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Categoria: Artigos

Pattinson disse que sua síndrome do impostor voltou com força quando Christopher Nolan o convidou para integrar o elenco de ‘A Odisseia’.

A esta altura, todo mundo já ouviu falar do épico The Odyssey, de Christopher Nolan. Estreando nos cinemas na sexta-feira, 17 de julho, o novo filme está sendo considerado o maior blockbuster do verão e, talvez, o principal evento cinematográfico do ano.
Mesmo assim, Robert Pattinson, que interpreta Antínoo, um dos pretendentes de Penélope, revelou durante uma entrevista à correspondente do TODAY, Kaylee Hartung, que, quando Nolan o procurou pela primeira vez para integrar o elenco, ele hesitou antes de aceitar o papel.
“Meu primeiro pensamento com qualquer papel é sempre: ‘Não sei se consigo fazer alguma coisa.’ Mas, às vezes, fico ainda mais assustado quando alguém simplesmente chega e pergunta: ‘Você quer fazer isso?’. Minha síndrome do impostor aparece com muita, muita força.”
Conhecido principalmente por interpretar Edward Cullen na franquia Crepúsculo e o Cavaleiro das Trevas na franquia The Batman, Pattinson já havia trabalhado com Nolan anteriormente no filme de ficção científica Tenet (2020).
Apesar das dúvidas iniciais sobre voltar a trabalhar com o diretor, Pattinson acabou aceitando o convite para interpretar Antínoo, o pretendente ardiloso que planeja se casar com Penélope e destruir seu filho, Telêmaco, interpretados por Anne Hathaway e Tom Holland, respectivamente.
Caso seja necessário um contexto, The Odyssey é baseado no poema homônimo de Homero, com cerca de 12.100 versos, registrado aproximadamente no século VII a.C.
A história lendária acompanha a jornada de Odisseu, rei da ilha grega de Ítaca, que deixa sua esposa, Penélope, e seu filho, Telêmaco, para liderar a Guerra de Troia.
Após uma década de batalha, Odisseu sai vitorioso e inicia a longa viagem de volta para casa. É uma jornada que leva anos. Ao longo do caminho, ele enfrenta diversos desafios de vida ou morte impostos pelos deuses.
Durante sua ausência, dezenas de pretendentes oportunistas invadem seu reino, cada um esperando se casar com Penélope e tomar o trono.
Entre eles? O sinistro Antínoo. Embora o personagem seja, sem dúvida, um dos maiores vilões do filme, Pattinson não o enxerga exatamente dessa forma.
“É engraçado. Eu simplesmente acho que Antínoo não é tão ruim assim. Na verdade, estou um pouco preocupado agora, porque talvez, quando eu assistir ao filme com o público, eu fique horrorizado. Porque eu assisto e penso apenas: ‘Ele é só um cara.’”
Vilão ou não, Pattinson disse que vê seu personagem como alguém que possui um certo glamour e que, para entrar no papel, trabalhou com a equipe de figurino para garantir que os materiais usados em seu guarda-roupa transmitissem uma aparência de privilégio e riqueza para Antínoo — até mesmo na roupa íntima.
“Assim que li o roteiro, pensei: ‘Quero usar cuecas com estampa de guepardo.’ Acho que Antínoo é esse tipo de cara. Ele tem essa sensualidade, essa ideia de: ‘Eu simplesmente gosto do prazer.’ Então pensei que ele deveria usar a roupa íntima mais luxuosa possível.”
Deixando as cuecas de lado, Pattinson, cuja atuação em The Odyssey já vem sendo amplamente elogiada pela crítica, afirmou que, se Christopher Nolan o convidar para outro filme, desta vez não haverá hesitação.
“Ah, com certeza. Eu basicamente já disse ‘sim’.”

Fonte: Today | Tradução: Gloria Mel – Equipe RPBR

O The Guardian publicou um artigo super legal argumentando que Robert Pattinson vive o melhor momento de sua carreira e pode finalmente entrar na disputa pelo Oscar, graças ao destaque em A Odisseia, de Christopher Nolan. O site defende que Robert Pattinson deixou definitivamente para trás a imagem de astro de Crepúsculo se consolidou como um dos atores mais interessantes de sua geração, chegando a 2026 com uma combinação rara de prestígio artístico, sucesso comercial e chances reais de disputar o Oscar. Confira traduzido na íntegra:

Com um papel de destaque em A Odisséia, o ídolo de Crepúsculo que se tornou o principal ator para cineastas da Arte, se tornou um dos atores mais carismáticos e imprevisíveis da sua geração.

Hoje, o então ídolo adolescente não pode mais renegar aqueles projetos, não importa quão cafonas, que o transformou em estrela. Em uma época em que mesmo dramas pungentes são promovidos em reels nas mídias sociais com atores devorando asinhas de frango ou abraçando cachorrinhos, qualquer menção de um papel de destaque precisa ser corajosamente abraçada, antes que os agradecimentos sejam novamente dados aos fãs, pela oportunidade.

O que estrelas de elite almejando por prêmios não fazem, contudo, é ativamente invocar tais esqueletos. Leonardo DiCaprio não assegurou o seu Oscar por O Regresso com alusões à sua série televisiva dos anos 80, Tudo Em Família. Da mesma forma, Joaquim Phoenix raramente comenta Space Camp – Aventura No Espaço, e Jacob Elordi mantém os lábios bem fechados quanto à Barraca do Beijo 3.

Mas Robert Pattinson nem tanto. O ator britânico de 40 anos está agora sendo comentado como o grande destaque na versão de A Odisséia de Christopher Nolan. Além de ser a produção melhor estrelada montada em anos, o blockbuster de 250 milhões de dólares é facilmente o filme do ano mais antecipado e, de longe, o ganhador a se bater no Oscar de Melhor Filme.

A performance de Pattinson como Antinous, o vilão pretendente de Penélope (Anne Hathaway) na ausência de seu marido Odisseu (Matt Damon), foi coberta de elogios pelos críticos que compartilharam suas primeiras impressões antes que os embargos de críticas sejam retirados na próxima quarta-feira. “Para mim, ele absolutamente roubou o show,” escreveu o critico estadunidense Erik Davis, o definindo como “tão ardiloso, manipulador, e infinitamente divertido de se assistir”. A especulação para Melhor Ator Coadjuvante é grande, sendo o consenso de que esta é jogada mais acertada recente em uma carreira marcada por bolas curvas e ousadia artística de um homem que a muito se libertou de suas raízes.

Ainda assim, no tapete vermelho da estreia mundial do filme, na segunda-feira (06/07), Pattinson de alguma forma conseguiu correlacionar o poema épico Homérico de 3.000 anos – e sua versão cinematográfica pesada – com a Saga Crepúsculo, a série sobre vampiros adolescentes excitados a qual ele estrelou quase 20 anos atrás.

“Eu fico comparando,” ele diz “(Antinous) é como Jacob em Crepúsculo. É sobre o que é A Odisséia – Penelope não consegue se decidir entre dois caras. E eu só estou, tipo, tentando ajudá-la a se decidir. É tipo, ‘Tá tudo bem. Ele morreu, supera!’”

Nos quatro filmes da série Crepúsculo, Pattinson interpretou Edward Cullen: pálido, morto-vivo, e preso em um triângulo amoroso com uma estudante emo, Bella Swan (Kristen Stewart), e o lobisomem sarado Jacob Black (Taylor Lautner). Nascido em Barnes em 1986, Pattinson foi escalado para o papel em 2007 – apesar de não ter treinamento e pouca experiencia – depois dos produtores exigirem uma lista dos atores de Harry Potter que mais pontuaram no “estrelômetro” do IMDB, um reconhecimento que ele conquistou com sua participação como o jogador amaldiçoado de Quadribol Cedrico Giggory em Harry Potter e o Cálice de Fogo (seu primeiro crédito cinematográfico).

Chamado para um teste de química com uma Stewart de 17 anos na casa da diretora Catherine Hardwicke, o ator impressionou ambas as mulheres com um comprometimento tão intenso que ele chegou a cair da cama durante uma cena de beijo, fazendo Hardwicke sentir a necessidade de lembrá-lo das leis de idade de consentimento na Califórnia.

“Ele é uma estrela de verdade, e isso estava claro no minuto em que ele apareceu no primeiro Crepúsculo,” diz o jornalista cinematográfico veterano Steven Gaydos. “Hardwicke fez um grande favor ao mundo do cinema quando ela colocou Pattinson junto com Stewart, à medida que seu poder estelar mútuo obscureceu a maluquice lobisomens-e-vampiros boba da franquia, e manteve o foco no amor e calor entre duas grandes e carismáticas novas estrelas.”

Eventualmente, o par namorou por quatro anos, enquanto a série arrecadou 3.36 bilhões de dólares. Ambos os atores trilharam caminhos dramaticamente não convencionais desde então. “Por muito tempo,” diz Guy Lodge, crítico-chefe da Variety, “eles foram os exemplos máximos da indústria para a trajetória de ídolo adolescente que se transforma em ator sério. Quando, ao fim do último capítulo de Crepúsculo, ele se alinhou à filmes de David Cronenberg, Werner Herzog, os irmãos Safdie, James Gray, Claire Denis, e tantos outros, ele não poderia ter feito uma declaração mais enfática sobre suas aspirações artísticas.”

Seja tendo sua próstata examinada no passageiro de uma limusine (Cosmopolis), sendo constantemente clonado (Mickey17) ou sombriamente se masturbando por uma sereia de madeira antes ser bicado até a morte por gaivotas (O Farol), a constante tomada de decisões perversa de Pattinson permaneceu, diz Gaydos, de forma que ele nunca se acomodou na “zona de conforto nem se limitou a atender às expectativas do público e do negócio”. Ao invés disso, ele se provou “um ator talentoso e destemido, de enorme versatilidade. Sua atuação livre e ousada em The Drama, apresenta oscilações de personagem que derrotariam a maioria dos atores.”

“Lodge também destaca The Drama, uma comédia romântica com um casal controverso e badalado do inicio deste ano, a chamando de “o veículo perfeito para o equilíbrio de Pattinson entre habilidades de leveza e peso. Ele interpreta a comédia agitada e esquisita de forma requintada, mas é uma performance enraizada em uma dor profunda e ansiedade, e é, bem possivelmente, a sua melhor performance até agora.”

A ligação fácil e fraternal do ator com sua co-estrela, Zendaya, enquanto promovendo o filme, foi um eco da química relaxada e camarada que ele demonstrou no ano anterior com Jennifer Lawrence, sua co-estrela no drama extenuante sobre depressão pós-parto, Morra, Amor.

Sua própria vida privada – seguindo sua relação com Stewart, e outra com FKA Twigs, ele agora tem uma filha pequena com a namorada de longa data, Suki Waterhouse – contribui com a figura de Pattinson como um ator que, mesmo sem medo de abraçar o não convencional em seu trabalho, está aparentemente feliz em permanecer sem complicações em casa.

Como muitas das atuais estrelas quentes – Josh O’Connor, Brad Pitt, Seth Rogen -, ele é um ávido ceramista, bem como um inventor doméstico entusiasta, cujas ideias incluem um prato parecido com arancini, chamado piccolini cuscino (pequeno travesseiro), com o qual ele quase iniciou uma parceria com uma fabricante de comida congelada, e um sofá de quase três metros com apoios de braço tão largos quanto os assentos (“Ele pesa uma tonelada” – e ainda temos que achar um comprador).

Zendaya estrela em A Odisséia ao lado de Pattinson, bem como em Duna 3, que está marcada para ser a maior estréia deste Natal – e um dos maiores rivais de A Odisséia para os prêmios principais. Mais tarde este ano, Pattinson também estará em Primetime, um drama de baixo orçamento sobre o programa de TV estadunidense To Catch a Predator. Então, o começo de 2027 marcará a segunda vez que ele veste o traje preto e a capa como o Cavaleiro das Trevas, o Batman, na aclamada releitura da DC, dirigida por Matt Reeves.

“Ele boiou de volta para o cinema comercial,” diz Lodge, “mas agora ele é um ator mais solto e mais interessante por suas incursões pelo cinema da arte. Em Tenet (2020) e A Odisséia, ele traz perspicácia e ironia para a escrita severa de Nolan, e enquanto não havia muito a se fazer com a seriedade sombria de The Batman, ele deu ao super herói um raro lampejo de alma e sensualidade.”

E é essa perspicácia erótica, talvez, a chave para o apelo geral de Pattinson e seu triunfo em A Odisséia, um filme que abertamente valoriza a moralidade estoica e força sobre os prazeres da carne. Na sua prova de figurino para o filme, Pattinson contou recentemente à GQ, “Eu estava tipo, ‘Eu realmente quero usar cuecas de leopardo – eu quero que ela apareça por baixo da minha sai, um pouco de pele brilhante.’”

A veia subversiva é prontamente detectada em sua performance, diz o crítico de cinema do The Guardian, Peter Bradshaw, que a chama de “saturnina, levemente reptiliana e odiosa… e da cabeça aos pés do tipo bad guy, aos quais sua aparência aristocrática e altiva se prestam”. Enquanto Gaydos vê Pattinson “herdando as maçãs do rosto e costeletas de atores principais da era dourada de Hollywood, como Robert Taylor e Tyrone Power”, Bradshaw, por outro lado, opta por Alan Rickman: o mesmo senso de humor diabólico e sensualidade, acompanhados por uma reputação impecável de cara legal nos bastidores.

Dois dos filmes de Pattinson deste ano já se provaram grandes hits, e outros três no horizonte prometem ser favoráveis. Ainda assim, independentemente do seu futuro, o futuro de Pattinson como um dos atores mais bancáveis, carismáticos e imprevisíveis da sua geração, parece seguro. Se ele apenas tivesse aparecido um pouco mais cedo, diz Gaydos. “Se Alfred Hitchcock estivesse dirigindo filmes atualmente, só podemos imaginar as emoções e diversão que ele criaria com Pattinson na tela.”

Esse artigo foi alterado em 11 de julho de 2026. Uma versão anterior sugeriu incorretamente que Joaquim Phoenix apareceu como um jovem ator no filme S.O.S. – Tem um Louco Solto no Espaço. Ele esteve em Space Camp – Aventura No Espaço, de 1986.

Artigo original: The Guardian | Tradução: Amanda Agostinho – Tradutora da equipe Robert Pattinson Brasil

Suki Waterhouse, aos 34 anos, mãe de uma filha de dois anos com Robert Pattinson, relembra com nostalgia sua juventude selvagem em Notting Hill enquanto lança o álbum Loveland, que equilibra a saudade da vida impulsiva com a realização da maternidade e do amor maduro. Durante a entrevista com a Variety, ela celebra a transformação pessoal pós-parto, o reencontro com o parceiro e planeja mais filhos, mantendo a privacidade da família enquanto continua sua carreira musical e turnês. Confira!

Suki Waterhouse está se sentindo nostálgica. Em uma tarde cinzenta de primavera, a atriz, cantora e modelo de 34 anos me encontra em um aconchegante pub em Notting Hill, em Londres, bem em frente ao apartamento onde morou durante grande parte dos seus 20 anos. Seu empresário reservou uma mesa usando um pseudônimo, mas às 14h30 o local está praticamente vazio, exceto por alguns senhores tomando Guinness. “Isso foi completamente desnecessário”, brinca Waterhouse ao me cumprimentar. Vestindo um elegante casaco de Vivienne Westwood, ela acrescenta: “Mas talvez tenha me dado um ar de mistério.”

Na verdade, Suki está longe de ser misteriosa. Ela chegou antes de mim ao pub e já havia pedido uma Coca-Cola e uma porção de batatas fritas para dividir. Nos acomodamos em um canto mais reservado. Há um pedaço de papel de canudo sobre a mesa, mas ela simplesmente o afasta sem se incomodar e se encolhe na poltrona como um gato.

Uma semana digna de estrela. A semana já havia sido agitada. Tudo começou no Met Gala, onde Suki chamou atenção usando um vestido rosa decotado de Michael Kors inspirado em esculturas gregas esculpidas em mármore rosado. A escolha foi apropriada. Pessoalmente, ela parece uma deusa. Sua pele parece retocada digitalmente, exceto por algumas sardas no nariz. O cabelo loiro-mel, cortado em um estilo shag que inspirou inúmeras mulheres (inclusive a jornalista), é incrivelmente brilhante. Suki comenta: “Desde que tive minha filha, talvez tenha saído para apenas duas grandes noites.” Ela divide uma filha de dois anos com o parceiro, o ator Robert Pattinson, com quem se relaciona desde 2018. Os dois se conheceram durante uma famosa noite de jogos entre celebridades em Los Angeles.

Sobre o Met Gala, ela ri: “E sim, ficamos acordados até as sete da manhã.” Uma estrela em ascensão e uma mudança ainda maior. Enquanto sua carreira musical crescia, outra transformação acontecia. No início de 2024, Suki deu à luz sua filha. Pouco mais de um mês depois… ela estava se apresentando no Coachella. Hoje, olhando para trás, ela mal consegue acreditar. “Foi como um sonho.” Ou talvez um estado de transe. Ela descreve aquele período como um turbilhão emocional. “Quando ela nasceu, tantas coisas incríveis estavam acontecendo ao mesmo tempo.”

Suki acredita que, se tiver outro filho no futuro, talvez a experiência seja mais tranquila. Mas daquela vez não havia escolha. Tudo aconteceu de uma vez. A maternidade mudou profundamente sua percepção da vida. Segundo ela: “Tudo ficou tão real que chega a doer.” Ao mesmo tempo, descreve a experiência como: divertida; delicada; frágil; emocionante; engraçada. Uma mistura de sentimentos impossíveis de separar. Entre a liberdade e o lar.

Musicalmente, Loveland foi inspirado por artistas como: The Stone Roses, PJ Harvey The Replacements. Mas, emocionalmente, o álbum gira em torno de duas forças opostas. Por um lado: a nostalgia dos anos mais selvagens da juventude. Por outro: o desejo de estar em casa com a família.

“Existe esse lado impulsivo e despreocupado que eu sempre quero perseguir.” Mas também: “Existe uma parte de mim que sente falta dos momentos íntimos e aconchegantes.” Segundo ela, ambas as versões são igualmente verdadeiras.

A música sobre Notting Hill. Uma das faixas do álbum se chama simplesmente: Notting Hill. A canção é uma homenagem aos seus vinte e poucos anos. Às ressacas. Às corridas pelas ruas do bairro. E aos sonhos românticos inspirados no filme clássico estrelado por Hugh Grant. Mas existe outro motivo para a música ser especial. Foi naquele apartamento de Notting Hill que ela se apaixonou por Robert Pattinson. Ao mencionar isso durante a entrevista, Suki cora. “Foi realmente lá que eu me apaixonei pelo Rob.” De corações partidos a um amor diferente.

Grande parte das músicas que Suki escreveu no início da carreira falava sobre: relacionamentos tóxicos; desilusões amorosas; dores da juventude. Ela define aquele período como: “A montanha-russa dolorosa da feminilidade.” Mas Loveland é diferente. Agora seu coração está aberto por outros motivos. “Foi interessante ter meu coração partido de uma forma diferente desta vez.” Não pela dor.

Mas pelo amor. Robert Pattinson é a musa de Loveland. Ou melhor… o muso. É impossível ouvir o álbum sem perceber a influência de Pattinson. A faixa de abertura e primeiro single, “Back in Love”, celebra tanto a recuperação emocional de Suki após o parto quanto a nova fase do relacionamento dos dois. Ela explica: “Minha identidade parecia ter sido completamente desmontada quando me tornei mãe.” Vieram dúvidas. Inseguranças. Mudanças hormonais intensas. “Os hormônios depois de ter um bebê são extremamente fortes.” A música fala sobre reencontrar a confiança em si mesma. E também sobre redescobrir o relacionamento. “Não é que eu tenha deixado de amar meu parceiro.” Mas tudo mudou. Segundo ela: “O relacionamento antigo desaparece.” E então um novo relacionamento precisa ser construído. “É uma celebração da beleza disso tudo. Nós sobrevivemos.”

Suki também não quer que a filha cresça sentindo a pressão de ter pais famosos. Durante a entrevista, ela faz uma reflexão simples: “E se ela quiser ser uma cientista incrível?” Ela acredita que a criança deve ter liberdade para escolher o próprio caminho. “Daqui a vinte anos veremos se ela vai querer fazer algo público ou não.” Mas admite, rindo, que existe um detalhe preocupante. “Infelizmente, ela é bastante teatral.”

A música que fala diretamente sobre Robert. Uma das faixas mais pessoais de Loveland é “Tiny Raisin”. Na música, Suki canta: “Esse é o nome dele no meu pingente / Essa é minha filha nos braços dele.” A canção mistura amor, humor e os desafios do pós-parto. Segundo ela: “Existe muita angústia pós-parto ali, mas também muito amor.” O refrão, porém, deixa pouco espaço para dúvidas sobre quem inspirou a música. Ela canta: “Esse é o meu homem / Meu Deus.” Ciúmes? Nem pensar. Outra faixa importante do álbum é “Morals”. A inspiração surgiu durante uma conversa sobre os desafios de namorar um ator. Quando perguntada se sente ciúmes de Pattinson trabalhando com outras atrizes, Suki parece genuinamente surpresa. “Meu Deus.” E então responde: “Se eu me preocupasse com isso, estaria deitada no chão neste momento.” Ela ri. “Eu nem conseguiria sair da cama.”

A música mais importante do álbum. Apesar das faixas românticas e divertidas, Suki diz que o coração de Loveland está na última música: “Weirdo”. A canção fala sobre sentir falta de Pattinson enquanto ambos estão trabalhando. Logo no início ela canta: “Você está em um set de filmagem / Isso é a Roma Antiga?” Uma referência direta às gravações de The Odyssey, de Christopher Nolan, que Pattinson filmava durante a criação do álbum. No refrão, ela canta: “Sonhos se realizam / Mas eles me levam para longe de você.”

Amor à distância. Segundo Suki, a música não é uma reclamação. Pelo contrário. É uma aceitação da realidade que vivem. Os dois estão realizando sonhos profissionais enormes. Mas isso frequentemente significa passar longos períodos separados. Ela resume o sentimento de forma divertida: “Faz tempo que não escovo os dentes ao seu lado.” Para ela, a música fala sobre maturidade. “Não é sobre dizer que isso é horrível.” É sobre entender que essas fases passam. E confiar que o relacionamento permanece forte. Londres virou a base da família. Pelo menos por enquanto.

Enquanto Pattinson grava The Batman: Parte II, Suki está se preparando para sua nova turnê norte-americana. Isso significa que a família passará boa parte de 2026 em Londres. Uma raridade para dois artistas que vivem constantemente viajando. Casamento? Talvez. A entrevista também aborda um tema que os fãs acompanham há anos. O casamento.

Embora Suki e Robert nunca tenham anunciado oficialmente um noivado, ela foi vista usando um anel de noivado pouco depois de revelar sua gravidez. O anel continua lá. Brilhando em sua mão. Quando questionada sobre o assunto, ela ri. “Nada é mais assustador do que planejar um casamento, certo?” E então faz uma revelação divertida. “Vou ao casamento da Taylor e talvez encontre alguma inspiração.” Ela acrescenta: “Vai ser incrível.” Mais filhos? Sim. Definitivamente!

Ao final da entrevista, Suki diz que sente que finalmente encontrou seu lugar. Hoje, sua vida gira em torno da criação. Criar música. Criar arte. Criar uma família. Quando pensa no futuro, ela tem um objetivo bastante claro: “Quero continuar criando.” E depois acrescenta: “E talvez ter uma família maior.” Quantos filhos? Ela já tem a resposta. “No máximo mais dois.” E conclui, sorrindo: “Seria legal.”

Fonte: Variety | Tradução: Glória Mel – RPBR

A atriz Jennifer Lawrence foi ao programa britânico Graham Norton Show falar sobre seu novo filme “Die, My Love”, onde atua com Robert Pattinson e revelou alguns bastidores de dança do filme:

Jennifer Lawrence brinca sobre dançar nua com Robert Pattinson durante as filmagens de Die My Love: “Eu devia ter dito não?”.

“Vocês parecem bem chocados”, disse Lawrence aos outros convidados do The Graham Norton Show.

Jennifer Lawrence e seu colega de elenco Robert Pattinson tiveram alguns momentos interessantes durante as filmagens do novo filme Die My Love.

Durante sua participação no episódio de sexta-feira, 17 de outubro, do The Graham Norton Show, Lawrence, de 35 anos, revelou que ela e Pattinson, de 39, “não se conheciam muito bem” antes das gravações do suspense que ainda será lançado. Mas isso não durou muito tempo.

“A diretora Lynne Ramsay nos desafiou durante os ensaios — Robert [Pattinson] e eu tivemos que fazer aulas de dança interpretativa juntos”, relembrou a estrela de Jogos Vorazes sobre a preparação para o papel.

“Nós dois ficamos constrangidos com facilidade, e como não nos conhecíamos direito, foi totalmente humilhante”, acrescentou. “Aí, no primeiro dia de filmagem, ela perguntou se lembrávamos o que tínhamos feito e se toparíamos fazer aquilo nus!” Lawrence contou, em tom de brincadeira, enquanto os outros convidados — incluindo Bruce Springsteen e Tessa Thompson — a questionavam sobre o episódio.

“Eu devia ter dito não? Vocês parecem bem chocados”, continuou ela.

Em outro momento da entrevista, a vencedora do Oscar explicou como surgiu seu papel como Grace, ao lado do personagem Jackson, interpretado por Pattinson, no drama psicológico que é uma adaptação do romance de 2017 de Ariana Harwicz sobre uma recém-mãe que desenvolve depressão pós-parto e entra em psicose.

“Martin Scorsese trouxe isso para nós depois de ter lido o livro em seu clube do livro, o que é adorável. Ele disse que eu deveria interpretar a personagem”, revelou. “Quando li o livro, tive dificuldade em imaginá-lo como um filme, mas eu não ia corrigir o Marty!” O filme — que segundo a Deadline foi aplaudido de pé por nove minutos após sua estreia no 78º Festival de Cannes, em maio — acompanha Grace, personagem de Lawrence, uma escritora e jovem mãe que está “aos poucos mergulhando na loucura”, conforme a sinopse.

“Confinada em uma antiga casa nos arredores de Montana, vemos seu comportamento se tornar cada vez mais agitado e errático, deixando seu companheiro, Jackson [Pattinson], cada vez mais preocupado e impotente”, acrescenta a descrição.

O filme marca o retorno de Lawrence desde sua comédia ousada de 2023, Que Horas Eu Te Pego? (No Hard Feelings), e a coloca novamente nas conversas sobre premiações, após sua última indicação ao Oscar em 2016 por Joy: O Nome do Sucesso. Ela venceu o Oscar de Melhor Atriz em 2013 por O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook).

Os comentários de Lawrence no programa The Graham Norton Show não foram a primeira ocasião em que os atores falaram sobre as cenas de dança do filme. Durante uma entrevista em vídeo à GQ, publicada em março, ao lado de seu diretor em Mickey 17, Bong Joon Ho, Pattinson expressou certo desconforto por ter que dançar diante das câmeras enquanto atuava.

“Eu fiz esse filme com a Lynne Ramsay, que é uma ótima dançarina, e com a Jennifer Lawrence, também uma ótima dançarina”, disse ele sobre as filmagens de Die My Love. “Elas acham tudo muito fácil e dizem: ‘Apenas dance, é só uma música tocando, apenas dance.’” “E eu fico tipo… ‘Tô te dizendo, vou ter um colapso mental quando isso acontecer. Precisamos coreografar ou cortar a cena’, e eles só dizem: ‘Apenas dance, para de ser esquisito!’”
Die My Love, que concorreu à Palma de Ouro em Cannes, foi adquirido pela Mubi e chegará aos cinemas em 7 de novembro.

Fonte: People

O filme chega em 27 de novembro nos cinemas brasileiros.

Enquanto Denis Villeneuve dá os retoques finais no roteiro do próximo filme da franquia “Duna”, o diretor já está de olho nas novas estrelas do elenco de seu novo filme. Enquanto fontes próximas ao projeto dizem que nenhuma proposta formal foi apresentada, o Deadline soube que há um forte interesse em Robert Pattinson se juntar ao elenco.

O filme já conta com um elenco de primeira linha que inclui Timothée Chalamet, Florence Pugh e Zendaya, e muitos outros também devem retornar. Mesmo assim, há vários novos papéis, como em qualquer projeto de Duna, as estrelas estão se alinhando para terem a chance de aparecer na franquia vencedora do Oscar.

Duna é o universo expansivo e multiformato de ficção científica da Legendary, baseado na série de romances de Frank Herbert. A coleção inclui dois longas-metragens (Duna: Parte Um de 2021 e Duna: Parte Dois do ano passado, que arrecadou US$ 1,12 bilhão nas bilheterias globais e ganhou 8 Oscars, de 15 indicações, incluindo indicações de Melhor Filme para ambos.

Legendary não quis comentar o assunto e não há qualquer confirmação sobre o possível papel do ator, fontes dizem que Pattinson interpretaria o papel de vilão Scytale.

As filmagens vão começar no verão norte-americano (entre junho e agosto). A equipe está em pré-produção e têm se preparado nos bastidores há algum tempo para tentar deixar tudo pronto a tempo.

Quanto a Pattinson, a estrela deThe Batman” tem estado bem ocupado, recentemente finalizou o filme da A24 “The Drama”, que também é estrelado por sua possível colega de elenco de Duna, Zendaya, assim como o filme de Lynne Ramsay “Die, My Love”, no qual ele estrela ao lado de Jennifer Lawrence. Ele está atualmente filmando a adaptação de Christopher Nolan, “A Odisseia”. Ele também está produzindo e atuou no filme da A24 “Primetime”.

Fonte | Tradução: Ana Paula Oliveira

Na semana passada, postamos aqui no site, um artigo internacional, que dizia que havia um conflito entre a Warner e Bong Joon-ho, diretor do filme Mickey 17, e por este motivo o filme ainda não havia sido finalizado. O artigo dizia que “havia uma disputa entre Bong Joon-Ho e Warner Bros sobre a versão final do filme. O estúdio quer lançar uma versão mais ‘acessível’ que Bong desaprova”

Porém essa semana, o diretor desmentiu tal rumor, e disse que ele tem direito ao corte final da produção e que já finalizou o projeto! Acompanhe a matéria:

Bong Joon-ho negou rumores de que a demora para o lançamento de Mickey 17, o seu próximo filme, estejam relacionados a uma suposta interferência da Warner Bros. no corte final do projeto.

Segundo o AllKPop, o diretor de Parasita fez a declaração durante uma participação no 2024 Cinematheque’s Friends Film Festival, em Los Angeles. No evento, Bong disse que incluiu uma cláusula específica no contrato com o estúdio que garante a ele o controle do corte final de Mickey 17. Ele também afirma que entregou o filme pronto ao estúdio em novembro, há sete meses, e elogiou o apoio da Warner no projeto, confirmando que a divulgação do projeto deve começar em breve.

A tensão com os rumores se dá porque Mickey 17 estava marcado para estrear em março deste ano, mas em janeiro foi adiado para o começo de 2025. Com lançamento marcado para 31 de janeiro, a previsão é que o filme perca a temporada de premiações deste ano.

Mickey 17 se passa em um futuro bizarro onde missões de colonização espacial escolhem um tripulante (Robert Pattinson) para ser “descartável”, realizando as missões mais perigosas em nome de todos os outros. Quando este azarado rapaz morre, ele é clonado, e o clone assume suas responsabilidades.

Na trama do livro de Edward Ashton que inspirou o longa, um desses “descartáveis” sobrevive mesmo após ser deixado para trás e dado como morto pelos colegas de missão. Quando ele consegue retornar à nave, descobre que seu sucessor já está vivo, trabalhando… e nem um pouco disposto a deixar o seu posto.

Steven Yeun, Naomi Ackie, Toni Collette e Mark Ruffalo completam o elenco.

Fonte via Omelete

O mais recente projeto do cineasta e roteirista vencedor do Oscar, Adam McKay, já está formando o seu elenco. Horas após ser confirmado, o novo filme intitulado, “Average Height, Average Build“, (ainda sem tradução oficial no Brasil) já começa a causar movimentação em Hollywood. Reunimos as informações que já saíram até agora, e traduzimos para vocês! Leia abaixo:

SOBRE O FILME: O filme vem sendo descrito como uma sátira política, acompanhando um assassino em série que entra na política com a intenção de mudar as leis para serem mais amigáveis ​​ao assassinato. O tema está alinhado com o tom recente dos filmes de McKay, como “Não Olhe Para Cima” e “Vice“, duas sátiras que também abordam temas recorrentes na política atual.

SOBRE O PERSONAGEM DE ROB: Pattinson interpretará um serial killer, que decide se candidatar a um cargo político para que, uma vez eleito, ele possa incentivar a aprovação de leis que deixem o ato do assassinato mais fácil e tolerável. O papel de Downey é um policial aposentado que não desiste dos assassinatos, e o assassino tenta impedí-lo de seguir seu rastro agora que pendurou a arma. O serial killer se transforma em uma causa célebre, uma figura do “Sr. Smith Goes to Washington” protegendo seus verdadeiros motivos.

SOBRE O ELENCO: O projeto terá Amy Adams, Danielle Deadwyler e Forest Whitaker no elenco, além de Robert Downey Jr. e Robert Pattinson. McKay mantém a tradição de trabalhar com nomes de peso na indústria.

SOBRE O INÍCIO DAS GRAVAÇÕES: Os planos de McKay são de gravar “Average Height, Average Build” em Boston no segundo semestre. Ainda não há previsão de estreia.

McKay está apresentando o projeto a estúdios, em busca de uma produtora. Os relatos, contudo, explicam que o cenário atual, não favorece esse tipo de abordagem, que não garante bilheteria. Contudo, acredita-se que o filme será vendido, e provavelmente para um serviço de streaming. Contudo, a Netflix, com quem McKay lançou Não Olhe Para Cima (que se tornou no segundo filme mais visto da plataforma), não planeja adquirir o novo título do cineasta.

Se for pra frente, Average Height, Average Build unirá os dois “Roberts” mais badalados de Hollywood nos últimos 15 anos.

Fontes: 1 e 2 | Tradução: Ana Paula Oliveira

Com início do segundo semestre de 2022, a Variety divulgou sua lista dos melhores filmes do ano – até o momento. The Batman é o primeiro filme citado na matéria com a seguinte apresentação:


Pode ser o maior filme de quadrinhos já feito. Sua competição por essa honra, “O Cavaleiro das Trevas”, foi justificadamente comparada a um thriller noir de Michael Mann. Mas “The Batman” é um drama que eu não hesitaria em ser comparado com “Chinatown” – é inebriante e hipnotizante, é um labirinto intrincado, que se realiza no seu humor de ver algo sombrio como a inquietação existencial da meia-noite. Robert Pattinson interpreta o personagem-título como um homem tão convincentemente atormentado pelos fantasmas de seu passado que ele nem quer mais ser Bruce Wayne. No entanto, quando ele escapa para a identidade do Batman, ele se torna um detetive tão hipnótico quanto Will Graham em “Manhunter” – um investigador de astúcia e habilidade magnética de voz esfumaçada, enfiando uma agulha após a outra para prender o Charada, que é interpretado por Paul Dano como um monstro monumental de caos desonesto e armadilhado. O diretor, Matt Reeves, retrata um mundo de corrupção de vários níveis que é tão sinistro quanto as manchetes de hoje, mas “The Batman” também remonta aos quadrinhos esplendidamente fundamentados dos anos 40, quando um combatente do crime solitário saindo do gótico úmido profundezas poderiam inspirar algo como esperança. —Owen Gleiberman

A mídia física de The Batman já está disponível para venda no Brasil (adquira a sua!) e sua sequencia já foi confirmada assim como duas séries derivadas!

Fonte: Variety
Tradução: Amanda Gramazio

Robert Pattinson concedeu uma entrevista ao The Sydney Morning Herald juntamente com o diretor de ‘The Batman’, Matt Reeves, onde falaram sobre o filme e sobre sua escalação para o personagem. Robert menciona a fatídica vez em que disse – brincando – não estar malhando para o papel, e confessa que a reação das negativas das pessoas o afetou. Confira:

Robert Pattinson nunca deveria ter sido o Batman. Basta perguntar na internet. Como o cara que interpretou um vampiro brilhante nos filmes de Crepúsculo pode ser um super-herói, eles gritaram. Como aquele cara que fantasiou sobre sereias naquele estranho filme em preto e branco sobre faroleiros poderia ser o Batman, eles se perguntavam. Achei que você só queria interpretar os malucos, disse o agente dele.

Mas há o problema: Batman é uma aberração. Um total esquisito que vagueia as ruas de Gotham City em uma capa e maquiagem pretas nos olhos. De qualquer forma, não é um comportamento normal. De qualquer forma, é o papel perfeito para Pattinson.

“Batman é o único personagem de quadrinhos com o qual eu realmente me conectei”, diz Pattinson. “Há algo central nisso porque ele escolheu ser o Batman. É apenas um cara que escolhe ser o Batman e eu entendo isso. É como, ‘Você é uma aberração’, e se eu puder começar à partir disso, você meio que pode construir em torno disso.”

Pattinson e o diretor Matt Reeves estão embarcando em uma rodada inicial de divulgação para The Batman, o 11º longa-metragem sobre o cruzado encapuzado em 56 anos. Eles estão juntos para esta entrevista, mas em telas de vídeo separadas: Reeves está sentado bem perto e no centro de sua tela, enquanto Pattinson está descansando mais para trás e à esquerda dele. Eles são falantes e otimistas, dando respostas longas e ponderadas em nosso intervalo de 15 minutos, enquanto eu mantenho um olho em pânico no relógio.

“Se ele fosse apenas um personagem heroico em linha reta, eu não saberia como fazer isso”, continua Pattinson. “Todo mundo pensa que o Batman, basicamente, está entre apenas uma aberração e um incômodo. E o povo de Gotham, que ele está protegendo, também não sabe como interpretá-lo. Eles acham que ele é um criminoso também.

“Porque se você estivesse em um beco e as pessoas estivessem tentando assaltá-lo, e um psicopata completo, que está essencialmente vestido como o diabo, viesse até você, você ficaria literalmente tipo ‘Hum, por favor, não chegue perto de mim.” É mais aterrorizante do que ser assaltado, você nunca vai superar isso. Você tem que fazer terapia depois.”

Com isso, Reeves começa a rir. “Ah, vamos lá”, diz ele.

Pattinson continua: “Realmente meio que enfatiza isso no filme. Porque normalmente, quando o Batman vem em seu socorro, a reação da pessoa é tipo, ‘Oh, obrigado, Batman’. Mas eu não acho que essa seria sua reação desta vez.”

“Rob tem uma qualidade muito especial. E foi uma dessas coisas em que eu só queria que fosse Rob, antes de eu terminar o roteiro.” – Matt Reeves

Nas cinco décadas em que Batman está nas telonas, tivemos todos os tipos: Bat-maluco (Adam West); Bat-beicinho (Michael Keaton); Bat-divertido (Val Kilmer); Bat-quase-matou-sua-carreira (George Clooney); Bat-sexy (Christian Bale) e Bat-triste (Ben Affleck). E isso não inclui Bat-lego (Will Arnett). Com cinemas e serviços de streaming já inundados com histórias de super-heróis – e com a Marvel servindo não apenas super-homens, mas super-mulheres e uma vasta gama de super-heróis com diversas origens – por que precisamos de outro filme do Batman? Afinal, ele não é apenas um bilionário com ‘daddy issues’ e branco com complexo de salvador?

“Essa é a pergunta que tivemos que nos perguntar quando estávamos fazendo o filme, ou não o teríamos feito”, diz Reeves, que fez sucessos de bilheteria inteligentes e sombrios, como Cloverfield e os filmes Planeta dos Macacos, seu especialidade.

“O personagem é tão duradouro. E tem havido tantos filmes bons, que acho que o importante para nós foi poder contar uma versão definitiva. Precisávamos encontrar uma maneira de fazer uma versão do personagem que tocasse em todas as coisas que as pessoas amam no personagem – ele é um personagem mítico e icônico que durou 80 anos – mas precisávamos encontrar uma maneira de fazê-lo em uma maneira que parecia fresca. E acho que esse era o objetivo principal.”

Para fazer isso, Reeves voltou ao início. Não é o começo que todos conhecemos – o assassinato dos pais bilionários de um jovem Bruce Wayne em uma Gotham City cheia de crimes – mas o começo de Batman como um vigilante. Ele leu a HQ de quatro livros de Frank Miller, de 1987, Batman: Year One, onde o jovem Batman está lutando com sua nova identidade, sua transformação de homem em mito. Reeves então decidiu dar um passo adiante, ambientando o filme no segundo ano do “Gotham Project” de Batman.

É aqui que encontramos o tenente James Gordon (Jeffrey Wright), os gângsters Carmine Falcone (John Turturro) e Oswald Cobblepot (Colin Farrell), a ladra Selina Kyle (Zoe Kravitz) e um serial killer chamado Charada (Paul Dano). E é onde encontramos nosso jovem Batman, trabalhando ao lado do departamento de polícia de Gotham, investigando cenas de crime e atendendo ao chamado do bat-sinal. Enquanto outras cidades de Gotham parecem atemporais, esta é contemporânea, repleta de smartphones, drogas e um vilão que transmite ao vivo suas mortes e recebe ideias para máscaras de gás na internet.

“Batman está apenas tentando fazer sentido”, diz Reeves. “Como você dá sentido à luz do fato de que algo totalmente aleatório e terrível acontece com você quando você tem 10 anos, e você nunca consegue se recuperar disso? Ele está definhando.”

No Universo Estendido da DC, The Batman é classificado como um reboot. Não é tão bizarro quanto as versões dos anos 90 de Tim Burton e Joel Schumacher, nem tão presunçoso quanto a trilogia dos anos 2000 de Christopher Nolan, ou tão sombrio quanto as recentes iterações da Liga da Justiça. É denominado como um thriller noir, na veia do drama de gângster de Al Pacino dos anos 1970, Serpico, onde a polícia é tão ruim quanto aqueles que prendem. Também chove. Bastante.

“Eu queria que a história fosse uma em que o próprio Batman fosse o personagem que tinha o arco”, diz Reeves. “Onde você viu um Batman imperfeito e defeituoso que estava em crise, que estava lutando consigo mesmo, tentando descobrir como ter um efeito que ele não conseguia ter na cidade. Porque, como acontece com os noirs clássicos, não importa o que você faça, o lugar continua corrupto. E vê-lo lutar, não apenas para resolver o caso, mas também porque ele está realmente em uma grande batalha consigo mesmo, uma batalha interna.”

Aos 35 anos, Pattinson não é o ator mais jovem a interpretar Batman (era Bale, que tinha 30 em Batman Begins), mas seu Batman parece mais jovem. Seu cabelo está solto e tingido de preto e seu rosto está manchado com delineador. Ele não é um usuário de suaves roupas íntimas como Morcegos dois, três e quatro. Ele não tem o tamanho de Affleck ou a arrogância de Bale. Ele é mais reservado, tem pouco interesse em ser o bilionário Bruce Wayne e prefere passar seus dias escrevendo em seu diário. Ele é Bat-emo.

“Batman é claramente um gótico”, concorda Pattinson. “Olhe para todas as HQs. Eu acho que, nas interpretações anteriores do filme, as pessoas estavam com medo de abraçar isso, então ele acaba sendo muito mais leve. Mas em muitas das graphic novels, ele é uma alma muito torturada.”

“Você está malhando antes e depois do trabalho todos os dias… Para certas cenas, você está literalmente morrendo de fome.” – Robert Pattinson

Quando Reeves estava escrevendo The Batman, ele assistiu ao filme de Pattinson de 2017, Good Time, no qual ele interpreta um bandido em fuga. Ele soube então que tinha encontrado seu homem. “Eu estava tipo, OK, então precisamos de alguém que você possa sentir que, mesmo por trás do capuz, tenha esse nível de turbulência emocional e desespero. E [em Good Time] Rob tinha um desespero tão palpável, e mesmo que ele fosse um cara tão falho, você ainda pode simpatizar totalmente com ele e pode senti-lo basicamente em queda livre.”

“Rob tem uma qualidade muito especial. E foi uma dessas coisas em que eu só queria que fosse Rob, antes de eu terminar o roteiro. E Rob não tinha ideia.”

De sua parte, Pattinson não se intimidou em assumir um papel que tantos já desempenharam antes. Pela primeira vez em sua carreira, ele se sentiu pronto. “Nunca sei exatamente o que quero. E então, de repente, quando aparece, parece muito, muito correto”, diz ele. “E com isso, eu nunca fiquei realmente nervoso com isso. Eu conheci Matt e sabia que ele era muito receptivo e queria falar muito sobre isso também. E o roteiro era muito, muito suculento e parecia realmente diferente.

“E eu nem pensava que estava interpretando Batman a maior parte do tempo. Mesmo se você estiver no traje, você ocasionalmente se vê e diz: ‘Oh merda, é assim que eu estou.’ Só agora estou sentindo que será comparado a outros filmes do Batman. Eu nem estou tão preocupado, acho que funciona.”

Pattinson mal dá um sorriso durante as três horas do filme, seja rosnando em Gotham ou parecendo um tanto desamparado como Bruce Wayne. Mas seu Batman também é bem mais magro que os outros. Ele não tem o corpo de super-herói abertamente musculoso recentemente preferido por todos os atores para vestir um par de calças apertadas. Até Kumail Nanjiani, que interpretou o primeiro super-herói sul-asiático nos recentes Eternos da Marvel, falou da dismorfia corporal que desenvolveu enquanto lutava para colocar seu super-herói no lugar.

Pattinson alguma vez sentiu pressão para se parecer de uma certa maneira?

“Eu fiz essa entrevista que realmente voltou para me assombrar”, diz Pattinson. “Literalmente, tudo o que eu disse foi que acho muito idiota falar sobre como você se exercita. Meio que fiz uma pequena piada sobre isso. E então, literalmente, eu vi [que foi interpretado como] ‘Sim cara, eu não estou malhando nada’ e a quantidade de ódio que recebi depois foi tipo, ‘Você não está levando o papel a sério!’.”

Ele geme. “Tipo, é uma coisa muito chata de se falar. Mas também, é mais embaraçoso se você está fazendo uma cena altamente coreografada onde você está batendo em 10 caras e então quando você tira sua camisa, não tem como isso acontecer [porque você não tem músculos]. Faz parte da natureza do personagem.

“Tem sido difícil, no entanto. Você está se exercitando antes e depois do trabalho todos os dias. E normalmente, quando você está fazendo longos, longos dias no set, você fica tipo, ‘Oh, eu quero uma barrinha de chocolate’. Isso está tudo fora da mesa. Especialmente para certas cenas, você está literalmente morrendo de fome. Mas, você sabe, você está interpretando o Batman. Você meio que sabe qual é o acordo.”

Fonte | Tradução: Bruna Rafaela – RPBR