Uma superprodução: filmada em película; feita em locações reais;
sem depender excessivamente de estúdios virtuais; construída fisicamente diante das câmeras. Segundo ele: “Não acho que as pessoas continuarão recebendo recursos para fazer filmes assim por muito mais tempo.” Claro, alguns diretores ainda conseguirão. Ele citou especificamente: Christopher Nolan; Denis Villeneuve; Steven Spielberg. Mas acredita que esse tipo de oportunidade está se tornando cada vez mais rara.

A última reflexão
Ao final da matéria, fica claro que A Odisseia é mais do que apenas um novo blockbuster de Christopher Nolan. Para Tom Holland, representa o início de uma nova fase da vida adulta. Para Robert Pattinson, é mais um capítulo de uma carreira que ele já não tenta controlar. Para Nolan, é a realização do projeto mais ambicioso que poderia fazer depois de Oppenheimer. E para Matt Damon, talvez seja a despedida de uma maneira de fazer cinema que ele ama. Uma forma de produção gigantesca, física, arriscada e quase impossível. Justamente o tipo de coisa que Christopher Nolan sempre acreditou que valia a pena tentar. Esse trecho final é um dos mais bonitos da matéria. Mas esse conhecimento — fazer tudo aquilo sabendo que estava chegando ao fim — acabou sendo estranhamente libertador, disse Damon. “Penso muito nisso, especialmente agora que meus filhos estão ficando mais velhos: tentar realmente estar presente no momento”, afirmou. “E isso é difícil para mim. Acho que tem a ver com a minha própria natureza. Mas também tem a ver com essa carreira, em que você está sempre tentando descobrir o que vem pela frente, porque é uma indústria muito incerta e bastante cruel. Tudo isso acabou me afastando do lugar onde eu estou agora mais do que eu gostaria.” Mas, segundo Damon, A Odiseia foi diferente. “Foi uma experiência em que eu estava totalmente presente todos os dias e amando cada momento.” E então aconteceu algo inesperado: “Todas as coisas que talvez tivessem sido difíceis para mim em outro momento da minha vida deixaram de ser difíceis. Elas se tornaram divertidas. Estar molhado e com frio não era um sofrimento. Na verdade, eu me sentia muito sortudo por estar vivendo aquilo. Parecia algo temporário, quase como um presente. Foi muito estranho. Nunca tinha experimentado algo assim antes.
E concluiu: “É por isso que pareço alguém que acabou de se converter. Mas é um sentimento que eu procurava há muito tempo e que finalmente encontrei.”

Fonte | Tradução: Gloria Mel

DESLUMBRANTES! É essa a palavra! Robert Pattinson e Zendaya apareceram elegantíssimos como sempre, na premiere de “The Drama” que aconteceu no “Regal Union Square”, em Nova York no dia 02/04. O filme terá sua estréia mundial em 03/04 e chega nos cinemas brasileiros no dia 09/04. Veja as fotos e vídeos de tudo que rolou por lá.

Robert Pattinson foi anunciado como embaixador global da cerveja francesa “1664”. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30/3), durante um evento da marca, e marca o início de uma nova fase. A campanha internacional está prevista para ser lançada ainda este ano e terá direção de Brady Corbet, cineasta responsável pelo filme “O Brutalista”. A proposta é explorar diferentes visões sobre o conceito de bom gosto, conectando o estilo do ator às raízes parisienses da marca. A estratégia também busca ampliar a presença cultural da 1664 e reforçar seu posicionamento como uma experiência de estilo de vida, posicionando a 1664 como um elemento de conexão entre as pessoas. Veja as fotos do evento em nossa galeria.

O evento aconteceu no “Town Hall Spaces em Londres”, e após o evento Rob foi fotografado deixando o local.

Robert Pattinson e Zendaya estão na capa deste mês da revista digital “Interview”. Eles se juntaram e um descontraído bate-papo onde eles mesmos se entrevistaram, e falaram sobre “The Drama”, sobre a experiência de terem trabalhado juntos em 3 filmes, família, Hollywood, tempo livre e mais um monte de “merdas” como eles mesmos disseram HAHAHA. Confira as fotos do ensaio e a entrevista traduzida na íntegra pela nossa equipe.

Robert Pattinson e Zendaya Entram no Desconhecido

Bem-vindos à primeira entrevista de Robert Pattinson e Zendaya sobre The Drama, o romance distorcido de Kristoffer Borgli que coloca as duas superestrelas frente a frente como um casal à beira do colapso. Eles ainda filmaram mais dois longas juntos: A Odisseia, de Christopher Nolan, e Duna: Parte III, de Denis Villeneuve, criando aquele tipo de trajetória que transforma colegas de elenco em amigos de verdade. Durante a ligação, Rob estava de férias e elétrico de tanta cafeína. Zendaya fazia uma pausa na limpeza do rejunte. Nenhum dos dois estava em “modo divulgação”, apenas dois atores lidando com o absurdo de promover algo que ainda nem sabem como explicar.

ROBERT PATTINSON: Como você tá?

ZENDAYA: Tô bem. E você?

PATTINSON: Tô bem.

ZENDAYA: A gente vai se entrevistar?

PATTINSON: Acho que sim.

ZENDAYA: Eu não sabia disso.

PATTINSON: Você achou que só eu ia te entrevistar? [Risos]

ZENDAYA: Não, não! Achei que alguém fosse fazer perguntas pra gente.

PATTINSON: Por isso que se chama Interview magazine, querida.

ZENDAYA: Ah, claro!

PATTINSON: Bom, eu tomei muita cafeína, então tô pronto pra animar isso aqui.

ZENDAYA: Você tá pronto pra animar? Eu tô em modo limpeza. O Ano Novo tá chegando e eu tô organizando tudo, então tô fazendo uma limpeza pesada no meu banheiro agora.

PATTINSON: Você tá fazendo faxina no banheiro?

ZENDAYA: Sim, muito emocionante. Limpando o rejunte. [Risos] Onde você tá?

PATTINSON: Tô de férias.

ZENDAYA: Que ótimo. Você merece. Se eu trabalhei muito, você trabalhou muito também.

PATTINSON: É irritante que você seja a única pessoa no mundo pra quem eu não posso me exibir no momento, e você nem fez muito alarde disso.

ZENDAYA: [Risos] Eu fui bem tranquila sobre isso.

PATTINSON: Mas você não vai trabalhar por um tempo, né?

ZENDAYA: Tenho uma pausa até começarmos as coisas de The Drama, então vou só descansar.

PATTINSON: Boa.

ZENDAYA: O que mais? Tô olhando uma lista de perguntas. “Quais eram suas ideias pré-concebidas um sobre o outro?”

PATTINSON: Você foi direto nessa?

ZENDAYA: Acho interessante, porque você provavelmente sabe o que eu pensava de você antes da gente se conhecer, mas eu não acho que perguntei o que você pensava de mim.

PATTINSON: Porque o Tom [Holland] já tinha te contado.

ZENDAYA: Na verdade, eu te conheci porque a gente tinha amigos em comum, e você era sempre bem quieto e tranquilo, o que é um pouco diferente da minha experiência com o Rob. Você não falava muito e eu ficava tipo: “Hmm, misterioso!” Depois falei com o Tom e ele disse: “Não, ele é super divertido, vive rindo e brincando.” E eu pensei: “Sério? Eu ainda não vi esse lado dele.”

PATTINSON: Isso é tão deprimente. Eu queria conseguir manter essa aura misteriosa. Já aprendi várias vezes que, se você simplesmente não fala, as pessoas ficam tipo: “Uau. Você é bem intimidador.” Mas eu simplesmente não consigo manter isso por muito tempo.

ZENDAYA: Você manteve por um tempo, até a gente fazer alguns filmes juntos.

PATTINSON: Espera, acho que eu só te encontrei uma vez e fiquei quieto.

ZENDAYA: Teve algumas vezes que eu te encontrei por aí.

PATTINSON: Eu te encontrei quando você tava em de Euphoria e eu perdi, então fiquei com vergonha.

ZENDAYA: Foi por isso que você ficou quieto?

PATTINSON: Eu fiquei bem quieto depois. Todo mundo estava discutindo o episódio e eu continuava dando a minha opinião sem ter assistido.

ZENDAYA: [Risos] Você ainda não respondeu à pergunta.

PATTINSON: A impressão que eu tenho de você? Quer saber? Eu não sei dizer se isso é um tipo de ofensa ou não.

ZENDAYA: Ah, não. Calma aí. [Risos]

PATTINSON: Você sabe quando as pessoas sempre perguntam, “Você sente a responsabilidade de ser um exemplo para os seus fãs?” Eu acho que você é um bom exemplo para a juventude.

ZENDAYA: Obrigada, Rob. Eu dou o meu melhor.

PATTINSON: Você sempre pareceu muito legal e você é muito legal.

ZENDAYA: Isso é legal. Você está tipo, “Você é legal, mas se mostrou um diabo e difícil de trabalhar.” Eu acho que temos ideias pré-concebidas, mas eu tento não ser assim com pessoas na nossa indústria, porque eu não gostaria que alguém assistisse meus filmes e dissessem, “Ela deve ser assim ou daquele jeito.”

PATTINSON: Sim. As pessoas costumavam dizer, “Oh meu Deus, ele é tão intenso,” mas você não pode, realmente, fazer isso em um contexto profissional mais. Então a única coisa que você irá descobrir sobre as pessoas é, tipo, “Eles parecem legais e, sério, eles são um saco.”

ZENDAYA: [Risos] Isso é o mais longe que podemos chegar.

PATTINSON: Esse é o único segredo que você irá algum dia desvendar. Eu não consigo achar a porra do e-mail com as questões. Ontem eu estava, literalmente, vendo [o e-mail] e pensando, “Eu quero perguntar sobre sinais vermelhos.”

ZENDAYA: Essa aqui diz, “Qual um sinal vermelho em um parceiro que você acha charmoso?”

PATTINSON: Essa é interessante.

ZENDAYA: À medida que eu amadureci, eu passei a ver um sinal vermelho como um sinal vermelho, você me entende?

PATTINSON: O que é um sinal vermelho para você?

ZENDAYA: Um que funciona para nós no trabalho, é como as pessoas tratam as suas equipes. Eu admiro pessoas que são gentis com todos, não apenas atores, diretores e produtores. Uma coisa bem importante, é como a equipe vê um ator em específico, porque eles têm a chance de ver como são as pessoas quando as câmeras não estão ligadas.

PATTINSON: Interessante. Então você se apoia na opinião dos outros completamente. [Risos]

ZENDAYA: Cala a boca! Você sabe o que eu quero dizer.

PATTINSON: Se alguém olhasse para o seu cachorro de um jeito estranho, isso seria um sinal vermelho?

ZENDAYA: Eu entraria em uma briga pelo meu cachorro, com certeza.

PATTINSON: Se você visse uma pessoa olhando para o seu cachorro de um jeito estranho, mas o cachorro amasse a pessoa de verdade, seria esse um sinal vermelho?

ZENDAYA: Poderia ser. Eu não sei. Cachorros são bons juízes de caráter. [O cachorro da Zendaya late] Desculpa. O Tom acabou de chegar em casa, e o nosso cachorro está bem animado. E quanto a você?

PATTINSON: Em relação a sinais vermelhos, você acredita que pode, instintivamente, conhecer alguém ou, pelo menos, ter uma ideia bem clara de como a pessoa é, em questão de segundos em um encontro?

ZENDAYA: Sim e não? Pessoas tem camadas, são complexas e cometem erros. Existem diferenças culturais. Mas há, também, situações que são tipo, “Bem, isso foi rude. Isso é mal.” E existe o contrário. Você pode conhecer alguém por um longo tempo e esse alguém mudar, ou você passa a conhecer as pessoas em um nível mais íntimo e ficar tipo, “Uou, eu não tinha visto esse lado seu.”

PATTINSON: Você acha isso uma coisa sexy?

ZENDAYA: Não. Eu não gosto de surpresas. Vamos ser francos com a loucura. Você é um bom juiz de caráter?

PATTINSON: No geral, meus relacionamentos são bem transacionais. [Risos] Eu só vou realmente falar com alguém, se eu quiser algo da pessoa.

ZENDAYA: [Risos] Eu estou tentando manter em mente que o seu humor… Nós precisamos traduzir isso para o papel, porque eles não podem ouvir o quanto você ri quando fala essas coisas. Muitas coisas são ditas com risinhos.

PATTINSON: Às vezes, eu não me importo como isso é interpretado. Também, eu nunca estou brincando totalmente. [Risos}

ZENDAYA: Diz ele brincando.

PATTINSON: Você acha que é possível conhecer 100% outra pessoa?

ZENDAYA: Eu não sei. Parece que eu estou respondendo todas as malditas perguntas, Rob!

PATTINSON: Justo – Eu estou, literalmente, tipo, “Qual uma piada estúpida para fazer?”

ZENDAYA: Que tal assim, você prefere romances com finais felizes, ou aqueles com finais dilacerantes?

PATTINSON: Eu já pensei sobre isso. Meus filmes românticos favoritos não são românticos. Eles são sobre términos, e eu nunca percebi isso. Você alguma vez já assistiu Amantes?

ZENDAYA: Eu acredito que não.

PATTINSON: Um filme tão incrível, mas é realmente triste. Aí eu estava pensando no filme do Luc Besson, O Grande Azul, e eles não ficam juntos no final. Todo filme que eu achava muito romântico, o casal não termina junto.

ZENDAYA: É verdade. Até Titanic.

PATTINSON: Quais são seus filmes românticos favoritos?

ZENDAYA: Pelo que você está dizendo, eles costumam ser devastadores, e isso faz parte de estar vivo. Muitos têm a ver com perda, e algo que aprendi conforme fui ficando mais velha é que grande parte da vida é perda, perder pessoas que você ama, viver o luto e atravessar isso. Então, de um jeito meio estranho, amor e perda andam de mãos dadas. Mas, como estamos na época de festas, tenho assistido muitas comédias românticas. Às vezes eu preciso que eles terminem juntos. Mas não existe um final de verdade. Quem sabe se daqui a 10 anos eles estão infelizes e divorciados? Acho que é sempre o mesmo filme, você só está acompanhando um momento diferente da vida das pessoas.

PATTINSON: Além disso, quando você começa um relacionamento com alguém, você decide qual vai ser a sua projeção, qual vai ser a narrativa sobre aquela pessoa. Meu Deus, eu estou literalmente tentando pensar sobre como eu penso sobre as coisas e estou começando a…

ZENDAYA: Você está tentando pensar sobre como está pensando? Você é tão eloquente. [Risos]

PATTINSON: Eu estava ouvindo um podcast ontem com um diretor e, quando escuto alguém eloquente, isso me deixa meio irritado. Fiquei pensando que a eloquência é uma espécie de ato classista. Pensei: há algo honesto em não conseguir se expressar. É proletário não conseguir dizer nada. Próxima pergunta. Você acha que ser uma figura pública dificulta desaparecer nos personagens?

ZENDAYA: Sim e não. Algo que eu admiro em você é que você guarda muita coisa da sua vida só para você, o que é lindo, especialmente tendo uma família. Estou aprendendo a equilibrar essas coisas. No fim das contas, você é uma figura pública, não há muito o que fazer, mas algumas coisas são para você e para quem você ama. E também é importante manter esse espaço, essa certa anonimidade, para poder interpretar outra pessoa sem que te coloquem sempre em uma caixa, quer dizer, acabamos de falar sobre ser eloquente. E aqui estou eu tropeçando nas palavras, tentando explicar o que quero dizer. Mas eu tento ter privacidade, não só pelos personagens, mas por mim mesma na vida real. Tento ser honesta com quem eu sou quando estou em público, mas também guardo coisas para mim. Não sei como você se sente em relação a isso. Você tem uma habilidade extraordinária de se transformar. Eu já vi isso de fora e de dentro. Como é a sua relação com isso?

PATTINSON: Quando eu estava fazendo Crepúsculo, houve uma reação cultural muito forte contra a franquia, quase ao mesmo tempo em que ela fazia sucesso. Então eu tive que lidar com as duas coisas. Eu realmente gostava de fazer os filmes, mas também havia uma máquina enorme de marketing por trás. Eu não queria que minha identidade pessoal ficasse misturada com aquilo, então tentei reforçar um pouco a minha individualidade, e isso acabou ficando comigo. Também foi interessante ficar famoso interpretando um personagem, no começo, as pessoas achavam que eu era aquele personagem.

ZENDAYA: Que estranho, imagino.

PATTINSON: Foi bem estranho, mas também me permitiu reagir a isso. E eu não era apegado àquela identidade, porque ela nunca foi minha para começo de conversa. É interessante usar a percepção pública sobre você como parte do desenvolvimento do personagem, porque você pensa: “Imagino que pelo menos algumas pessoas na plateia estejam esperando isso”, então dá para tornar a coisa mais dramática. Mas, ao mesmo tempo, você nunca sabe realmente o que as pessoas estão pensando. Muita gente é muito protetora em relação a “é assim que eu sou, essa é a minha identidade”, e eu nunca senti muito isso. Uma parte de mim tem muita certeza de quem eu sou, mas não acho estranho simplesmente acordar um dia e ser uma pessoa diferente. [Risos] Acho que é uma insegurança positiva. Meu Deus, estou imaginando como isso vai soar quando for publicado, e fico pensando: “Você parece tão…”

ZENDAYA: [Risos] Percepções públicas! Estresse!

PATTINSON: Fui à terapia uma vez e o terapeuta perguntou se eu estava usando drogas porque não conseguia entender o que eu estava dizendo. Eu respondi: “Estou fazendo o meu melhor.” [Risos]

ZENDAYA: Bom, eu achei que foi uma resposta muito esclarecedora.

PATTINSON: Achei que estava chegando a algum lugar. Entrei no barco e fiquei tipo…

ZENDAYA: “Não sei onde estou! Passo a palavra para você, Zendaya!”

PATTINSON: Quero descer agora! [Risos]

ZENDAYA: Introspecção demais!

PATTINSON: Ok. Se você pudesse lançar The Drama sem nenhuma divulgação e simplesmente deixar o filme existir por conta própria, o que você acha que aconteceria?

ZENDAYA: Não sei. Eu esperaria que as pessoas assistissem, mas, no fim das contas, a parte da promoção existe porque amamos a experiência de ir ao cinema e queremos mantê-la viva. Se fosse possível as pessoas simplesmente irem ver algo sem precisar promovê-lo, seria ótimo. Infelizmente, acho que essa não é a nossa realidade.

PATTINSON: Quando ouço atores falando sobre seus projetos, todo mundo me parece um gênio. Eu não consigo realmente comunicar o que estou tentando fazer. Em The Drama, por exemplo, tem aquela grande cena em que faço um discurso pra você, o número de vezes em que me sinto completamente insano… Eu sinto algo de forma tão profunda e tento explicar para o diretor ou para qualquer pessoa ao meu redor e ninguém entende. Estamos tentando interpretar um texto que já existe, e depois é tipo: ok, agora vá lá e tente…

ZENDAYA: Contar para outras pessoas?

PATTINSON: Eu fico tipo: “Eu não faço a menor ideia!”

ZENDAYA: Eu te entendo. Lembro que você realmente ficou bem mexido por causa daquela cena, mas onde você e o Kris chegaram ficou muito bonito. E acho que concordo com você. Também não sou sempre a melhor em articular ou me expressar. Mas eu não entro em um projeto pensando em como vou explicá-lo para as pessoas, é mais sobre como ele me fez sentir quando eu li. Algo acontece quando você começa a dar entrevistas: você precisa pensar sobre pensar a respeito daquilo, mas ao mesmo tempo precisa se desvincular, porque aquilo já não é mais só seu.

PATTINSON: Exato.

ZENDAYA: Esta é a nossa primeira entrevista, por isso está toda bagunçada, porque é a primeira vez que estamos tentando falar sobre fazer o filme. E a primeira entrevista é sempre tão difícil porque eu não sei.

PATTINSON: As pessoas vão ver esta entrevista junto com o ensaio de fotos e vão pensar: sobre o que eles estão falando?

ZENDAYA: Exatamente. O tema é: eu não sei.

PATTINSON: Qual é a coisa mais “Hollywood” em você da qual você, na verdade, sente vergonha?

ZENDAYA: Eu?

PATTINSON: É. Você não tem nada de Hollywood.

ZENDAYA: Eu diria que a minha maior futilidade típica de Hollywood é como eu trato meu cachorro. Ele come refeições chiques com suplementos de vitaminas. Parece muito ridículo quando eu falo sobre isso, mas eu amo meu filho. Essa é provavelmente a coisa mais “Hollywood” em mim: o padrão de vida do meu cachorro. Eu sou super na minha, e a maioria dos meus amigos próximos são minha família e pessoas que conheço literalmente desde que nasci. Mas sinto que, nos últimos anos, consegui fazer amizade com outros atores como você, cujo trabalho admiro e que acho pessoas muito legais. Então tem sido bom poder perguntar “Essa vida também parece estranha para vocês?” e ouvir “Ah, sim. Não sou a única que se sente assim”. E, às vezes, aquela sua reclamação ridícula, que faz as pessoas dizerem “Mulher, do que você está falando?”, faz todo sentido para alguém que diz “Não, eu entendo. Esse seu tempo de intervalo [entre gravações] (turnaround)”. Isso tem sido legal.

PATTINSON: Poder falar sobre o seu turnaround.

ZENDAYA: Eu fico tipo “Cara, estou exausta. Meu turnaround de novo”.

PATTINSON: Isso é ridículo.

ZENDAYA: Tão “Hollywood”. Mas entende o que quero dizer? São essas coisas específicas que você precisa explicar para alguém. Eu me sinto muito boba falando com as pessoas sobre o meu trabalho. Sim, eu sei o quanto é especial, mas também sei o quanto é bobo. “O que eu fiz hoje? Fingi que vomitava na frente de outros atores que fingiam estar enojados com o meu vômito falso”.

PATTINSON: [Risos] Um dia cansativo.

ZENDAYA: É tipo, do que você está falando?

PATTINSON: Você já assistiu Entourage?

ZENDAYA: Sim, já.

PATTINSON: Esse tipo de estilo de vida algum dia te atraiu?

ZENDAYA: Tô de boa. E você? Qual é a sua coisa mais “Hollywood”? Sinto que você é a pessoa “Hollywood mais não-Hollywood” que existe.

PATTINSON: Eu nunca sou realmente convidado. Estou sempre batendo na porta tipo “Ei, pessoal. Onde é a festa?” e todo mundo só fica mais e mais jovem. É assustador quando você não sabe mais quem é ninguém. Estou completamente fora do círculo.

ZENDAYA: [Risos]

PATTINSON: Esta pergunta é sobre a diferença entre trabalhar com Christopher Nolan, Denis Villeneuve e Kristoffer Borgli. É muito estranho termos feito todos esses filmes juntos, um atrás do outro.

ZENDAYA: Também é estranho porque, antes do ano passado, nunca tínhamos trabalhado juntos e depois você simplesmente não cansou de mim.

PATTINSON: O que você acha deles?

ZENDAYA: Não sei. Sou grata por ter tido as experiências mais legais em todos os três. É meio doido de processar.

PATTINSON: Eles conseguem lidar com muito estresse.

ZENDAYA: Esse é um ponto muito bom. Não passei tanto tempo com o Nolan, mas observar o Denis e ele, e a quantidade de pessoas pelas quais são responsáveis… Se me perguntarem o que quero no almoço, meu cérebro para de funcionar. Então, a quantidade de perguntas que eles respondem por dia é realmente impressionante. O que é legal no Kris é que ele está no início da jornada como diretor e é muito colaborativo, mas também muito claro sobre o que achava que funcionava ou não.

PATTINSON: No ensaio, ele dizia “Vamos todos discutir as coisas, mas eu vou te avisar quando você estiver errado”.

ZENDAYA: O que eu aprecio. Ele definitivamente tinha respostas para nós, mas você também fez perguntas demais. [Risos]

PATTINSON: Eu gostei muito de preparar The Drama com você.

ZENDAYA: Foi uma energia muito boa o tempo todo.

PATTINSON: Esta é a primeira vez que interpreto um inglês em muitos, muitos anos, e acho que fui mais agressivo com minhas ideias preconcebidas sobre certos tipos de ingleses. Para um personagem que não é realmente uma pessoa desprezível, eu fui muito agressivo com ele.

ZENDAYA: É, você pegou pesado com o Charlie. Eu fiquei tipo, “Nossa”.

PATTINSON: [Risos] Logo de cara.

ZENDAYA: Você é bom em dizer não?

PATTINSON: Acho que sim.

ZENDAYA: Diz o homem que não parou de trabalhar desde…

PATTINSON: Me dizem que sou muito avesso a confrontos, mas quando digo não, só quero dizer parcialmente. Meu “não” é um “sim” disfarçado.

ZENDAYA: Eu quero evitar confrontos. Quero fazer as pessoas felizes, então se eu tiver que fazer algo para deixar tudo bem, eu provavelmente farei. Mas geralmente sei bem rápido se quero fazer algo ou não quando leio um roteiro. Li este e pensei “É, eu quero fazer isso”. Não sei se você tem o mesmo problema com roteiros, mas eu realmente luto para conseguir terminá-los. Não sei se é um problema de tempo de atenção.

PATTINSON: Você acha que o filme acabou ficando diferente do que você achou que seria?

ZENDAYA: Estou muito feliz com ele. É melhor do que o que eu poderia ter imaginado na minha cabeça. Eu realmente aprecio o jeito que o Kris edita. Há cortes estranhos que criam ótimos momentos cômicos e um constrangimento e desconforto que eu nem lembrava de estarem no papel. E você?

PATTINSON: Estou ansioso para assistir de novo, o que é estranho para mim.

ZENDAYA: Você geralmente não gosta de assistir seus filmes?

PATTINSON: Não, eu não sou um purista. Consigo relevar as coisas com bastante facilidade, a não ser que eu esteja muito ruim no filme. É muito emocionante, especialmente quando se trata de grandes produções. Quando estávamos filmando Dune, eu pensava:

ZENDAYA: “Isso é muito diferente do que estávamos fazendo agora.”

PATTINSON: É, e tipo: “Não tenho a menor ideia de como isso vai ser feito.” Mas com esse filme, eu estava bastante envolvido. É raro ter um período de pré-produção como o que tivemos nesse, em que realmente discutimos e debatemos sobre ele. Isso faz com que você se sinta bastante envolvido com o produto final, e acho que é por isso que fica mais difícil promovê-lo, porque eu não sei o que eu diria sobre esse filme para fazer alguém assisti-lo. Acho que vai depender inteiramente de como as pessoas reagirem ao trailer.

ZENDAYA: Com certeza. E eu também não saberia como classificá-lo. Comédia romântica dramática?

PATTINSON: Não sei. Também gosto do mundo em que eles vivem. Eu gosto muito dos apartamentos. [Risos]

ZENDAYA: Concordo. Gosto das roupas. [Risos]

PATTINSON: Eu levei todo o meu guarda-roupa.

ZENDAYA: Você deu uma volta de 360 graus de odiar o Charlie a “Ele é muito legal e estou interessado na vida dele.”

PATTINSON: Literalmente ontem à noite, eu estava com muita vontade de usar um óculos falso.

ZENDAYA: [Risos] Você era totalmente contra eles no começo. Vamos ver. “Depois de trabalharmos juntos em três filmes, qual hábito meu você pegou?” Posso responder isso porque tenho te observado. O Tom tem razão, você ri de tudo o que diz, então é muito difícil saber quando você está falando sério e quando não está. Aí você começa uma frase e fala muito rápido, e depois se interrompe e diz: “Deixa pra lá”. E no fim você sempre acaba falando, mas eu tenho que ficar tipo: “Não, o que foi, Rob? O que você está pensando?”

PATTINSON: Isso soa terrível. Nem é verdade. [Risos]

ZENDAYA: Você fica tipo: “Foi estúpido, estúpido. Foi estúpido”. E aí, no fim, é uma coisa boa, uma conversa normal, ou uma observação sobre a cena, e eu penso: “É, boa ideia”. Você analisa as coisas.

PATTINSON: Eu não fazia muito isso em Dune.

ZENDAYA: Não, não, não. Você estava tranquilo naquele filme.

PATTINSON: O que eu notei em “The Drama” foi que você vem no seu dia de folga, fica olhando o monitor e conversa com todos os chefes de departamento. É muito impressionante. Eu literalmente não consigo funcionar. Só consigo ter pequenas explosões de energia. Tive que ir deitar no meu divã.

ZENDAYA: É, eu adoro o que fazemos e é um dos meus lugares favoritos. Você devia experimentar um dia.

PATTINSON: A gente continua fazendo todos os filmes juntos, então vai parecer que eu estou te copiando.

ZENDAYA: Vou contar para todo mundo que você está me seguindo para o trabalho, tipo: “Você nem trabalha hoje, Rob. Que merda é essa? Para de ser estranho.”

PATTINSON: Nós não estamos trabalhando. A gente fica tipo: “Deixa eu só ficar olhando o monitor por cima do seu ombro.”

ZENDAYA: Bom, acho que fizemos um bom trabalho nos entrevistando.

PATTINSON: Meu Deus. É melhor que tenham um bom editor.

ZENDAYA: É, alguém precisa cortar essa merda.

PATTINSON: Legal, cara. A gente se fala depois.

ZENDAYA: Nos vemos nos próximos sete filmes que fizermos.

Fonte | Tradução: Amanda, Glória Mel, Iarlla, Maria Luísa e Mayara (Equipe RPBR)

No último dia 21/01, aconteceu em Paris na França, o desfile da nova coleção da Dior, intitulado “Dior Homme Menswear Fall/Winter 2026-2027“. Diversas celebridades marcaram presença, entre elas, Robert Pattinson, Wagner Moura, Jamie Dornan, Joe Alwyn, Lewis Hamilton, Mia Goth, entre outros. Veja em nossa galeria algumas fotos do evento.

Confira a seguir a entrevista traduzida de Robert Pattinson para Icon America, traduzida por nossa equipe. Veja as fotos do ensaio que ele fez para a revista clicando aqui.

Robert Pattinson: “Ao completar 30 anos, você percebe que, se se limitar a esperar que seu agente te ligue, está morto”

Com Crepúsculo, ele se tornou o símbolo sexual de toda uma geração. Poderia ter caído no esquecimento, mas triunfou com talento e uma carreira atípica: agora estreia Die, My Love, ao lado de Jennifer Lawrence.

Quando Robert Pattinson (Londres, 39 anos) fez o teste para Crepúsculo, dormia no sofá de seu agente em Los Angeles. Era um jovem britânico bonito, trabalhador e cheio de sonhos — assim como seus antigos colegas de apartamento, que também buscavam uma chance na América: Andrew Garfield, Charlie Cox, Jamie Dornan e Eddie Redmayne. No fim, todos conseguiram o sucesso. “Não éramos mais do que um punhado de atores desempregados. Hoje somos amigos porque estávamos juntos quando ainda não éramos ninguém”, disse Redmayne.

No caso de Pattinson, o sucesso foi repentino e avassalador: entre 2008 e 2012, ele passou de desconhecido a astro adolescente graças às cinco produções da saga de vampiros emo. Aquele ser belo, sensível e atormentado o transformou no sonho romântico de milhões de mulheres e homens. A revista People o elegeu “o homem mais sexy do mundo” em 2008 e 2009, e em 2010 a Time o incluiu na lista das 100 pessoas mais influentes do ano. “Ele é jovem, bonito e talentoso. Graças a Deus não preciso competir com ele”, brincou George Clooney.

A franquia terminou quando ele tinha 25 anos — e já era um dos atores mais desejados e bem pagos do planeta. Ingredientes que, para muitos, costumam ser uma receita para o desastre.

Mas Pattinson se consolidou em Hollywood como uma estrela de primeiro escalão. Vai de um papel importante a outro, embora tenha desacelerado seu ritmo nas telas: quase três anos se passaram entre The Batman (2022) e seu próximo papel principal, Mickey 17, do sul-coreano Bong Joon-ho, o diretor que conquistou o Oscar com Parasita (2019).
Na última década, Pattinson construiu uma carreira que lhe deu algo intangível, mas precioso na indústria: credibilidade. Ele é para os millennials o que Leonardo DiCaprio foi para a geração X — alguém que soube escapar do rótulo de ídolo juvenil descartável e se reinventou como um ator capaz de transformar tramas complexas em sucessos de bilheteria, como aconteceu em High Life (2018), de Claire Denis, O Farol (2019), de Robert Eggers, e Tenet (2021), de Christopher Nolan, o blockbuster mais intrincado e enigmático dos últimos tempos.

Ainda não se sabe quando será lançado The Drama, o filme que acaba de rodar com Zendaya, mas em 21 de novembro chega aos cinemas Die, My Love, da escocesa Lynne Ramsay, diretora de Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011) e Você Nunca Esteve Realmente Aqui (2017).
“Conheci Lynne em 2012 e, desde então, queria trabalhar com ela. Toda vez que conversamos, ela me conta coisas completamente malucas e muito engraçadas que aconteceram com ela. Quando escuto, penso: ‘É uma história traumática ou divertida?’. No caso dela, é tudo misturado. Por isso seus filmes têm tons tão interessantes”, explica o ator por videochamada.

“Geralmente personagens estranhos me atraem, mas eu estava morrendo de vontade de interpretar caras normais.”

Os filmes de Ramsay são sempre fascinantes — e difíceis. Seus personagens, como ela mesma disse, “carregam a violência dentro de si”. As relações que retrata vão além do complexo e tocam o doentio. “Se você já teve que lidar com alguém passando por um momento de caos emocional, sabe que, apesar de tudo, há momentos engraçados — especialmente com o passar do tempo”, diz Pattinson. “Às vezes você está em um relacionamento completamente insano. Mas, quando a tempestade passa, tudo o que acabou de acontecer parece ridículo. Há muito disso nos filmes da Lynne.” Isso não é um pouco o que diz o provérbio ‘a tragédia com o passar do tempo, fica engraçada’?
“Exatamente. Se você conseguir sobreviver”, brinca. “É uma verdade indiscutível. Não lembro qual comediante disse isso, mas ouvi um recentemente que disse: ‘É engraçado — até acontecer com você’.”

Baseado no romance Mátate, amor, da argentina Ariana Harwicz, Die, My Love mostra Pattinson como o parceiro da protagonista — e também coprodutora — Jennifer Lawrence. É um drama sobre uma jovem mulher presa na insatisfação sexual e na depressão pós-parto. O filme estreou em Cannes neste ano e recebeu críticas mistas: alguns o consideraram cruel demais, falando em “decepção” e “excesso”. Mas, segundo o Deadline, foi a produção com o melhor acordo de distribuição mundial do festival — e muitos acreditam que a performance de Lawrence pode render uma indicação ao Oscar.

“A parte mais difícil do trabalho foi quando o personagem da Jen passa por seus momentos mais sombrios”, afirma Pattinson. “Adoro trabalhar nas cenas em que dou a réplica. Aqui interpreto um cara extremamente normal, sem aptidão nem ferramentas para lidar com o que está acontecendo no relacionamento. Acho que é assim que a maioria das pessoas se sente quando o parceiro tem um surto psicótico. Ninguém sabe o que fazer, principalmente quando acontece de repente. Você ainda lembra de quem a pessoa era e tenta se conectar, luta para salvar a relação. Mas toda a dinâmica mudou.”

Se faltava algo na carreira de Pattinson, eram personagens normais. Quase todos os papéis que interpretou desde aquele pálido vampiro de 107 anos no colégio foram de seres atormentados ou distorcidos. E ele, um dos atores mais requisitados de Hollywood, não pode usar a desculpa clássica de quem aceita o que aparece:
“Geralmente me sinto atraído por personagens esquisitos”, admite. “Mas eu estava morrendo de vontade de interpretar caras normais. O curioso é que, quando você se acostuma a viver tipos estranhos, é bem difícil ser uma pessoa comum.”

O que o leva a escolher um papel?
Às vezes é algo tão simples quanto querer trabalhar com determinado ator. Também me atraem roteiros excêntricos. Por exemplo, em Die, My Love, há uma cena em que meu personagem leva um cachorro para casa no momento mais inoportuno. A esposa está enlouquecendo, ele é um péssimo pai e pensa: “Vamos levar para casa o cachorro mais irritante do universo, aquele que não para de latir.” Há um momento em que o cachorro faz xixi no chão, mas eu acuso a Jen e digo que foi ela. Adoro esse tipo de raiva. Discutir, gritar com Jennifer Lawrence: “Foi você! Você fez xixi!”

“Adoro esse tipo de raiva. Discutir, gritar com Jennifer Lawrence: ‘Foi você! Você fez xixi!’”

Pode-se dizer que o personagem tem alguns pontos em comum com o Robert Pattinson real. Por um tempo, entre 2009 e 2012, parecia o contrário — como se a pessoa imitasse a ficção. Foi quando veio a público o relacionamento com Kristen Stewart, a outra sensação de Crepúsculo. Tudo naqueles filmes girava em torno da história de amor de seus personagens. Na verdade, a mensagem da franquia era que não existe amor impossível e que, apesar de todos os obstáculos, o amor verdadeiro sempre triunfa. Mas a vida real não é assim — pelo menos no caso deles. Em 2016, Stewart contou à T Magazine que o público era quem mais queria que eles estivessem juntos: “As pessoas desejavam tanto que Rob e eu estivéssemos juntos que nossa relação acabou se transformando em um produto. Não era vida real.”

Alguns anos depois, Pattinson começou a namorar a cantora FKA Twigs. Chegaram a ficar noivos, mas romperam. Em 2018, iniciou seu relacionamento atual com a atriz Suki Waterhouse. Assim como seu personagem no filme, o ator se tornou pai recentemente: sua primeira filha nasceu em 2024. “Não acho que teria interpretado esse papel da mesma forma há três anos. É estranho, porque nunca fui muito fã de crianças”, diz rindo. “Mas agora realmente gosto delas. Isso me surpreende. No set, passamos muito tempo com os dois adoráveis gêmeos que interpretaram o bebê. Foi divertido. Também é engraçado como você começa a ter conversas sobre escolas e creches. É estranho. Sinto como se houvesse uma força gravitacional que te leva a usar jaquetas acolchoadas da Patagonia e bermudas cargo”, brinca, sobre como abraçou o estilo de “pai descolado”.

Pattinson, que há anos tem vínculo com a Dior — marca que assina o figurino desta reportagem —, conhece bem o mundo da moda: “Ninguém trabalha mais do que os estilistas. É uma loucura. Você precisa ser o Superman para dar conta desse ritmo”, comenta.

Vestir bermudas cargo não é a única coisa inesperada que ele fez. Em 2021, o ator abriu sua própria produtora, Icki Eneo Arlo, com o apoio da Warner Bros.. Está por trás de projetos ousados como Rotting in the Sun, aclamada comédia negra do chileno Sebastián Silva, e tudo indica que também produzirá How to Save a Marriage, o segundo longa de Zoë Kravitz como diretora — filha de Lenny Kravitz e colega de Pattinson em The Batman.

Ultimamente há tantos atores se envolvendo na produção que parece uma epidemia. Deve haver algum motivo que os leve a isso.
Acho que provavelmente é frustração. Em certo ponto, talvez ao completar 30 anos, você percebe que, se se limitar a esperar que seu agente te ligue, está morto. Alguns preferem manter distância e aparecer só entre o “ação” e o “corta”. Mas eu gosto de ter várias coisas acontecendo. Acabamos de terminar nossa primeira produção do zero e foi uma grande experiência. Estava em Nova Orleans e não saí à rua. Nem lembro de ter estado lá. Levei minha filha ao Mardi Gras — foi a única coisa que fiz. Minha experiência em Nova Orleans foi comer tortinhas de ovo no Starbucks.

Fonte | Tradução: Ana Paula Oliveira

A “Icon America”, traz Robert Pattinson na capa da edição de Outubro e liberou algumas imagens do novo ensaio fotográfico que foi feito com exclusividade para a revista. No instagram oficial, eles deram uma prévia do que vem por aí. Veja abaixo as fotos do ensaio e a tradução do texto postado por eles.

Você está Robcecado? Na última década e meia, #RobertPattinson conquistou o que poucos atores conseguem — uma ascensão arrebatadora e de tirar o fôlego vivendo um vampiro cuja fama rivaliza com a do próprio Drácula — Em seguida, veio o salto muito mais difícil para uma carreira sustentável, diversa e de destaque. De protagonista de “The Batman”, à sua atuação aclamada com potencial para o Oscar em “Mickey 17”, Pattinson é hoje uma das estrelas de cinema mais imprevisíveis de Hollywood.

Agora, contracenando com a vencedora de Melhor Atriz #JenniferLawrence no thriller psicológico de Lynne Ramsay “Die My Love”, o próximo trabalho de Pattinson chega aos cinemas em novembro. Sua atuação, como sempre, é inesquecível — e de fato, de tirar o fôlego.

Após sua sessão de fotos de capa com Ryan McGinley (@ryanmcginleystudios), Mathias Rosenzweig (@mathiasrosenzweig), a ICON conversou com Pattinson sobre Lawrence, o cenário mutável de Hollywood e seu papel mais significativo (e talvez surpreendente) até agora: a paternidade.

O site Tom and Lorenzo, trouxe alguns trechos da entrevista que será divulgada na entrevista.

“Em um certo momento, eu realmente queria interpretar caras normais. E, na verdade, é meio difícil interpretar uma pessoa normal quando você está acostumado a fazer papéis de esquisitos e coisas do tipo.”

“Eu tenho muito mais paciência. É engraçado, nem é questão de paciência; eu genuinamente gosto de passar tempo com bebês. Isso me surpreendeu.” (Sobre se tornar pai)

“Tem um momento em que o cachorro faz xixi no chão, e eu simplesmente acuso a Jen de ter feito xixi no chão. Esse tipo de indignação me atrai. Estar numa discussão, gritando com a Jennifer Lawrence, dizendo: ‘Foi você! Foi você que fez xixi!’”

Em certo ponto — talvez quando você chega aos 30 — você percebe: “Não posso ficar sentado esperando meu agente ligar. Eu vou morrer assim.”

“Acho que ninguém trabalha mais do que os estilistas. É o cronograma mais intenso que eu já vi. Se você olhar para os estilistas e quantos desfiles eles têm que apresentar, é uma loucura. Você tem que ser tipo o Superman para conseguir funcionar nesse nível.”

Tradução: Ana Paula Oliveira

Boas notícias para os fãs do Cavaleiro das Trevas de Robert Pattinson. Na recente carta da Warner Bros. Discovery aos acionistas, a empresa anunciou que “The Batman Parte II”, de Matt Reeves, tão aguardado, finalmente começará a ser filmado na primavera de 2026, com estreia nos cinemas prevista para outubro de 2027. Pattinson , que neste ano já passou das filmagens de “A Odisseia” de Christopher Nolan para “Duna: Parte Três” de Denis Villeneuve, retorna ao papel principal.

A carta aos acionistas celebrou o recente sucesso de “Superman”, de James Gunn, que deu início ao novo Universo DC no cinema e na televisão. O blockbuster já arrecadou quase US$ 550 milhões no mundo todo. A empresa escreveu: “O universo de personagens do DC Studios representa não apenas uma das propriedades intelectuais mais valiosas da Warner Bros. Discovery, mas também um dos ativos mais valiosos do entretenimento. No cinema, James Gunn está ocupado preparando as próximas produções da família de super-heróis da DC, incluindo ‘Supergirl: Woman of Tomorrow’ (2026), ‘Clayface’ (2026) e o próximo ‘Mulher-Maravilha’. Além disso, ‘The Batman II’ (2027) está se preparando para começar a ser filmado na próxima primavera, entre vários outros projetos em desenvolvimento. A visão de 10 anos para o universo DC também inclui uma empolgante variedade de projetos para televisão, incluindo ‘The Penguin’, a nova temporada de ‘Peacemaker’ e a estreia de ‘Lanterns’ em 2026. De maneira precisa e equilibrada, a franquia DC se integrará cada vez mais aos esforços mais amplos do estúdio: do cinema e TV a produtos de consumo, jogos, experiências e redes sociais.

Os fãs aguardam há anos uma continuação de “The Batman”, de Reeves e Pattinson, que estreou nos cinemas em março de 2022 e arrecadou US$ 772 milhões mundialmente. Foi um longo caminho de desenvolvimento para a sequência, que a Warner Bros. adiou no ano passado de 2 de outubro de 2026 para 1º de outubro de 2027. A Warner Bros. confirmou à Variety, em 27 de junho, que Reeves finalmente concluiu o roteiro. Embora a sequência chegue mais de cinco anos depois do filme original, Gunn frequentemente defende o atraso nas redes sociais, escrevendo: “Para ser justo, um intervalo de 5 anos ou mais é relativamente comum em continuações. 7 anos entre ‘Alien’ e ‘Aliens’. 14 anos entre ‘Os Incríveis’. 7 anos entre os dois primeiros ‘O Exterminador do Futuro’. 13 anos entre os ‘Avatares’. 36 anos entre os ‘Top Guns’. E, claro, 6 anos entre ‘Guardiões Vol. 2’ e ‘Vol. 3’. Matt [Reeves] está comprometido em fazer o melhor filme possível, e ninguém pode prever com precisão quanto tempo um roteiro vai levar para ser escrito”, acrescentou Gunn em outro post. “Quando há um roteiro finalizado, são cerca de dois anos para pré-produção, filmagem e pós-produção em grandes filmes.”

A regra de Gunn no novo DC Studios é que nenhum filme avance para as etapas de pré-produção ou produção antes que o roteiro esteja concluído, ao contrário da Marvel Studios, onde muitas vezes as filmagens começam com o roteiro ainda em desenvolvimento. Gunn disse, em entrevista à Entertainment Weekly neste verão, que os fãs devem ter paciência quando se trata de continuações.
“As pessoas precisam parar de encher o saco do Matt, porque é assim: deixem o cara escrever o roteiro no tempo que ele precisar para escrever”, disse Gunn sobre a sequência de “The Batman”. “É simplesmente assim. Ele não deve nada a você só porque você gosta do filme dele. Quer dizer, você gosta do filme dele por causa do Matt. Então deixe o Matt fazer as coisas do jeito dele.”

Gunn acrescentou: “Eu fico irritado com as pessoas. É aquela coisa que as pessoas não precisam sentir que têm direito. O filme vai sair quando ele sentir que o roteiro está pronto. E o Matt não vai me entregar o roteiro até se sentir bem com ele.”

Fonte | Tradução: Glória Mel